terça-feira, 2 de julho de 2019

Deputado boçalnarista Coronel Armando (PSL-SC) diz que cubanos fogem de carro para Miami


Deputado boçalnarista Coronel Armando (PSL-SC) diz que cubanos fogem de carro para Miami (EUA) para escapar do regime.

BuzzFeedNewsBR


O deputado Coronel Armando (PSL-SC) acabou de dizer que os cubanos fogem para Miami de CARRO.

Por isso que não dá certo a fuga gente, não anda dois metros no mar que já afunda...

William De Lucca


Deputado Coronel Armando (PSL-SC) faz uma fala sobre a Alemanha Oriental, sobre Cesare Battisti e sobre Adelio Bispo, para criticar a “democracia ideológica” que seria defendida por deputados de esquerda.

BBC News Brasil


Assassinos por Natureza (Natural Born Killers)


Outras frutas, outros vermes


Bandido Moro confessa mais um crime

PF (subordinada a Moro) pediu ao Coaf relatório de atividades financeiras do jornalista Glenn Greenwald. Segundo a PF, objetivo é verificar movimentações atípicas.

Mais uma pancada na imagem do Brasil lá fora, já contaminada pelo governo Bolsonaro, de corte neofascista. O resultado disso tudo será o incômodo ainda maior de órgãos e entidades multilaterais, como OEA, ONU, Anistia Internacional e afins.

Além de ser uma burrice sem tamanho de Moro, PF e governo Bolsonaro. Lembram quando apreenderam o iPad do netinho do Lula? O resultado será igual: vão apenas demonstrar que o Estado brasileiro se dispõe a ações autoritárias para atender a interesses específicos.

E jogará mais um atestado de idoneidade sobre Greenwald (jornalista que, sempre é bom lembrar, já recebeu prêmios como o Pulitzer, o mais importante do jornalismo mundial, e o Oscar de Melhor Documentário).

Rogério Correia

Depoimento do réu Sérgio Moro na Câmara dos Deputados



Moro é ouvido na Câmara sobre vazamentos da Lava Jato; assista ao vivo

Gilmar Mendes humilha Merval Pereira e seus colegas de GloboNews

Exército brasileiro faz homenagem ao nazismo


Presidente Bolsonarcos fala sobre o Mercosul

Somos todos Sergio Moro


Nasce um Bolsonaro por minuto


Da carroça à Fórmula 1 

Alvaro Costa e Silva
Quem paga mais leva: nos próximos anos corrida deve continuar em São Paulo 
Chase Carey, o chefão da F-1, parece um personagem de faroeste classe B produzido pela RKO. A começar pelo antiquado bigodão formando pontas para cima, que ele usa para esconder a cicatriz de um acidente automobilístico. Em especial, Carey lembra os chamados "medicine men".

Apóstolos da palavra de P. T. Barnum, segundo a qual "nasce um otário por minuto", eles viajavam em carroças tocando banjo e vendendo óleo de cobra. Alguns resolveram fabricar a própria beberagem --uma mistura de ferro, cálcio, fósforo, mel e uma dose além da conta de álcool--, prometendo a cura para unha encravada, reumatismo, úlcera, tuberculose, câncer, impotência. Essas drogas viraram mania nos EUA e patrocinaram caravanas gigantes com atrações artísticas que rodavam o interior do país.

Em escala mundial e vendida como esporte, a F-1 segue o mesmo esquema. Conhecendo seu público, Chase Carey nem se espantou de, ao chegar ao Brasil, ter sido paparicado pelo presidente, pelos governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro e ainda pelo prefeito do Rio. Ele deve ter pensado: melhor lugar para armar um circo não pode haver.

O empresário expandiu seu negócio com o lema "quem paga mais leva". Portanto, a corrida deverá continuar em Interlagos nos próximos anos. Até o Rio arrumar um jeitinho milagroso de ajudar um grupo de espertalhões a construir um novo autódromo em Deodoro. Aqui estamos acostumados a gastar com "legados".

E tome cortina de fumaça: a declaração de Bolsonaro, desejando que o episódio do militar preso na Espanha com 39 kg de cocaína tivesse ocorrido na Indonésia, país onde se pune com pena de morte o tráfico de drogas. Na Cochinchina ou em Caixa-Prego, o que importa é que o sargento e a droga estavam dentro de um avião a serviço da Presidência do Brasil rumo à cúpula do G20.

