Mostrando postagens com marcador Imperialismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imperialismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de março de 2021

Americanos já pedem abertamente a invasão do Brasil por causa do caos bolsonarista

 

Pam Keith, Adv. 

Repito meu aviso de que a crise da COVID no Brasil é um problema sério.

A falta de liderança de Bolsonaro está criando uma crise econômica e de saúde, que se completa com um escândalo político de proporções épicas.

Os Estados Unidos precisam ser pró-ativos e liderar uma intervenção internacional.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Representante dos EUA ameaça Brasil em nome da preservação da Amazônia

Cartum de 1905 mostra o presidente Ted Roosevelt usando sua “Nova Diplomacia”



“Sem Amazônia intacta, Acordo de Paris é impossível”

Em reunião da Concertação pela Amazônia, negociador americano diz que EUA terão regras para impedir a entrada de produtos ligados a desmatamento

Por Daniela Chiaretti — De São Paulo

A mensagem do chefe dos negociadores americanos no Acordo de Paris foi clara: “Não é possível, é virtualmente impossível, alcançar as metas do Acordo de Paris, que nós, Estados Unidos, Brasil e todas as nações do mundo endossamos, sem manter a Amazônia intacta. É um fato da vida”, disse Todd Stern. “É verdade que o presidente Biden, em sua abordagem internacional e doméstica, ofereceu uma mão de amizade para abordar estes temas (a preservação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia) de maneira positiva”, seguiu, falando a uma plateia de empresários, ambientalistas, indígenas, cientistas e políticos. “Mas os EUA, no fim das contas, irão fazer o que for necessário para proteger os interesses legítimos do povo americano.”

O advogado que chefiou os negociadores americanos de 2009 a 2016 foi convidado a abrir a plenária da Concertação pela Amazônia, rede de lideranças de vários setores da sociedade brasileira preocupados em preservar e desenvolver a região. Falou sobre os planos domésticos e internacionais climáticos do presidente democrata. Anunciou que “um grande plano verde de investimentos virá logo, seguindo o slogan do presidente Biden de ‘construir de novo melhor’ diante das dificuldades econômicas em função da covid”.

Stern lembrou que Biden, durante a campanha, prometeu mobilizar US$ 20 bilhões de fontes públicas e privadas para parar o desmatamento, buscando incentivos e estabelecer parcerias. “Prometeu ampla gama de acordos comerciais e esforços diplomáticos”, seguiu. Descreveu os quatro pilares do Plano para a Amazônia que um grupo de ex-ministros e ex-negociadores climáticos, ele incluído, entregou em janeiro ao presidente Biden e ao Congresso: financiamento, comércio, cadeias de fornecimento e diplomacia.

Para mobilizar os US$ 20 bilhões, os EUA buscarão contribuições de outras grandes economias na Europa e no Japão. “A razão para isso é bem clara: a necessidade de tornar a conservação viável para os países e as pessoas da região amazônica que precisam crescer, desenvolver e ter chance de prosperar como todo mundo. Temos que tornar a conservação viável.”

O segundo ponto é garantir salvaguardas contra o desmatamento nos acordos comerciais. “Isso não acontece agora. Não há barreiras nos EUA para cultivos que crescem ilegalmente em áreas desmatadas na Amazônia”. Seguiu dizendo que os EUA têm que limpar as cadeias de fornecimento de commodities como soja e carne. Empresas americanas terão que fazer procedimentos de “due diligence”, para garantir cadeias de fornecimento livres de desmate. Por fim, os EUA usarão toda a força da diplomacia para conseguir atingir a meta - parar o desmatamento.

“Deixem-me dizer algumas palavras sobre, talvez, o elefante na sala, o governo Bolsonaro”, disse Stern. “Entendemos onde Bolsonaro esteve na questão climática, porque ele se alinhou a seu ex-melhor amigo, Donald Trump, em falas em que a mudança do clima seria uma farsa. E que até hoje não tem se interessado em ofertas de apoio à Amazônia”.

