quarta-feira, 6 de março de 2019

A toupeira eleita crê no mito de que é um mito

Alexandre Porto

A intenção era óbvia. Desmoralizar o Carnaval de rua, criminalizar minorias já tão perseguidas. O resultado foi um mico de proporções internacionais, até por que as imagens de nossa folia foram lindas e marcantes. Imagens que desmentem o enredo esperado pelo post escatológico.

A toupeira eleita crê no mito de que é um mito. Fala diretamente para uma plateia hipnotizada por valores supostamente cristãos, mas que em nada lembram os ritos do "filho de deus". Ele se sente protegido por essa gente.

Só que Carnaval é mais forte que isso, as minorias estão maduras pra responder com mais atitude. Ele não nos representa, essa é a mensagem que precisamos espalhar pelo mundo, via redes sociais. Ninguém solta a mão de ninguém.

Resistência e deboche. Luta de classes e identitarismo na mesma moeda. O cara precisa aprovar uma reforma da previdência para sobreviver. Toda forma de desgaste é bem-vinda nesse momento.

A toupeira eleita vai derreter como picolé no sol, pelas bordas. E sem ninguém chupar.

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