Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Novidades para 2021: Guedes prevê hiperinflação

'Brasil pode ir para hiperinflação muito rápido se não rolar dívida satisfatoriamente', diz Guedes 

O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA e SÃO PAULO - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 10, que o Brasil pode "ir para uma hiperinflação muito rápido" se não rolar a dívida satisfatoriamente. No evento "Boas práticas e desafios para a implementação da política de desestatização do governo federal", organizado pela Corregedoria-Geral da União (CGU), ele se disse frustrado por não ter conseguido ainda privatizar nenhuma empresa estatal, como prometido na campanha do presidente Jair Bolsonaro, e defendeu desinvestimentos para reduzir o endividamento público.

Os economistas classificam de "hiperinflação" quando o principal conjunto de preços de um País - o Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo (IPCA), no caso brasileiro - aumenta de valor em mais de 50% em um mês. O Brasil viveu mais de uma década nessa situção, entre o começo dos anos 1980 e o lançamento do Plano Real em 1994. Em março de 1990, a inflação mensal ultrapassou a casa dos 80%. 

Como comparação, em outubro deste ano o IPCA subiu 0,86%, de acordo com dados divulgados na sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O centro da meta de inflação para todo o ano de 2020 é de 4%, mas os analistas de mercado esperam um índice de 3,20% neste ano, de acordo com o Relatório Focus do Banco Central publicado na segunda-feira, 9.



segunda-feira, 9 de novembro de 2020

PIB do Brasil cresce como rabo de cavalo


Em 2002, o PIB de US$0,5 tri era o 12° maior do mundo. Em 2015, após 13 anos de PT, o PIB de US$1,8tri (3,6 x maior que 2002) foi o 8° maior do mundo. Na volta do neoliberalismo, o PIB de US$1,4 tri em 2020 (quase 1/4 menor que 2015) faz o Brasil retroceder a 12° posição mundial.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A China e seus 50 anos em 5


Luiz G. Belluzzo e Elias Jabbour

No Brasil, o governo está obcecado com a cor do gato. Se o gato é capaz de caçar ratos, isso não interessa

Valor Econômico

O professor Yu Yongding observou, recentemente no Valor (“A estratégia de ‘dupla circulação’ da China, 30/09/2020) que “a politica de dissociações e ações do governo Trump deixaram a China sem escolhas a não ser dobrar a ligação do crescimento econômico com a demanda doméstica, para garantir uma posição sólida nas cadeias globais de valor”. Eis um raciocínio. Por outro lado, ainda na chamada “geoeconomia”, o prestigiado professor Lanxin Xiang, autor de um verdadeiro best seller lançado recentemente (“The Quest for Legitimacy in Chinese Politics”, Routledge) tem sintetizado um grande debate que ocorre nos círculos intelectuais chineses sobre o abandono, por Xi Jinping, do conselho original de Deng Xiaoping de que a China deveria esperar seu tempo e manter um perfil discreto.

O que determinadas discussões acadêmicas sobre a China acabam não levando em consideração é que Deng Xiaoping, um homem capaz de apontar o dedo no horizonte como poucos no século XX, não poderia prever duas ordens de acontecimentos, inter-relacionados: 1- A financeirização das economias ocidentais tornou muito mais instável a instabilidade sugerida por Hyman Minsky, o que suscitou ameaças à legitimidade das chamadas “democracias liberais” e 2- A China simplesmente aproveitou as brechas históricas abertas diante de si para avançar em velocidade máxima, tanto nos caminhos das cadeias globais de valor quanto nos territórios econômicos externos.

Os chineses partem para a execução de seu 14º Plano Quinquenal, em meio a instabilidades e incertezas, apetrechados dos recursos institucionais e políticos para arrostar as ameaças à paz sonhada por Deng para o desenvolvimento do país. O que poderia ocorrer somente em 2049 foi antecipado em quase 30 anos.

Os “neo-institucionalistas” Douglas North, Daron Acemoglu e outros, insistiram em previsões equivocadas a respeito do destino da China ao ignorar as peculiaridades do arranjo institucional construído pacientemente depois das reformas iniciadas no crepúsculo dos anos 70. Hoje, essas instituições peculiares se preparam para mais uma resposta que pode botar de queixo-caído os profetas da desgraça.

O novo plano quinquenal nos lembra muito os chamados 50 anos em 5 de nosso JK. O martelo foi batido na semana passada durante reunião do Comitê Central do Partido Comunista da China onde detalhou-se dois níveis de ação incluindo o próprio 14º Plano Quinquenal e os objetivos mais estratégicos a serem alcançados até o ano de 2035.

É interessante observar que os portentosos números proclamados no anúncio dos planos quinquenais anteriores foram abandonados, à exceção da meta almejada para a renda per capita de US$ 20 mil em 2035 - o que significa dobrar a atual. A não proclamação de grandes números não indica a perda de critério, mas a ênfase em conceitos. O conceito-chave é a chamada “Estratégia de Dupla Circulação”.

A “dupla circulação” está definida em dois âmbitos interrelacionados. A “circulação interna” busca a consolidação de um mercado interno, cuja classe média passaria dos atuais 400 milhões para a casa dos 700 milhões em 2025. A manutenção da política de aumentos médios do salário mínimo será mantida de forma a articular tal política com o relaxamento das restrições impostas pelo sistema Hukou de migração interna dos trabalhadores.