Alvaro Costa e Silva
Jornalista, atuou como repórter e editor. É autor de "Dicionário Amoroso do Rio de Janeiro".

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Primeiras consequências do acordo Caracu entre UE e Mercosul


Começam a surgir respostas ao acordo UE-Mercosul:

- O uso de nomes como conhaque (Dreher!), prosecco e Budweiser (a da Ambev!) ficará proibido no Mercosul

- São alguns dos produtos com indicação geográfica: o produto só pode usar aquele nome se produzido em certo local

- Para quem pensa que é briga semântica: estudos da UE indicam que um produto com indicação geográfica custa, em média, 2,23 vezes mais do que um produto não reconhecido

- A UE vende US$ 60 bi/ano de produtos com indicação geográfica para o mundo. Uma besterinha?

- A UE teve 357 indicações geográficas reconhecidas pelo Brasil (vinho verde de Portugal, roquefort francês, presunto tirolês da Áustria, etc...)

- O Mercosul teve 61 indicações geográficas reconhecidas pela UE. Tirando a cachaça, o resto tem pouco valor de mercado

- Aí chegamos ao caso de onde o bicho pegava: queijo parmesão. A solução encontrada pelo Brasil e pelo Mercosul foi muito boa

- A restrição ao uso do nome valerá apenas para novos produtores. Os produtores que já vendiam parmesão com esse rótulo antes de 2017 podem continuar

- A solução encontrada atende pelo jargão de princípio "grandfather" (algo como cláusula do vovô): muitos produtores carregam técnicas e métodos de produção de seus ancestrais. Um queijo parmesão produzido na fazenda de imigrantes italianos no RS poderá continuar usando o nome!

- O queijo parmesão era a principal resistência brasileira aos pedidos europeus por reconhecimento de indicação geográfica porque há muitos produtores locais e o valor movimentado é alto. Basta ver a quantidade de parmesão ralado (nacional) nos restaurantes italianos!

- Outros produtos com produção nacional não tiveram a mesma solução. Destaco os casos do conhaque (o Dreher é o mais famoso entre os universitários que vão ao balcão do bar durante o inverno), prosecco (relevante produção no RS) e cerveja Budweiser

- Curiosíssimo caso da Budweiser: no século XIX, um jovem americano chamado Adolphus Busch fez uma viagem à Europa para buscar técnicas de aperfeiçoamento da fermentação de cervejas. Na região da Boêmia, encantou-se com o processo no vilarejo de Budweis

- Na volta, Busch se casou com a filha do dono da cervejaria Anheuser e criou a Budweiser

- Mas opa: a República Tcheca diz que a original é a Budvar tcheca. Os tchecos entraram na UE em 2004 e segue-se tal interpretação em toda a Europa. A marca Budweiser está vetada na UE

- Agora, essa interpretação se estende também para o Mercosul. Curioso que a Anheuser-Busch virou AB InBev, que transferiu a licença perpétua da Budweiser para a argentina Quilmes, comprada pela Ambev.

- Tanta história para acabar assim (hahahaha)

- Ufa!!!

Entrega o celular, Dallagnol!


#EntregaocelularDallagnol

Moisés Mendes

Deltan Dallagnol livrou-se do sistema de mensagens Telegram em abril. Foi o que anunciou solenemente ao lado dos seus procuradores. Livrando-se do Telegram, livrou-se das mensagens arquivadas no celular.

E agora corre de novo a notícia de que ele se nega a entregar o celular aos peritos da Polícia Federal, para que investiguem a denúncia de hackeamento.

A Polícia Federal é comandada por Sergio Moro, que comandava Dallagnol na Lava-Jato.

O que Dallagnol tanto teme? Espera-se que o procurador confie nos peritos do ex-chefe. Ele não deve confiar no que há no próprio celular.

Dallagnol sabe que, por mais que as instituições estejam tomadas por aliados do golpe de agosto de 2016 e ao esquema que levou Bolsonaro ao poder, a maioria do contingente da PF é de policiais e servidores republicanos. Não há como driblar todo mundo todo tempo. 

Por que a grande imprensa não trata do assunto? 