Stern, que se declarou otimista em relação ao que pode ser feito para proteger a Amazônia, deu outros recados claros: “Em primeiro lugar, há muitas nações na região, incluindo Colômbia e Peru, que querem proteger a Amazônia e vão precisar de ajuda internacional. Em segundo lugar, como vocês sabem, há muitos campeões na Amazônia: Estados amazônicos, povos indígenas, comunidades locais, líderes da sociedade civil. E empresas brasileiras que querem ter certeza que manterão seu acesso aos mercados internacionais”.

No terceiro ponto para explicar seu otimismo, Stern disse que “governos do Brasil quase sempre buscaram boa relação com os EUA, e vice-versa. Porque somos grandes atores no hemisfério ocidental. Não acho que essa lei tenha sido reescrita pelo atual governo do Brasil. Eu esperaria que exista interesse do lado deles em ter uma relação produtiva com os EUA, assim como nós temos grande interesse em ter uma relação produtiva com o Brasil.” Seguiu: “Há muitas oportunidades para respeitar completamente a soberania nacional e os interesses do Brasil na Amazônia”.

Stern foi o arquiteto, do lado americano, do acordo histórico celebrado entre os presidentes Barack Obama e Xi Jinping que deu impulso para que o Acordo de Paris acontecesse. Foi depois que os dois maiores emissores mundiais haviam se comprometido com metas climáticas que outros os seguiram.

“A Ciência está dizendo claramente que precisamos parar o desmatamento globalmente nesta década. O desenvolvimento descontrolado e o desmatamento ilegal na Amazônia não podem ameaçar a segurança e o bem-estar das pessoas no Brasil e no mundo”, seguiu

Foi ouvido atentamente por 155 pessoas, o maior público desde a criação da Concertação em 2020. Na plateia estavam os empresários Guilherme Leal e Pedro Passos (fundadores da Natura), José Roberto Marinho (Fundação Roberto Marinho), Denis Minev (Bemol), o apresentador da TV Globo Luciano Huck, o economista Arminio Fraga, executivos como Pedro Wongtschowski (Grupo Ultra), Marina Grossi (Cbdes) e Marcello Brito (Abag), ambientalistas e pesquisadores como Ana Toni (iCS), Adriana Ramos (ISA), Tasso Azevedo (MapBiomas) e o arqueólogo Eduardo Neves, indígenas como a deputada federal Joenia Wapichana e políticos como o ex-senador Jorge Viana (PT-Acre) e o governador Flávio Dino (MA-PCdoB).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Kamala Harris será a primeira mulher afrodescendente a determinar o bombardeio de um país do Terceiro Mundo

Luis Felipe Miguel  

Hoje, quando se esgota o prazo do envio dos votos para o Colégio Eleitoral, Trump terá que reconhecer a derrota - ou dobrar as apostas no golpismo. Parece que nem o tipo de golpismo está definido: ele oscila entre tentar ficar com a presidência ou ficar com o dinheiro arrecado nas campanhas de financiamento da batalha judicial para tentar ficar com a presidência.

Para Biden, a crer na história, as perspectivas também podem não ser tão boas. Há tempos se fala da maldição dos presidentes estadunidenses eleitos para o primeiro mandato em anos terminados com zero.

O primeiro foi Thomas Jefferson, em 1780, mas não conta porque a maldição só começou com a 12ª emenda, que regulou as eleições presidenciais, ratificada em 1804.

Em 1820 foi reeleito James Monroe e a maldição só conta para quem ganha seu primeiro mandato em ano terminado com zero.

Então começa com William Henry Harrison, eleito em 1840, que pegou um resfriado e bateu as botas depois de apenas um mês na presidência. Em 1860, foi eleito Abraham Lincoln, assassinado no início do segundo mandato, em 1865. Em 1880, ganhou James Garfield, que levou um tiro antes de completar quatro meses de presidência e morreu de infecção dois meses e meio depois.

Em 1900, houve reeleição. Mas em 1920 elegeu-se Warren Harding, que teve um mal súbito e morreu em 1923. Em 1940, ganhou Franklin Roosevelt - ele morreu no cargo, em 1945, mas como já era sua terceira eleição não conta para a maldição. Em 1960, o vitorioso foi John Kennedy, que como todos sabemos foi assassinado em 1963.

Em 1980, foi Ronald Reagan, que escapou com vida, mas por pouco - logo no início do mandato foi baleado num atentado.