Os dados disponibilizados pelo Global Wage Report 2018-2019 patrocinado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que o salário mínimo chinês cresceu 280% entre 2004 e 2018. Entre as restrições a serem levantadas estão o acesso a serviços sociais. Enquanto o Brasil se entrega ao salário por hora e à desproteção social, os documentos governamentais do 14º Plano Quinquenal enfatizam a “Nova Urbanização”, cuja centralidade é a construção de poderosos esquemas de seguridade social, cobertura médica, educacional, cultural e elevação da produtividade do trabalho na agricultura - no rumo da construção de soberania alimentar.

No âmbito da segunda circulação, a “circulação externa” estão os dispositivos destinados ao enfrentamento da guerra declarada por Trump. Todas as fundações institucionais, produtivas e financeiras erguidas e desenvolvidas ao longo das últimas décadas estarão concentradas na tarefa de construir a plena soberania tecnológica. Esse objetivo está definido de modo a permitir o avanço da China nos assim chamados “setores-chave”, que para bons entendedores significa o fechamento do gap chinês em relação aos EUA na cadeia dos semicondutores.

De imediato um grande plano de US$ 1,5 trilhão já está em execução somente para esta finalidade. Arranjos diplomáticos, econômicos de todo tipo estão em andamento: eles envolvem desde a construção de novos chips com materiais alternativos até a “atração” dos melhores engenheiros taiwaneses e sul-coreanos. Esta estratégia poderá garantir ampla presença chinesa nas cadeias globais de valor.

E, diga-se, esse projeto é executado com o propósito de “aprisionar” Wall Street em uma ousada política de abertura planificada da conta de capitais. Sim, o “desacoplamento” sonhado por Trump não conta com o apoio dos grandes capitais americanos, nem tampouco dos conglomerados financeiros que, para espanto de alguns incautos, contam com uma crescente participação acionária chinesa.

O conjunto da obra aponta para uma acelerada transição entre o crescimento baseado nas ideias de Arthur Lewis - e sua conhecida oferta ilimitada de mão de obra - para um processo de crescimento baseado em: ganhos salariais, ampliação dos serviços públicos e soberanias financeira e tecnológica.

Capitalismo de Estado ou Socialismo de Mercado? A essa indagação cabe a resposta de Deng Xiao Ping na aurora dos anos 80: “Não importa a cor do gato se o bicho caça ratos”. Recentemente, o presidente Xi Jinping anunciou as políticas de “ampliação do papel do mercado” e de reforço às empresas estatais. O propósito, dizia ele, é alentar o empreendedorismo e a inovação.

No Brasil de hoje, o governo e seus apoiadores estão obcecados com a cor do gato. Se o gato é capaz de caçar ratos, isso não interessa.


*Luiz Gonzaga Belluzzo é professor titular do Instituto de Economia da Unicamp.

*Elias Jabbour é professor dos programas de pós-graduação em Ciências Econômicas e em Relações Internacionais da UERJ.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Produção de veículos cai 99% e tem pior mês desde 1957


Produção de veículos tem pior mês desde a instalação da indústria automotiva no Brasil em 1957

Eduardo Sodré - FSP

O resultado não poderia ser outro. Com fábricas fechadas ao longo do mês devido à pandemia do novo coronavírus, a produção de veículos em abril caiu 99,4% em relação ao mesmo mês de 2019 e 99% na comparação com março. No acumulado do ano, a queda é de 39,1%.

Apenas 1.800 unidades foram produzidas no país no mês passado. “Não é uma surpresa para nós, mas é impactante quando olhamos os números. É o pior resultado da série histórica da indústria desde 1957”, diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

Ou seja, é o pior resultado desde que a indústria automotiva nacional foi estabelecida oficialmente, no governo Juscelino Kubitschek.

Os dados foram divulgados nesta sexta (8) pela Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil. Os dados incluem carros de passeio, veículos comerciais leves, ônibus e caminhões.

Com a queda nas vendas e a incerteza da retomada, o estoque disponível hoje é suficiente para atender a quatro meses. Ainda há 237,3 mil veículos produzidos em 2019 e 2020 que aguardam um comprador.

De acordo com a Anfavea, os licenciamentos caíram 76% na comparação entre os meses de abril de 2019 e de 2019. Aproximadamente 55 mil veículos foram emplacados no último mês. É a maior queda na história para o mês.

Em São Paulo, com o Detran fechado, o emplacamento de carros novos teve queda de 99% em relação a abril de 2019.

O nível de emprego nas montadoras se mantém estabilizado, segundo a associação das fabricantes. As montadoras usaram os regimes de flexibilização disponíveis agora. As fabricantes de automóveis empregam 125,3 mil trabalhadores no Brasil.

As exportações caíram 79,3% em relação a abril de 2019. A base já era baixa e, devido ao avanço da pandemia na América Latina, não há expectativa de melhora. Os 7.200 veículos enviados para o exterior no último mês representam o pior resultado dos últimos 23 anos, segundo a Anfavea.

Após diversas revisões, as datas previstas para o retorno à produção se estendem até o fim de junho. Há 55 fábricas paradas no país, apenas 10 voltaram a produzir peças e maquinário agrícola e rodoviário.

As montadoras preparam normas rígidas para evitar o contágio em suas dependências. As ações já estão sendo implementadas nas atividades de apoio ao combate da pandemia –há empresas fazendo manutenção de respiradores, entre outras iniciativas.

Na Volkswagen, que pretende retomar as atividades fabris no dia 18, a temperatura dos funcionários será medida na portaria e haverá mais ônibus disponíveis para o transporte dos trabalhadores, para evitar aglomerações.

