quinta-feira, 7 de março de 2019

Bolsonarismo não é uma agenda econômica e social, é a cultura da morte



O caso da desnomeação de Ilona Szabó é uma oportunidade para enxergamos o Bolsonarismo pelo que é. Explico.

Na semana em que o presidente elogiou um ditador pedófilo, deu vexame geopolítico, o ministro da educação sugeriu doutrinação política no ensino público, os Bolsonaristas se indignaram com... a nomeação de uma humanista para a suplência de um conselho de segurança pública

A revolta se deu porque Ilona, uma especialista e pesquisadora da questão dos homicídios no Brasil, é contra a ampliação de acesso a armas. A mobilização foi forte e real, ao contrário da reação da base aos escândalos de corrupção e das milícias próximas ao planalto.

Ilona, uma pessoa séria e comprometida, é mais ligada à centro direita do que à esquerda organizada. Próxima de FHC, de Luciano Huck. Mediou uma mesa da qual Sergio Moro fez parte em Davos . As milícias digitais a taxaram de esquerdista. Sergio Moro cedeu. A nomeação foi retirada.

Meu ponto é óbvio. O Bolsonarismo não é uma agenda econômica e social. O suposto antiesquerdismo é apenas verniz para a ideologia que é tão explícita quanto inconfessável: o culto à violência. Daí a reação feroz a quem, em qualquer campo político, tente conter a cultura da morte.

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