Nilson Lage
O boneco de engonço que governa o Brasil e seu ultra-alienado chanceler gastaram ontem o verbo com ameaças à Venezuela, país vizinho com que não temos contendas, salvo fluxo migratório eventual que vem sendo administrado.
Em condições normais e no contexto do cerco econômico determinado pelos Estados Unidos à Venezuela (que tem grandes reservas de petróleo, vive delas mas precisa importar quase tudo que consome), seria algo muito grave.
Como o Brasil é o vizinho da Venezuela com maior efetivo militar do Continente, o sujeito que o governa, lacaio declarado dos americanos, e o chanceler, uma besta presunçosa que segue outra besta presunçosa, o tal Olavo de Carvalho, o palanfrório valeria por uma declaração de guerra, preocuparia Beijing, Moscou, Teerã e Ancara.
Nada.
Até agora, ninguém deu bola.
O telegrama da Reuters foi ignorado ou escondido na "varia" do noticiário internacional da grande imprensa pelo mundo afora.Mesmo o espanhol El Pais, que tem interesses vinculados à oposição venezuelana, ou o New York Times levaram a sério os cucarachos.
Não importam ameaças de quem não tem poder decisório.
Foi muito diferente quando a esquadra francesa recuou diante da modesta força submarina postada pelo Brasil para defesa de suas águas territoriais ameaçadas ´por pesca predatória no governo João Goulart - após uma tentativa de ocupação de jazidas no Amapá por negociantes da Guiana, meses antes, no governo Jânio.
De Gaulle, então presidente da França, resmungou que o Brasil não era um país sério --- coisa que a mídia brasileira saudou com a habitual alegria vira-latas -- mas botou o galho dentro. Era um custo diplomático e seria um custo militar muito alto.
Não agora.
O Brasil, hoje, é tão irrelevante, tão insignificante, que ninguém diz que ele não é sério.
Nem precisa.

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