O presidente da Anfavea diz que as experiências trazidas de outros países onde as montadoras atuam estão sendo aprimoradas no Brasil para aumentar a segurança sanitária nas linhas de produção. As medidas foram apresentadas aos governos dos estados em que há fábricas de veículos e maquinário.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Dólar turismo chega a R$ 6,40 em SP; euro vai a R$ 6,90, e libra, a R$ 7,91


UOL

O dólar comercial opera em forte alta nesta quinta-feira, após bater recorde ontem, a R$ 5,704. Para quem vai viajar, o preço do dólar turismo é ainda mais alto.

Em casas de câmbio de São Paulo, por exemplo, o dólar em dinheiro vivo chegava a custava R$ 6,10 hoje, já considerado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para quem compra no cartão pré-pago, o valor é ainda maior: R$ 6,40.

No caso de quem vai comprar euro, os preços chegavam a R$ 6,58, no dinheiro, e a R$ 6,90, no cartão pré-pago. Para comprar libra esterlina, o preço atingia R$ 7,71, no dinheiro, e R$ 7,91, no cartão pré-pago.

Os valores foram consultados pela reportagem no site MelhorCâmbio.com por volta das 12h desta quinta (7).

Veja abaixo as cotações encontradas pelo UOL, já incluído o IOF de 1,1% para dinheiro vivo e de 6,38% para cartão (os valores variam durante o dia). Os valores estão sujeitos a alterações.

Dólar:

GetMoney: R$ 6,08 (dinheiro) e R$ 6,38 (cartão pré-pago)
Ecoforte: R$ 6,08 (dinheiro) e R$ 6,38 (cartão pré-pago)
Ourominas: R$ 6,08 (dinheiro)
Star Câmbio: R$ 6,09 (dinheiro) e R$ 6,39 (cartão pré-pago)
Federal Câmbio: R$ 6,10 (dinheiro) e R$ 6,40 (cartão pré-pago)

Euro:

GetMoney: R$ 6,56 (dinheiro) e R$ 6,88 (cartão pré-pago)
Ecoforte: R$ 6,56 (dinheiro) e R$ 6,88 (cartão pré-pago)
Patacão DTVM: R$ 6,57 (dinheiro) e R$ 6,89 (cartão pré-pago)
360 Broker: R$ 6,58 (dinheiro)
ALX Câmbio: R$ 6,90 (cartão pré-pago)

Libra

GetMoney: R$ 7,53 (dinheiro) e R$ 7,90 (cartão)
Federal Câmbio: R$ 7,53 (dinheiro) e R$ 7,91 (cartão pré-pago)
Star Câmbio: R$ 7,52 (cartão pré-pago) e R$ 7,91 (cartão pré-pago)
Ourominas: R$ 7,71 (dinheiro)
Câmbio 10: R$ 7,91 (cartão pré-pago)

Por que os valores são mais altos?

O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial, que tem cotação menor que o dólar das casas de câmbio. O mesmo vale para o euro.

O dólar comercial é utilizado para movimentações financeiras do governo no exterior e empréstimos de brasileiros residentes fora do país, além de ser usado por grandes empresas para a realização de importação e exportação de mercadorias.

Nas casas de câmbio, onde as pessoas comuns compram a moeda, o valor é maior. Ela é vendida para os pequenos compradores, que utilizam o dólar para viajar. O dólar turismo também é usado na conversão dos débitos realizados em moeda estrangeira no cartão de crédito, por exemplo.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Bolsa cai mais de 12% após parada temporária; dólar dispara e bate R$ 5,24


UOL Economia

A Bolsa teve as operações suspensas por volta das 13h18, com o acionamento do chamado "circuit breaker", ao cair mais de 10%. Foi a sexta vez em dez dias. Após retomar os negócios, a Bolsa continuou despencando. O dólar disparava, passando de R$ 5,24.

Por volta das 16h20, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caía 12,31%, aos 65.432,57 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial tinha alta de 4,83%, a R$ 5,244 na venda. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

As preocupações de investidores com os impactos econômico do coronavírus persistem no mercado. Também é aguardada hoje a decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros (Selic).

O dia é marcado por uma onda negativa global, num momento em que a pandemia de coronavírus força governos a impor quarentenas generalizadas, gerando interrupções que podem levar a economia mundial a uma recessão.

"Investidores seguem avaliando a efetividade dos estímulos fiscais e monetários no amortecimento dos impactos econômicos derivados do surto da Covid-19", disse a equipe da Guide Investimentos. "Na falta de uma melhora no horizonte, alertas de recessão iminente continuam falando mais alto".

No Brasil, o governo enviou ao Congresso o pedido de reconhecimento de estado de calamidade pública devido à pandemia e seus impactos na saúde dos brasileiros e na economia do país. A medida, se aprovada, abre espaço para o governo elevar seus gastos sem precisar cumprir a meta fiscal.

"O mercado está preocupado e acreditamos que as coisas devem piorar antes de melhorar nos próximos dois meses, o que vai mexer muito com o emocional dos investidores", afirmou o analista de ações Thiago Salomão, da Rico Investimentos.

Estimativas pessimistas
A pandemia de Covid-19 tem levado a projeções cada dia mais pessimistas para a economia mundial e a do Brasil.

O banco Credit Suisse cortou a estimativa de crescimento do Brasil de 1,4% para zero em 2020 e passou a considerar em seu cenário-base uma recessão técnica na primeira metade deste ano, com queda de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre e de 1,6% no segundo trimestre. A recessão técnica ocorre quando há dois trimestres seguidos de queda do PIB.