George W. Bush, eleito em 2000, saiu incólume, o que pode servir de prova adicional de que sua vitória foi fraudada - ele mudou o curso da história e anulou a tragédia que estava programada para atingir Al Gore.

Sem querer agourar Biden, mas no espírito do "que las hay, las hay", há boas chances de que Kamala Harris cumpra o vaticínio que  vi nessas redes sociais e se torne "a primeira mulher negra a determinar o bombardeio de um país do Terceiro Mundo".

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Conheça Paula White, assessora espiritual de Trump

Evo Morales: tanto faz quem é presidente dos EUA, não muda nada

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

URGENTE: Eleições nos Estados Unidos


Gathara

#URGENTE As urnas estão programadas para abrir em 48 horas em todos os EUA enquanto o regime autoritário de Donald Trump tenta consolidar seu domínio sobre a conturbada nação norte-americana, rica em petróleo e com armamento nuclear. Os analistas estão céticos de que a eleição termine com meses de violência política. 

#URGENTE Enviados africanos apelaram para que os americanos mantenham a paz durante as eleições e estejam preparados para aceitar o resultado da votação. Em uma declaração conjunta, os diplomatas condenaram os recentes incidentes de incitamento, violência e intimidação dirigidos aos partidários da oposição. 

#URGENTE Uma equipe de observadores eleitorais africanos liderada pelo famoso explorador Milton Allimadi, que descobriu o rio Gulu na Europa, está a caminho da capital marítima de Washington DC, onde se espera que se encontre separadamente com o Sr. Trump e o candidato da oposição, Joe Biden. 

#URGENTE Milton Allimadi, chefe do grupo africano de observadores eleitorais, exortou a mídia norte-americana a ser responsável em suas reportagens, e tomar cuidado para não inflamar a situação já tensa. "Exortamos os jornalistas americanos a pregar o evangelho da paz e a aceitação dos resultados eleitorais". 

#URGENTE As eleições americanas vêm em um momento em que o país está se recuperando de uma série de desastres humanitários, incluindo uma pandemia que já ceifou quase um quarto de milhão de vidas e levou sua economia à beira do colapso, exacerbando tensões étnicas já muito fortes. 

Enterros em Massa em Nova York

#URGENTE Lojas na capital do país, Washington, estão sendo fechadas e protegidas com tapumes à medida que as eleições presidenciais que se aproximam provocam tensão e medo generalizados. Os primeiros jornalistas africanos a viajar para o coração do conturbado país relatam que milícias armadas perambulam pelas ruas. 

#URGENTE agências africanas de ajuda soam o alarme sobre o potencial de violência pós-eleitoral para exacerbar a já terrível situação humanitária nos EUA em crise. Os trabalhadores humanitários estão chamando a comunidade internacional a fazer mais para proteger a população civil. 

#URGENTE Junto com seu vizinho do norte, os EUA há muito tempo são considerados uma ilha de paz em uma região conturbada e anfitriã de muitas agências humanitárias. A ONU também tem sua sede em Nova York, na parte mais estável do nordeste do país. 

#URGENTE Enviados africanos expressaram preocupação com as reportagens da mídia local que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretende declarar vitória na segunda-feira, um dia antes da realização das eleições presidenciais do país. Os enviados exortaram o autocrata a esperar até que todos os votos tenham sido contados. 

#URGENTE Primeiro grupo de jornalistas africanos a chegar aos territórios tribais dos EUA faz relatos alarmantes de temerosos habitantes locais se armando à medida que as eleições presidenciais se aproximam. O país conturbado já tem mais armas do que pessoas, com a maioria detida por cidadãos privados.

Vice-governadora de Idaho Janice McGeachin

#URGENTE Imagens virais capturadas por jornalistas africanos que se aventuraram no interior dos conturbados EUA mostram ruas desertas tomadas por milícias alinhadas politicamente treinando "técnicas" apenas um dia antes das eleições presidenciais do país.


#URGENTE Quenianos que vivem em Estados politicamente agitados e devastados pela doença insistiram em ficar dentro de casa e não se aventurar no interior do país. Um aviso de viagem emitido pelo governo queniano observa um risco maior de violência tribal relacionada às eleições nos estados do centro e do sul do país. 