Vamos lá. Vamos repetir. #EntregaocelularDallagnol

Messi usou camiseta com foto de Bolsonaro


PutreFacções


A Folha tem mais três notícias demolidoras para a Lava Jato

Moisés Mendes

A primeira: Marcelo Odebrecht denuncia que alguns executivos da empresa mentiram nas delações, aumentando e manipulando falsas cifras de caixa dois para o PT, para se livrarem da cadeia. Os acordos precisam ser revistos, diz ele.

A segunda: com os vazamentos do Intercept, ministros do Supremo temem uma avalanche de desmentidos de acordos de delação da Lava-Jato, feitos por gente que depôs sob ameaça ou pressão, como teria sido o caso do empreiteiro Léo Pinheiro, usado para incriminar Lula. Os pressionados podem começar a falar.

A terceira não é novidade e está em todos os sites que fazem jornalismo afastados da claque da direita: as manifestações de domingo foram um fracasso em todo o Brasil e não seguram Sergio Moro.


Marcelo Odebrecht acusa cunhado e outro executivo de manipulação de acordos
Em emails, herdeiro da empreiteira diz que ex-dirigentes da Braskem ocultaram informações que poderiam incriminá-los
Mario Cesar Carvalho -Wálter Nunes

Marcelo Odebrecht está furioso. Desta vez o alvo de suas investidas é a Braskem, petroquímica da qual a Odebrecht é sócia, acusada por ele de mentir, omitir e manipular os seus acordos de delação e de leniência para proteger executivos que não queriam aparecer como criminosos.

A acusação está em um conjunto de emails que Marcelo enviou para a Braskem nos últimos dois anos e que foram obtidos pela Folha.

A Braskem é a joia da coroa da Odebrecht. Com 40 fábricas no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e México, a petroquímica criada em parceria com a Petrobras foi responsável por 80% das receitas do grupo Odebrecht no ano passado. Numa negociação para venda para um grupo holandês, a empresa foi avaliada em R$ 41,5 bilhões.

Marcelo afirma que a Braskem errou ao falar em seu acordo de delação que os recursos entregues ao PT nas campanhas de 2010 e 2014, no valor total de R$ 150 milhões, eram provenientes de caixa dois. Segundo o executivo, houve doações legais e o chamado caixa três —quando uma empresa pede a um fornecedor para fazer a doação por ela.

Ele propõe que a Braskem corrija as informações que prestou nos acordos: “Acho importante retificar (até que se tenha o volume correto ainda a identificar de outros destinatários) que uma parte dos aproximadamente R$ 150 milhões que é citado como tendo sido direcionados ao PT/governo federal, no contexto das campanhas presidenciais de 2010 e 2014, não foi caixa 2, e sim de doações oficiais ou via terceiros (que tem sido chamada de caixa 3)”, escreve Marcelo numa das mensagens.

A petroquímica omitiu, ainda segundo os emails de Marcelo, o pagamento de propina para dirigentes do MDB para que a empresa conseguisse comprar energia mais barata da Chesf (Centrais Hidrelétricas do Rio São Francisco, uma estatal de energia que os governos petistas entregaram aos emedebistas).

O ex-presidente da Odebrecht, que está em prisão domiciliar desde dezembro de 2017, após passar dois anos e meio preso em Curitiba, afirma nas mensagens que dois ex-dirigentes da Braskem manipularam os emails da petroquímica para que eles não aparecessem como criminosos.

Os executivos acusados são Newton de Souza, que era da Braskem e presidiu a Odebrecht quando Marcelo foi preso em 2015, e o advogado Maurício Ferro, que integrou a diretoria jurídica da Braskem e da Odebrecht e é casado com uma irmã de Marcelo, Mônica Bahia Odebrecht.

Marcelo diz numa das mensagens que tentou insistentemente ter acesso a emails da Braskem para ajudar a relatar irregularidades na empresa, mas não conseguia algumas mensagens porque o seu cunhado as havia classificado como correspondência entre advogado e cliente, que são protegidas por sigilo.

Segundo o executivo, emails que tratavam de pagamento de suborno e outras ilegalidades foram incluídos entre os sigilosos para que Souza e Ferro não precisassem revelar os crimes que teriam cometido.