O banco também passou a projetar encolhimento de 1,5% no PIB da América Latina neste ano, devido aos esforços de distanciamento social para contenção do coronavírus e à "rápida queda" de preços de commodities, como petróleo e soja.

Novas intervenções do BC
Para tentar conter a disparada do dólar, o Banco Central marcou presença nos mercados de câmbio hoje.

Num intervalo de cerca de uma hora e meia, o BC realizou leilões de linha com compromisso de recompra, em que vendeu US$ 2 bilhões, dois leilões de moeda à vista, totalizando venda de US$ 830 milhões, e anunciou que vai comprar títulos do governo negociados em dólar no mercado internacional, os chamados títulos soberanos, com o compromisso de revender o mesmo papel ao aplicador dentro de um mês.

A medida tem o objetivo de aumentar a oferta de ativos negociados em dólares no mercado. Esses títulos são negociados por investidores estrangeiros, mas fundos de investimento oferecidos por gestores de recursos no Brasil também aplicam nesse tipo de papel, inclusive bancos.

Expectativa de corte de juros no Brasil
Investidores aguardam uma provável redução na taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 4,25% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária), responsável por definir a Selic, está reunido desde ontem e deve anunciar a decisão por volta das 18h.

A expectativa é que o novo corte nos juros seja adotado como mais uma medida para tentar estimular os mercados diante da pandemia.

A iniciativa acompanharia a decisão dos bancos centrais das principais economias do mundo. O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), por exemplo, cortou no domingo os juros em um ponto percentual, para perto de zero, em uma decisão emergencial.

* Com Reuters

Bolsa opera em queda de mais de 7%; dólar sobe, vendido perto de R$ 5,15


UOL Economia

O dólar comercial operava em forte alta nos primeiros negócios de hoje, e renovou o recorde acima de R$ 5,20, com os investidores preocupados sobre o impacto econômico do coronavírus e à espera da decisão de política monetária do Copom.

Por volta de 10h19, a moeda norte-americana avançava 2,84%, a R$ 5,145 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em forte queda de 7,46%, a 69.048,82 pontos. Na véspera, a Bolsa fechou em alta de 4,85%, aos 74.617,24 pontos.

Ontem, o dólar fechou em queda de 0,88%, vendido a R$ 5,002.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Novas intervenções do BC
O Banco Central volta a atuar nos mercados hoje, oferecendo leilões de linha com compromisso de recompra no valor de até US$ 2 bilhões. Intervenções semelhantes aconteceram ontem e na sexta da semana passada.

Expectativa de corte de juros no Brasil
Investidores aguardam uma provável redução na taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 4,25% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária), responsável por definir a Selic, está reunido desde ontem e deve anunciar a decisão até às 18h.

A expectativa é que novo corte nos juros seja adotado como mais uma medida para tentar estimular os mercados diante da pandemia de Covid-19. A iniciativa acompanharia a decisão dos bancos centrais das principais economias. O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), por exemplo, cortou no domingo os juros em um ponto percentual, para perto de zero, em uma decisão emergencial.

Estimativas pessimistas
A pandemia de covid-19 tem levado a projeções cada dia mais pessimistas para a economia mundial. O Credit Suisse cortou a estimativa de crescimento do Brasil de 1,4% para 0,0% em 2020 e passou a considerar em seu cenário-base uma recessão técnica na primeira metade do ano, com contração de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre e de 1,6% no segundo trimestre.

O banco também passou a projetar retração de 1,5% no PIB da América Latina neste ano, devido aos esforços de distanciamento social para contenção do coronavírus e à "rápida queda" de preços de commodities.


* Com Reuters

segunda-feira, 16 de março de 2020

Dólar tem a maior alta desde o "Joesley Day" e fecha o dia cotado acima dos R$ 5 pela primeira vez na história



Dólar tem maior alta porcentual desde delação de Joesley

Apesar de o dólar ter chegado à máxima nominal histórica em R$ 5,0690 durante as negociações nesta segunda-feira, 16, esse foi o primeiro dia útil desde 3 de março em que o Banco Central não realizou nenhuma intervenção no mercado de câmbio com oferta de recursos novos na moeda norte-americana. Sem leilões do BC, o dólar subiu 4,90% e fechou o dia em R$ 5,0523, novo recorde. A alta porcentual registrada nesta segunda-feira foi a mais alta desde a delação de Joesley Batista, em 17 de maio de 2017.

Nas duas primeiras semanas de março, a autoridade monetária injetou US$ 15,245 bilhões em recursos novos no mercado do câmbio. Foram US$ 7,245 bilhões em leilões de dólares à vista, US$ 6 bilhões em novas operações de swap cambial, e ainda US$ 2 bilhões em leilões de linha com recompra.

Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, voltou a operar após abrir em forte queda e o "circuit breaker" ser acionado pela quinta vez em duas semanas. Depois de reduzir o ritmo de perdas, o Ibovespa voltou a registrar quedas mais relevantes. O índice fechou em queda de 13,92%, aos 71.168,05 pontos

Nesta segunda-feira, 16, foi acionado, pela quinta vez em duas semanas, o "circuit breaker", quando as negociações são paralisadas no mercado. A pausa aconteceu ao atingir 12,53% de queda em relação ao fechamento da última sexta-feira, 13. O patamar voltou a ficar abaixo dos 75 mil pontos - 72.321,99. Quando as negociações foram retomadas, pós pausa de cerca de 30 minutos, o Ibovespa chegou a cair mais de 14%, mas depois reduziu o ritmo de perdas. 