#URGENTE Temendo um afluxo de refugiados enquanto os Estados Unidos etnicamente polarizados se encaminham para uma eleição presidencial divisória, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau pediu a ajuda da comunidade internacional enquanto o México está considerando pagar por um muro de fronteira.

#URGENTE Vídeo viral de barricadas que estão sendo erguidas ao redor do palácio presidencial - conhecido localmente como a Casa Branca - na capital dos Estados Unidos, Washington DC, tem aumentado as tensões à medida que rumores se espalham de que o déspota em exercício, Donald Trump, não desistirá do poder se ele perder as eleições de amanhã. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Glenn Greenwald acusa Intercept de censura e anuncia saída do site

Folha de S. Paulo 

O jornalista americano Glenn Greenwald anunciou que pediu demissão do Intercept, site de notícias que ajudou a fundar em 2013.

Em um longo texto publicado na internet nesta quinta-feira (29), Greenwald afirmou que o motivo de sua saída é a censura imposta pelos editores do portal a um texto que, segundo ele, traria críticas ao candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden.

O Intercept foi procurado, mas não respondeu até a conclusão deste texto.

O jornalista disse que seu direito contratual de liberdade editorial foi quebrado. Ainda de acordo com ele, a condição para que o texto fosse publicado era que as críticas fossem removidas.

Ele afirmou que o artigo discorda da conduta de Biden em relação à Ucrânia e à China, levantadas com base em emails revelados recentemente e depoimentos de testemunhas.

Greenwald escreveu que Biden é "veementemente apoiado por todos os editores" da sede do Intercept, em Nova York, e que também foi solicitado a ele que não publicasse o texto em nenhuma outra publicação.

Disse, ainda, que não se opunha à discordância dos editores com suas opiniões e que sugeriu a eles que escrevessem seus próprios artigos expondo seus pontos de vista, deixando que os leitores decidam quem está certo.

No artigo que alega ter sido censurado, Greenwald critica a forma como a mídia americana tratou o caso revelado pelo tabloide americano New York Post contra Joe Biden, com supostos detalhes de negociações entre o filho do democrata, Hunter, e uma empresa de energia ucraniana. O jornal afirma ter tido acesso a um email que indica que Hunter apresentou o pai, à época vice-presidente dos EUA, a um empresário ucraniano.

Segundo o jornalista, as revelações nunca foram contestadas por Hunter nem pela campanha de Biden, mas a imprensa americana estaria tratando o caso com desprezo e como "desinformação russa". Ainda segundo Greenwald, a mídia americana tem uma ânsia "quase explícita" pela vitória de Biden.

"Um fator importante é a verdade inegável de que jornalistas com veículos nacionais baseados em Nova York, Washington e cidades da costa oeste não apenas favorecem Joe Biden, mas estão desesperados para ver Donald Trump derrotado", afirmou.

sábado, 3 de outubro de 2020

Perguntas obrigatórias que qualquer latino-americano deve saber responder

1 - Quantas armas de destruição em massa Saddam Hussein tinha?

- Nenhuma. 

2 - Quantos mortos deixaram a intervenção democrática dos EUA no Iraque?

- Mais de meio milhão. 

3 - Quem conseguiu o petróleo e os negócios da reconstrução do Iraque?

- Yankee Corporation. 

4 - Quantos direitos civis o povo iraquiano recuperou?

- Nenhum. 

5 - Quantas sanções e bloqueios sofreram os ditadores Videla, Pinochet, Somoza, Batista, Rios Montt, Banzer ou Trujillo?

- Nenhuma.

6 - Quantos foram financiados e abençoados pelos EUA?

- Todos. 

7 - Quantas bases militares ianques existem na Venezuela?

- Nenhuma.

8 - Quantas bases militares ianques existem na Colômbia?

- Nove. 

9 - Quantos casos de desaparecimento forçado existem na Colômbia?

- Quase 80.000 (entre 1970 e 2018) e 7,7 milhões de deslocados. 

10 - Quanta confusão no mundo esses fatos produzem?

- Nenhuma! (e o presidente colombiano se encontra com Trump para falar de crise na Venezuela). 

11 - Quem votou em Juan Guaidó?

