João Ximenes Braga
Rolezinho pelos colunistas na manhã de segunda. Diante da entrevista do preposto dos planos de saúde privados no governo, batem na tecla de que a caneta de Brontonaro não tem mais poder e que ele é tutelado pelos militares.
Mas gente! Eu não sei o que esses caras entendem por poder.
Os apoiadores desse monstro passaram o fim de semana fazendo micareta debochando dos mortos e se aglomerando pra comprar ovo de páscoa, inspirados pelos rolés melecados do líder. E não adianta pensar que vão morrer e não farão falta. Primeiro que se é vero que o próprio putrefato já foi contaminado e teve apenas os sintomas brandos, vamos convir que esse vírus tem péssimo gosto na hora de decretar a pena de morte. Segundo que quem saiu contaminado dessas aglomerações vai espalhar o vírus em progressão geométrica até o sistema de saúde entrar em colapso.
O putrefato inominável está conduzindo toda a nação a um autogenocídio. Se existe uma tutela militar, se existe isolamento político, se existe parlamentarismo branco em determinadas decisões de política econômica, nada disso chega perto do poder que Bolsonaro tem ao inspirar seus seguidores a conduzirem o país a uma morte por asfixia. Uma morte por asfixia literal e metafórica.
Bicho, ISSO é poder. Poder sobre a morte. Não sei se existe poder maior que esse. É um poder muito além de Brasília.
Abundam comparações com Mussolini e Hitler, são acertadas, mas eles não tinham um vírus letal a seu lado.
Pensando por aí, não sei se algum presidente de uma república supostamente democrática já teve tanto poder sobre sua nação quanto tem Bolsonaro. Por isso ele precisa ser apeado de lá pelas vias legais, por crime contra a saúde pública. Pra ontem.

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