Os investidores avaliam as medidas anunciadas mais cedo pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para minimizar os efeitos da pandemia de coronavírus sobre a economia e à espera por um corte extraordinário de juros no Brasil. Às 13h17, o Ibovespa caía 10,35%, aos 74.124,32 pontos, nível observado no segundo semestre de 2018. 

"Eventualmente, pode ocorrer [um novo circuit breaker], ter uma volatilidade grande, mas para perder esses 70 mil pontos precisa de ter algo ainda mais catastrófico. Só neste mês, o Ibovespa perdeu quase 30% [-28,28% até o momento]", avalia Rafael Ribeiro, analista da Clear. "Óbvio que ninguém sabe o impacto real do coronavírus, mas isso já vem sendo falado há algum tempo. Precisa ter alguma evidência de que o sistema financeiro quebrará para acentuar as perdas", observa, citando que há grande expectativa por um corte extra da Selic antes do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre entre amanhã e quarta-feira.

dólar, depois de ter fechado na sexta-feira, 13, com o maior valor nominal da história (R$ 4,81) - descontada a inflação -, iniciou as negociações desta segunda-feira, 16, cotado a R$ 4,97, alta superior a 3%, subindo ainda mais, para R$ 5,0445 batendo a máxima histórica intraday da moeda americana desde o Plano Real, que é R$ 5,02, alcançado na quinta-feira, 12. Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, o dólar turismo é negociado acima de R$ 5, variando entre R$ 5,07 e R$ 5,21. Às 13h16, o dólar subia 3,31%, cotado a R$ 4,9755. 

Na Bolsa brasileira, quando as negociações atingem queda de 10%, o primeiro "cricuit breaker" é acionado por 30 minutos. Após o retorno do mercado, caso seja atingido 15% de recuo, uma pausa é realizada novamente, mas, desta vez, de uma hora. Passado esse período, se a queda ultrapassar 20%, uma nova parada é acionada. Neste caso, o tempo não é pré-determinado, e a própria B3 informa por quanto tempo as negociações ficarão suspensas. 

Apenas na semana passada, o sistema foi acionado por quatro vezes. Uma na segunda-feira, 9, um vez na quarta-feira, 11, e duas na quinta-feira, 12. Terça-feira, 10, e sexta-feira, 13, foram dias de recuperação nos mercados mundiais. As Bolsas ao redor do mundo têm sofrido com essa volatilidade, em um efeito sobe e desce nos últimos dias. 

Nova York aciona 'circuit breaker' 

As negociações dos três principais índices acionários de Nova York (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq) foram suspensas instantes após a abertura do mercado, por meio do mecanismo conhecido como circuit breaker, depois das perdas superarem o limite de 7%. As operações são retomadas após 15 minutos. 

Mercados internacionai

Os mercados globais estão em clima de tensão nesta segunda. Após o fechamento dos mercados no oriente, a maior queda na Ásia foi na Bolsa de Taiwan, com o índice TWI. Por lá, a baixa foi de 4,06% em relação ao fechamento anterior. A segunda maior foi em Hong Kong, com (-4,03%), seguido de China, (-3,40), Coreia do Sul (-3,19%) e Japão (-2,46%). No continente asiático, o único mercado a fechar em alta, mesmo que de forma muito tímida, foi o da Tailândia, com 0,06%. Na Oceania, a Austrália teve o pior resultado do oriente do mundo, despencando 9,52%. 

Na Europa, o cenário é ainda mais caótico, com recuos próximos da faixa dos 10%. Na sexta-feira, 13, a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou que o velho continente é o novo epicentro da doença, causada pelo novo coronavírus, iniciada na China, na cidade de Wuhan, província de Hubei

As Bolsas da Europa ampliaram perdas, com quedas ultrapassando os 10%, após as Bolsas de Nova York acionarem o circuit breaker logo após a abertura, em meio ao estresse pelo coronavírus. Às 10h42, o índice Stoxx 600 caia 10,19%, a 268,96 pontos, com Londres perdendo 8,57%, Frankfurt cedendo 10,15% e Parius despencando 11,32%. Já Madri desabava 11,96%, Lisboa caia 7,45% e Milão registrava baixa de 11,22%. 

Neste momento, há uma ação coordenada dos bancos centrais de todo o mundo para tentar diminuir os impactos da Covid-19. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), o Banco Central Europeu (BCE), o Banco do Canadá, o Banco do Japão e o Banco Nacional da Suíça divulgaram comunicado conjunto sobre a operação, que será feita por meio de um arranjo via programa de swaps. Porém, essa atuação, com estímulos monetários, não está sendo suficiente para impedir o pânico dos mercados. 
Petróleo 

O petróleo, que desde o começo da semana passada vem sofrendo quedas nos valores após uma "guerra de preços" entre Rússia Arábia Saudita, está, nesta segunda, em queda relevante. O índice WTI, para abril, registra, às 09h04, 8,23% de queda, a US$ 29,12 o preço do barril. O Brent, para maio, tem recuo ainda maior, no mesmo horário, a (-10,16%), cotado a US$ 30,41. 