- Trump, Trudeau, Duke, Macri, Bolsonaro, Piñera e a Liga dos Lamebotas. 

2 - Quem votou em Nicolás Maduro?

- 6.245.862 venezuelanos e venezuelanas.

13 - Qual país tem as maiores reservas de petróleo do mundo?

- Venezuela: 360.000 bilhões de barris. 

14 - Qual país é o maior consumidor de petróleo do mundo?

- Estados Unidos.

15 - Como a Venezuela pode ser uma ameaça para a maior potência militar do mundo, os EUA, que possui 700 bases militares nos continentes ... E mais de 300.000 soldados NO MUNDO?

- Não pode. 

16 - Qual país é o maior produtor de armas do mundo?

- Estados Unidos. 

17 - "Por que os países dominantes do mundo (EUA, Alemanha, França,...) acusam a CHINA e a RÚSSIA de quererem dominar o mundo, se nenhum deles invadiu nenhum país, nem tenta intervir nos assuntos internos de qualquer nação?

- Bode expiatório. 

18 - "Quantos países os EUA invadiram?

- Mais de 50

19 - Quantos desses países invadidos estão melhores do que antes?

- NENHUM 

20 - Quanta democracia, direitos humanos e ajuda humanitária vieram com as tropas ianques?

- Nenhuma

- Você realmente acha, que a solução para a Venezuela, virá das mãos do Pentágono, Donald Trump, e do FMI?" 

sábado, 30 de maio de 2020

O bicho tá pegando na sede do Império


Vinícius Carvalho 

Gente, o bicho tá pegando FEIO em Minneapolis até agora, ao vivo, e se alastrando por todo país.

E não é apenas pela morte do Floyd. Esse foi o estopim.

A sensação que passa é que, a despeito do que acham dos Estados Unidos, como a democracia capitalista ideal, a realidade é muito diferente.

Estados Unidos também é um país desigual, com uma população pobre MASSACRADA pelo neoliberalismo, com um presidente PALHAÇO e debochado assim como o nosso.

A saúde pública praticamente inexiste, sem estado social, em meio a mais de 100 mil mortos pela COVID, sendo que dessas vítimas, 70% são negras e latinas.

Tem muita revolta represada por lá. Quando essa barragem estourar...

A gente tem falado aqui nesse perfil, o caldo está entornando por lá já faz tempo. A guinada progressista nos Estados Unidos é concreta e o que a impede ainda é o seu sistema eleitoral. Mas Estados Unidos vem "pendendo" à esquerda - seja culturalmente, seja politicamente - de forma estranha há um bom tempo.

Só que a desigualdade não vai esperar as urnas.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Trump diz que cogita banir viagens do Brasil aos EUA por causa de coronavírus

'Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo...O Brasil está com alguns problemas, sem dúvida', disse o presidente a repórteres. Brasil é o terceiro país com mais casos de Covid-19 no mundo, EUA são o primeiro.
G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (19) que está considerando impor uma proibição de entrada de viajantes do Brasil, que tem o terceiro maior número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus do mundo.

"Estamos considerando isso", disse Trump a repórteres na Casa Branca, segundo a agência Reuters.

"Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo. Também não quero pessoas doentes lá. Estamos ajudando o Brasil com respiradores ... O Brasil está com alguns problemas, sem dúvida", acrescentou Trump.

Esta não é a primeira vez que Trump fala em banir voos do Brasil para os EUA. No dia 28 de abril, ele sugeriu o mesmo quando disse que acompanhava "de perto" o que chamou de "surto sério" de novo coronavírus no Brasil.

"O Brasil tem um surto sério, como vocês sabem. Eles também foram em outra direção que outros países da América do Sul, se você olhar os dados, vai ver o que aconteceu infelizmente com o Brasil", disse Trump naquele dia.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, estava na reunião com Trump e disse que ainda não via necessidade de suspender de vez os voos de Miami e Fort Lauderdale ao Brasil. Porém, o presidente insistiu: "Se precisar [interromper voos], nos avise".

No dia seguinte, porém, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que queria retomar as viagens aéreas entre Brasil e Estados Unidos - que estão reduzidas - para "recuperar a economia".