Quem são os alvos de Marcelo

Maurício Ferro 
  • Comandou a área jurídica da Braskem e também da Odebrecht 
  • É casado com uma irmã de Marcelo, Mônica Bahia Odebrecht
  • Participou como advogado nos acordos de delação e leniência da Odebrecht com a Procuradoria

Newton de Souza 
  • Foi presidente do conselho da Braskem e presidiu a Odebrecht após a prisão de Marcelo, em 19 de junho de 2015.
  • Era nome forte para presidir o conselho de administração do grupo baiano, em 2018
  • Saiu da empresa após acusações de Marcelo

Ele diz que até o escritório de advocacia americano que costurou o acordo da Braskem com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Paul Hastings LLP, de Washington DC, ajudou Ferro na estratégia para esconder emails.

“Quanto aos emails do meu computador, fica agora evidente a tentativa deliberada por parte de pessoas que gozavam da minha mais inteira confiança para que eu não tivesse acesso ao conteúdo do meu computador”, escreveu Marcelo.

A suposta estratégia de esconder os emails teria dado certo nos dois anos e meio em que Marcelo ficou preso em Curitiba.

Quando ele passou a cumprir prisão domiciliar e teve acesso ao seu computador, o ex-presidente da Odebrecht encontrou as mensagens que buscava.

Segundo relata num texto que faz parte do conjunto obtido pela Folha, ele já entregou às autoridades 2.000 mensagens que apontariam omissões, falsidades e manipulações nos acordos da Braskem.

Foi com essas mensagens que a Polícia Federal começou a apurar o que Marcelo chama de omissões da Braskem nos acordos.

Ferro e Souza passaram a ser investigados sob suspeita de corrupção pela compra de uma medida provisória que beneficiou grandes grupos, como a Braskem.

No meio da apuração, a Suíça enviou documentos mostrando que Maurício Ferro tem contas naquele país que não havia declarado às autoridades, uma das quais com saldo de US$ 8 milhões, o equivalente a R$ 30,6 milhões atualmente.

Foram descobertas seis contas, duas das quais em nome de um laranja, um amigo do advogado. Com o envio dos documentos suíços, ele passou a ser réu sob suspeita de outro crime além de corrupção: lavagem de dinheiro.

Investigações internas da Odebrecht apontam que Ferro teria recebido o equivalente a R$ 150 milhões da companhia no exterior. A empresa trata esse montante como desvio. Ferro já disse que os recursos eram bônus.

Marcelo afirmou a executivos da Odebrecht que não age por vingança, mas por acreditar que acordos têm de ser levados a sério e que as empresas não podem esconder nada quando assumem o compromisso de delatar.

Ele disse também que não se conforma de ter que cumprir uma pena de dez anos (ele terá ainda mais cinco anos de regime aberto e de prestação de serviço social) enquanto outros executivos que teriam cometidos crimes, e não aderiram ao acordo, não passaram um dia na prisão. Ele cita Souza e Ferro como integrantes desse grupo num dos emails.

“Estes executivos tiveram forte envolvimento e protagonismo em muitos dos fatos ilícitos que eu e, imagino, outros colaboradores estamos agora detalhando. Estes fatos vão desde as MPs [medidas provisórias] de interesse da Braskem, passando por temas da área de energia, dos pagamentos não contabilizados, até obstrução da Justiça", escreveu Marcelo.

"E não se trata apenas de ciência dos fatos­ —o que por si só já seria motivo de enorme preocupação dado as posições que estes executivos atualmente ocupam nas empresas da Odebrecht— mas de coautoria de fato, ativa e relevante, nos ilícitos cometidos. Algo cuja gravidade vai muito além do deletério exemplo que representam, ainda mais após os compromissos publicamente assumidos pela Odebrecht S.A e Braskem”, completou na mensagem de 2018, quando Souza e Ferro ainda estavam na Odebrecht (eles deixaram a companhia em agosto daquele ano, quando a Justiça aceitou a denúncia no caso da medida provisória).

Marcelo culpa Souza e Ferro pelo atraso nas negociações do acordo e tem dito a executivos da Odebrecht que o cunhado foi o grande responsável pelos atritos que ele teve com o pai durante esse período de negociações.

Marcelo e Emílio Odebrecht chegaram a romper relações nessa fase. Marcelo avalia que foi uma estratégia de Ferro para evitar que os crimes que o cunhado cometera ficassem ocultos.

Galeria de presidentes


A cigana enganou Eduardo Bolsonarcos


Infiltrado na Klan - II - A Missão







Infiltrado na Klan


Protesto a favor