Para conter o estrago na economia do coronavírus, o Federal Reserve cortou os juros para a faixa de zero a 0,25% na segunda reunião extraordinária em duas semanas. A última vez que os juros tinham caído para esse patamar foi em dezembro de 2008. / LUCIANA XAVIER, SILVANA ROCHA, ANDRE MARINHO, EDUARDO GAYER e FELIPE SIQUEIRA 

Dólar turismo chega a R$ 5,20 em SP; euro vai a R$ 5,80, e libra, a R$ 6,50


UOL Economia


Resumo da notícia
  • Em casas de câmbio de São Paulo, no fim da manhã o dólar em dinheiro vivo chega a custava R$ 5,20
  • No caso de quem vai comprar euro, no mesmo horário, os preços chegavam a R$ 5,80, no dinheiro
  • Para comprar libra esterlina, o preço atinge R$ 6,53, no dinheiro
A volatilidade dos mercados provocada pelo receio dos investidores com o impacto da pandemia do coronavirus sobre a economia global leva o dólar comercial a operar novamente em forte alta nesta segunda-feira, após ultrapassar R$ 5,00 semana passada. Esses sucessivos recordes nominais da moeda americana são considerados para o dólar comercial, para negociação à vista praticada entre as instituições financeiras. Mas para quem precisa de dólares, caso de quem vai viajar, por exemplo, o preço em corretoras de câmbio é bem mais alto.

Em casas de câmbio de São Paulo, por exemplo, no fim da manhã, o dólar em dinheiro vivo chega a custava R$ 5,20 hoje, já considerado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para quem compra no cartão pré-pago, o valor é ainda maior: R$ 5,43.

No caso de quem vai comprar euro, no mesmo horário, os preços chegavam a R$ 5,80, no dinheiro, e a R$ 6,06, no cartão pré-pago. Para comprar libra esterlina, o preço atinge R$ 6,53, no dinheiro, e R$ 6,79, no cartão pré-pago.

Os valores foram consultados pela reportagem no site MelhorCâmbio.com por volta das 11h20 desta quinta (12).

O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial, que tem cotação menor que o dólar das casas de câmbio. O mesmo vale para o euro.

Veja abaixo as cotações encontradas pelo UOL, já incluído o IOF de 1,1% para dinheiro vivo e de 6,38% para cartão (os valores variam durante o dia). Os valores estão sujeitos a alterações.

  • GetMoney: R$ 5,20 (dinheiro) e R$ 5,43 (cartão pré-pago)
  • Ecofortes: R$ 5,20 (dinheiro) e R$ 5,43 (cartão pré-pago)
  • Ourominas: R$ 5,20 (dinheiro) e R$ 5,43(cartão pré-pago)
  • Frente Corretora: R$ 5,22 (dinheiro) e R$ 5,54 (cartão pré-pago)
  • Fast Money: R$ 5,20 (dinheiro) e R$ 5,44 (cartão pré-pago)
  • GetMoney: R$ 5,79 (dinheiro) e R$ 6,05 (cartão pré-pago)
  • Ecoforte: R$ 5,80 (dinheiro) e R$ 6,06 (cartão pré-pago)
  • XTrade: R$ 5,81 (dinheiro) e R$ 6,06 (cartão pré-pago)
  • Câmbio Fácil Online: R$ 5,75 (dinheiro) e R$ 6,02 (cartão pré-pago)
  • BestMoneyTur: R$ 5,95 (dinheiro)
  • GetMoney: R$ 6,50 (dinheiro) e R$ 6,76 (cartão)
  • Federal Câmbio: R$ 6,50 (dinheiro) e R$ 6,77 (cartão pré-pago)
  • Fast Money: R$ 6,51 (dinheiro) e R$ 6,78 (cartão pré-pago)
  • Best Money Tour: R$ 6,86 (dinheiro)
  • Star Câmbio: R$ 6,79 (cartão pré-pago)
Por que os valores são maiores?

dólar comercial é utilizado para movimentações financeiras do governo no exterior e empréstimos de brasileiros residentes fora do país, além de ser usado por grandes empresas para a realização de importação e exportação de mercadorias.

Nas casas de câmbio, onde as pessoas comuns compram a moeda, o valor é maior. Ela é vendida para os pequenos compradores, que utilizam o dólar para viajar. O dólar turismo também é usado na conversão dos débitos realizados em moeda estrangeira no cartão de crédito, por exemplo.

quinta-feira, 12 de março de 2020

Dólar comercial abre em forte alta e supera R$ 5


Estadão

Em meio às incertezas para a economia global provocadas pelo avanço do coronavírus e ao temor com os rumos do ajuste fiscal no Brasil, após o Congresso aprovar uma medida que cria um novo gasto de R$ 20 bilhões ao ano para o governo, o dólar abriu as negociações nessa quinta-feira, 12, em forte alta. A moeda americana começou o dia cotada a R$ 5,0280, maior valor nominal (sem levar em conta a inflação) desde o início do Plano Real. Às 9h40, esse valor caiu um pouco, para R$ 4,96 - ainda assim, uma alta de 5,03% em relação ao fechamento da quarta-feira, 11 (R$ 4,7226). Nas casas de câmbio, o dólar turismo chega a ser negociado a R$ 5,25.

A expectativa é que a Bolsa de Valores de São Paulo, B3,  também reflita esse cenário turbulento e abra o dia em forte queda. Os mercados internacionais já haviam sentido ontem os efeitos da declaração feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o coronavírus se configurava uma pandemia. A B3 teve de interromper as negociações pela segunda vez em três dias, com um sistema chamado de "circuit breaker", que fecha o mercado por 30 minutos após uma queda de 10% em relação ao fechamento do dia anterior.