Atualmente, o Brasil é o terceiro país no mundo com mais casos de Covid-19, com 265.896 casos. Os Estados Unidos ocupam a primeira posição no ranking, com 1.520.029 casos, segundo a Universidade Johns Hopkins, seguido pela Rússia, com 299.941 casos.

quarta-feira, 4 de março de 2020

As chances de Bernie Sanders


Sanders nunca conquistará a indicação dos Democratas porque os bilionários imperialistas que são donos do partido não permitirão de jeito nenhum. Se ele conseguisse, por algum milagre, estes mesmos bilionários fariam doações gigantescas e campanha aberta por Trump porque preferem um imbecil fascistoide do que um democrata reformista no governo. E se o povo cometesse a loucura de elegê-lo veríamos um cenário bananeiro em pleno Império: mídia, bilionários, judiciário, militares e congressistas boicotando aberta e criminosamente o presidente e pedindo impeachment desde o primeiro dia de governo. O resto é silêncio e ingenuidade.

domingo, 1 de março de 2020

Estados Unidos admitem derrota depois de 18 anos de guerra contra o Afeganistão


Acabou.

Trump assinou a paz com os Talibãs.

O governo de Kabul, mantido graças aos EUA e aliados, nem foi chamado para a cerimônia.

As intervenções no Afeganistão, Iraque e Síria custaram 6 trilhões de dólares aos EUA, sendo que uma parte disso eles subtraíram dos próprios países.

São 750 dólares por ser humano do planeta.

Esse dinheiro resolveria praticamente tudo o que é problema existente no mundo.

Os EUA perderam a guerra, assim como a do Vietnã. Resta ver como vão salvar a face.

Diplomata americano que negociou o acordo, aperta a mão de líder do Talibã

EUA e Talibã assinam acordo de paz histórico

Tratado prevê retirada de todas as tropas americanas do Afeganistão no decorrer dos próximos 14 meses e abre caminho para encerrar 18 anos de guerra no país.

sábado, 25 de janeiro de 2020

A sociedade mais repressiva e autoritária do mundo



A sociedade mais repressiva e autoritária do mundo é os Estados Unidos da América porque apresenta a maior população prisional do planeta, com a maior taxa mundial de presos per capita da contemporaneidade. Observem que também é a sociedade com o maior orçamento estatal militar, a mais intervencionista pró-golpes mundiais e a mais hipócrita também no topo da geopolítica financeira mundial, tudo para garantir uma pequena minoria nababesca.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A expropriação do capital de 2.153 pessoas resolveria todos os problemas dos trabalhadores do mundo


DESIGUALDADE CRIMINOSA

Os dados do relatório da Oxfam sobre desigualdade distribuído hoje no Fórum de Davos são chocantes. Os 2.153 maiores bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, ou 60% da população mundial. Já o grupo que representa o 1% mais rico detém mais que o dobro da riqueza dos 6,9 bilhões de habitantes do planeta.

A Oxfam mostra que a desigualdade é sexista: 42% das mulheres e meninas executam mais de 75% do trabalho não remunerado no mundo: são cuidadoras de casas, de crianças, de idosos e de doentes. Se o 1% mais rico do mundo pagasse 0,5% sobre sua riqueza por 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos para remunerar essas trabalhadoras.


Os 2.153 Bilionários do mundo têm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas

Jornal do Brasil

Os 2.153 bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, que correspondem a cerca de 60% da população mundial. Os dados constam do novo relatório da organização não governamental Oxfam, Tempo de Cuidar - O trabalho de cuidado mal remunerado e não pago e a crise global da desigualdade, lançado nesse domingo (19), às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes e o número de bilionários dobrou na última década. Segundo o levantamento, o 1% mais rico do mundo detém mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilhões de pessoas.

O relatório chama a atenção para o fato de que essa grande desigualdade está baseada em boa medida em um sistema que não valoriza o trabalho de mulheres e meninas, principalmente das que estão na base da pirâmide econômica. De acordo com a organização, no mundo, os homens detêm 50% a mais de riqueza do que as mulheres.

“Além de chamar a atenção para essa desigualdade extrema que não está sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que não tem visibilidade e que contribuiu para esse acúmulo de riqueza, que é o fato de o cuidado não ser remunerado ou ser mal remunerado”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

“Milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”, completou.