Mais à noite, ainda na quarta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão de voos provenientes da Europa aos EUA, visando a diminuir as possibilidades de contágio. Com isso, as Bolsas na Ásia passaram a ter perdas relevantes, fechando em queda generalizada na madrugada desta quinta. Os mercados europeus operam, neste momento, em baixa - também generalizada -, e o petróleo recua mais de 5%, nos dois principais índices - WTI e Brent. 

O petróleo ainda causa um caos à parte nas Bolsas no mundo inteiro. Desde o início da semana, os preços vêm sofrendo grandes oscilações. Para se ter uma ideia, na segunda-feira, 9, a commodity caiu para o menor valor em quase 30 anos, para patamares que não eram atingidos desde 1991, época da Guerra do Golfo. 

No Brasil, além de tudo isso, ainda há o componente local de discordância entre Executivo e Legislativo em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Congresso derrubou ontem o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que eleva o limite de renda familiar per capita para concessão do BPC, um auxílio pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência. No Senado, foram 45 votos pela derrubada do veto a 14 e, na Câmara, 302 a 137. A votação significa uma derrota para o governo, em meio a uma crise entre os dois Poderes na disputa pelo controle do Orçamento. A equipe econômica deve buscar uma saída jurídica para tentar barrar a decisão. O governo estima um impacto de R$ 217 bilhões em uma década com a derrubada do veto, sendo R$ 20 bilhões apenas este ano.

Medida comum nas últimas negociações de dólar no Brasil, o Banco Central realizou leilão no mercado de câmbio de US$ 2,5 bilhões, às 9h15. Inicialmente, seria ofertado R$ 1,5 bilhão. Deste valor, foram vendidos apenas US$ 1,278 bilhão, e há pouco o BC anunciou outra oferta à vista equivalente à diferença não negociada. Já no exterior, o Banco Central Europeu (BCE) divulga decisão de política monetária às 9h45. 

ETF de mercados emergente cai    
O iShares MSCI Emerging Markets (EEM), fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) de mercados emergentes, que acompanha as principais cotações de Bolsas dos respectivos países considerados para o grupo, negociado em Nova York, opera em forte queda no pré-mercado na manhã desta quinta-feira, seguindo o mau humor generalizado dos mercados financeiros globais. Às 9h10 (de Brasília), o EWZ tinha baixa de 3,79% no pré-mercado, a US$ 36,04. 

Juros disparam até 123 pontos 
A extrema aversão a risco global fez os juros futuros dispararem até 123 pontos na abertura, atingindo os limites de alta entre os vencimentos para janeiro de 2021 a janeiro 2025, travando os negócios. Há pouco, apenas o DI para janeiro 2021, correlacionada à precificação da taxa Selic, por exemplo, subia menos que o limite de alta. Às 9h19, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava em 4,99%, na mínima, de 4,21% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2022 disparava para 6,13%, no limite de alta, de 5,03%. O DI para janeiro de 2023 avançava para 7,10%, no limite de alta, de 5,92%. O DI para janeiro de 2025 subia para 8,12%, no limite de alta, de 6,89% no ajuste anterior. / LUCIANA XAVIER, SILVANA ROCHA, SERGIO CALDAS E FELIPE SIQUEIRA 

quarta-feira, 11 de março de 2020

Pandemia de Bolsonarovirus derruba Bolsa brasileira em mais de 12%


Bolsa cai 12% após parada temporária; dólar opera em alta, perto de R$ 4,75


A Bolsa brasileira teve as negociações suspensas temporariamente nesta tarde, na segunda vez na semana.  Por volta das 15h15, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira atingiu queda de 10,11%, o que acionou o "circuit breaker", mecanismo automático que interrompe os negócios por 30 minutos quando há uma queda de mais de 10% (leia mais abaixo). As ações da Petrobras lideravam as perdas, com queda de quase 13%. Por volta das 16h10, a Bolsa caía 12,06%, a 81.097,50 pontos, e as ações da Petrobras perdiam mais de 14%.

Para uma nova interrupção dos negócios, é preciso uma queda de mais de 15% da Bolsa.

O "circuit breaker" também foi acionado na Bolsa brasileira na segunda-feira, pela primeira vez desde 2017, em um dia de caos nos mercados mundiais. Houve quedas generalizadas nas Bolsas, após um tombo no preço dos petróleo se somar às preocupações com o coronavírus.

As Bolsas dos Estados Unidos também operam em forte queda hoje, e as da Europa fecharam com desvalorização, aos níveis mais baixos em mais de um ano.

Dólar opera em alta de quase 2%
Também por volta das 16h10 desta quarta-feira, o dólar comercial subia 2,28%, a R$ 4,752 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

O que é "circuit breaker"
A interrupção dos negócios, chamada de "circuit breaker", é um mecanismo adotado no mundo todo e serve para garantir proteção quando há grande instabilidade em momentos atípicos do mercado.

Aqui no Brasil, quando a queda da Bolsa atinge 10%, ela é paralisada por 30 minutos. Passado esse intervalo, os negócios são reabertos e o limite de queda passa a ser de 15%. Se a baixa chegar a 15%, a Bolsa para novamente, agora por uma hora. Após esse período, as operações são retomadas e o limite de baixa aumenta para 20%. Se o Ibovespa cai 20%, os mercados podem ser interrompidos por qualquer prazo definido pela Bolsa de Valores.