Segundo cálculos da Oxfam, o valor monetário global do trabalho de cuidado não remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos é de US$ 10,8 trilhões por ano, três vezes maior que o estimado para o setor de tecnologia do mundo.

Katia destacou a forte contribuição da questão de gênero na desigualdade mundial. “Se você juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles têm a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na África, que é em torno de 650 milhões”.

Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Frequentemente, diz a organização, elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais bem como o trabalho doméstico diário.

Alerta

A organização alerta que o problema deve se agravar na próxima década à medida que a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas, entre idosos e crianças, vão precisar de cuidado em 2030, um aumento de 200 milhões desde 2015.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, em 2050, serão cerca de 77 milhões de pessoas que vão depender de cuidado, o que representa pouco mais de um terço da população estimada entre idosos e crianças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O mundo enfrenta uma crise de prestação de cuidados devido aos impactos do envelhecimento da população, a cortes em serviços públicos e sistemas de proteção social e aos efeitos das mudanças climáticas – ameaçando piorar a situação e aumentar o ônus que recai sobre trabalhadoras de cuidado”, diz o documento.

O relatório também aponta que governos vêm cobrando alíquotas fiscais baixas dos mais ricos e de grandes corporações, “abandonando a opção de levantar os recursos necessários para reduzir a pobreza e as desigualdades”.

De acordo com o estudo, se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e de cuidado para idosos.

“Em vez de ampliar programas sociais e gastos para investir na prestação de cuidado e combater a desigualdade, os países estão aumentando a tributação de pessoas em situação de pobreza, reduzindo gastos públicos e privatizando a educação e a saúde, muitas vezes seguindo o conselho de instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, diz o documento.

Recomendações

A Oxfam recomenda que os governos devam investir em sistemas nacionais de prestação de cuidados para solucionar a questão da responsabilidade desproporcional pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres e meninas.

Outra recomendação é valorizar o cuidado em políticas e práticas empresariais. “As empresas devem reconhecer o valor do trabalho de cuidado e promover o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, devem apoiar a redistribuição do cuidado oferecendo benefícios e serviços como creches e vales-creche e garantir salários dignos para prestadores de cuidado”, afirma o documento. (Agência Brasil).

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Imperialismo versus anti-imperialismo



Como disse certa vez o Evo Morales, as relações entre primeiro e terceiro mundo hoje em dia estão além de direita e esquerda, elas são mais entre imperialismo versus anti-imperialismo.

E é por isso que verdadeiros docinhos em forma de gente, tidos como de esquerda em seus países, como Justin Trudeau do Canadá, como Obama, e etc, são verdadeiros facínoras em relação ao terceiro mundo.

Dito isto, se for por recorte de fronteiras, o Irã é o país mais antigo do mundo. Sem querer ser anacrônico, as fronteiras da antiga Pérsia foram o que mais parecido existiu de "Estado Nação" já na antiguidade e persiste quase igual até hoje.

Mesma etnia, fronteiras parecidas, mesmo povo.

Portanto, o Irã não é um país árabe, é um país persa. Chamar iraniano de árabe é como confundir japonês com francês.

O que eu estou querendo dizer com isso? Que a humanidade nasceu no continente africano, mas vocês estão tendo a noção que onde, provavelmente, tenha sido o primeiro lugar a este povo que se compreendia como único formou algo parecido com uma nação foi no local que hoje conhecemos por Irã.

Onde eu quero chegar?

Que ando vendo gente dita de esquerda meio que cagando e andando pro Irã, e outros até comemorando uma possível guerra lá dentro, mesmo que isso custe a vida de centenas de milhares ou milhões de pessoas pelo simples fato do Irã possuir leis estranhas ao ocidente.

Achar que vamos impor modelos europeus e recentes, do século XVII e implantar num país que existe há milhares de anos é mais do que arrogância, é estupidez.

Não dá pra sair por aí querendo impor os modelos francês e estadunidense de democracia e achar que isso é a solução de tudo. Como um youtuber "progressista" aí boçal toda vida, que diz que se opõe a tudo o que não seja "democracia liberal".

E, apesar de possuir um sistema teocrático e islâmico, o Irã possui até partido judeu com cota de participação democrática no parlamento.

Ou seja, se é um país problemático em alguns aspectos, ele está longe de ser mais problemático do ponto de vista não-secularista do que outros aliados do ocidente, como Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita, por exemplo.

Portanto, quem está se opondo ao modelo iraniano com base em preceitos iluministas, ocidentais e etc, perdeu o bonde da história.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A aposta arriscada dos Estados Unidos no Oriente Médio




INSTABILIDADE EM WASHINGTON É BOMBA EM BAGDÁ

Meteoro Brasil

Ao assassinar um general iraniano, os Estados Unidos fazem uma aposta arriscada que pode contrariar até mesmo seus interesses nacionais. Mas se a ação militar dos EUA não contempla nem os interesses do país, então ela atende os interesses de quem?

--

O nosso livro, "Tudo o que você precisou desaprender para virar um idiota" já está disponível. São quase 300 páginas explicando como nos enfiamos nesse profundo buraco civilizatório:
Amazon: https://amzn.to/2M5YsTeLivrarias Curitiba: http://bit.ly/meteorocuritiba

domingo, 5 de janeiro de 2020

Trump pode estar no começo de uma escalada ao inferno


Os dementes

Claudio Guedes

A primeira reação política expressiva ao assassinato do líder iraniano em território do Iraque, por um atentado terrorista do governo dos EUA, representa uma dura derrota de Donald Trump: a decisão do governo iraquiano, referendada pelo parlamento, de exigir a retirada das tropas americanas do Iraque.

Ficará só nisso?

Não creio. Caso o governo dos aiatolás do país persa saiba manobrar politicamente, pode conseguir um isolamento progressivo dos EUA no Oriente Médio, com exceção da sempre fiel Israel. A Arábia Saudita deve estar preocupada, tenderá a uma postura moderada, pois é o país que tem mais a perder com a perspectiva de um longo conflito na região.

Ficará só nisso?

Não creio. Trump deu um passo maior do que a perna ao decidir de forma unilateral pelo assassinato do general iraniano, sem consultar seus aliados europeus. Tecnicamente o assassinato foi um ato terrorista, e qualquer país filiado à ONU pode pedir não só a condenação do ato pela entidade, como a investigação e um processo contra Donald Trump por terrorismo já que ele assumiu a responsabilidade pela ação em território soberano de um país independente. O Iraque tinha recebido a autoridade iraniana de forma legal. E, não devemos esquecer, cidadãos iraquianos foram também vitimados na ação.

Os líderes europeus serão cautelosos e dificilmente irão apoiar enfaticamente a ação americana.

Trump pode estar no começo de uma escalada ao inferno.

Lugar próprio dos dementes, adversários da paz, do direito à autodeterminação das nações e do processo civilizatório.

Parlamento do Iraque aprova expulsão de tropas dos EUA no país


Revista Fórum

Em sessão especial realizada neste domingo (5), o parlamento do Iraque aprovou uma resolução que pede para o governo expulsar as forças norte-americanas do país. Trata-se de uma retaliação ao assassinato, em Bagdá, do Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, a unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã.

Além da expulsão das tropas dos Estados Unidos, a resolução pede ainda que o governo proíba as forças estrangeiras de usar terra, espaço aéreo ou água por qualquer motivo e que sejam cancelados quaisquer pedidos de ajuda do Iraque ao governo dos Estados Unidos.

Após a invasão do Iraque em 2003 e a derrubada de Saddam Hussein, as tropas norte-americanas se retiraram oficialmente do país em 2011. Elas voltaram ao país a partir de 2014, no entanto, após um acordo entre Bagdá e Washington para combater o Estado Islâmico. Atualmente, há cerca de 5 mil soldados dos EUA no Iraque.

A resolução aprovada pelo parlamento iraquiano surpreendeu a jornalista do The New York Times, Farnaz Fassihi, que por quatro anos dirigiu o escritório do Wall Street Journal em Bagdá durante a guerra civil. “Nunca pensei que veria o parlamento iraquiano expulsando as forças americanas. Nem Soleimani poderia sonhar com isso”, escreveu pelo Twitter.