Atuação do Banco Central
O Banco Central segue intervindo nos mercados de câmbio, mas deixou de vender dólar à vista, como havia feito na segunda e na terça. Hoje, o BC vendeu 20 mil contratos de swap tradicional com vencimentos em agosto, outubro e dezembro de 2020.

O BC, na véspera, vendeu US$ 2 bilhões à vista, o que ajudou a moeda a fechar em queda.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Dólar turismo chega a R$ 5,26 em SP; euro vai a R$ 5,93, e libra, a R$ 6,94



O dólar comercial fechou em queda na sexta-feira (6), após uma sequência de 12 altas, mas opera em forte alta hoje novamente, chegando a atingir R$ 4,78. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Em casas de câmbio de São Paulo, por exemplo, o dólar em dinheiro vivo chega a custava R$ 5,02 hoje, já considerado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para quem compra no cartão pré-pago, o valor é ainda maior: R$ 5,26.

No caso de quem vai comprar euro, os preços chegam a R$ 5,74, no dinheiro, e a R$ 5,93, no cartão pré-pago. Para comprar libra esterlina, o preço atinge R$ 6,68, no dinheiro, e R$ 6,94, no cartão pré-pago.

Os valores foram consultados pela reportagem no site MelhorCâmbio.com por volta das 13h desta segunda-feira (9).

O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial, que tem cotação menor que o dólar das casas de câmbio. O mesmo vale para o euro.

Veja abaixo as cotações encontradas pelo UOL, já incluído o IOF de 1,1% para dinheiro vivo e de 6,38% para cartão (os valores variam durante o dia). Os valores estão sujeitos a alterações.

Dólar:

  • GetMoney: R$ 4,93 (dinheiro) e R$ 5,15 (cartão pré-pago)
  • OuroMinas: R$ 4,94 (dinheiro) e R$ 5,15 (cartão pré-pago)
  • BS2: R$ 4,93 (dinheiro) e R$ 5,15 (cartão pré-pago)
  • Frente Corretora: R$ 4,95 (dinheiro) e R$ 5,26 (cartão pré-pago)
  • BestMoneyTur: R$ 5,02 (dinheiro)

Euro:

  • GetMoney: R$ 5,66 (dinheiro) e R$ 5,91 (cartão pré-pago)
  • Real Câmbio: R$ 5,66 (dinheiro) e R$ 5,91 (cartão pré-pago)
  • Senhor Moeda: R$ 5,67 (dinheiro) e R$ 5,92 (cartão pré-pago)
  • Câmbio Fácil Online: R$ 5,67 (dinheiro) e R$ 5,93 (cartão pré-pago)
  • BestMoneyTur: R$ 5,74 (dinheiro)

Libra

  • Câmbio 10: R$ 6,65 (dinheiro)
  • TopCash: R$ 6,92 (cartão pré-pago)
  • Fast Money: R$ 6,65 (dinheiro) e R$ 6,92 (cartão pré-pago)
  • Alpha Câmbio: R$ 6,68 (dinheiro)
  • Star Câmbio: R$ 6,94 (cartão pré-pago)


Por que os valores são maiores?

O dólar comercial é utilizado para movimentações financeiras do governo no exterior e empréstimos de brasileiros residentes fora do país, além de ser usado por grandes empresas para a realização de importação e exportação de mercadorias.


Petrobras perde R$ 74,7 bi em valor de mercado em 30 minutos

Papéis da Petrobras desabam mais de 20% com tombo do petróleo e companhia perde R$ 74,7 bi em valor de mercado


As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras caíam mais de 20% no pregão desta segunda-feira, 9, com efeitos sobre o tombo de petróleo no exterior, onde as cotações chegaram a despencar 30%.

Às 11h25, os ativos PN e ON registravam queda de 21,59% e 21,41%, respectivamente, logo após a bolsa brasileira ter acionado o Circuit Breaker, sistema utilizado para interromper todas as operações da bolsa de valores quando há uma queda generalizada dos ativos.
Ações da Petrobras (PETR4; PETR3), às 11h25, no TradeMap

Em apenas 30 minutos de negociação, a Petrobras perdeu R$ 74,7 bilhões em valor de mercado, passando de um valor de R$ 307 bilhões para R$ 232 bilhões, segundo um levantamento do Valor Data.


O tombo do petróleo ocorreu depois da decisão da Arábia Saudita de cortar o valor de venda do barril e indicar o início de uma guerra de preços entre os grandes produtores de petróleo. Com isso, houve uma sinalização de que o país elevará a produção para ganhar participação no mercado.

Além disso, as negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia sobre a produção da commodity não foram amigáveis.

Foto: Bloomberg

quinta-feira, 5 de março de 2020

Não existe "PIB privado" e "PIB do governo". Isto é terraplanismo econômico, contabilidade ideológica



A matéria do Valor, timidamente, aponta uma manipulação dos conceitos da contabilidade social pela equipe econômica. "PIB do setor privado" não faz sentido. Isso é contabilidade ideológica.
PIB é um conceito contábil que pressupõe a identidade renda=produto=despesa. O "PIB privado" pega o lado da despesa (PIB=C+I+G+X-M) e deduz gastos e investimentos do governo para induzir a interpretação de que agora é o privado que puxa a economia. 

Na lógica do "PIB privado", se o salário do funcionário publico ou o bolsa família aumenta e o consumo privado responde, aumenta o PIB privado. Lamentável que até a contabilidade social virou alvo de manipulação pelo discurso do governo.
PIB privado é Fake News contábil. NÃO EXISTE. Foi inventado para atender a um discurso, mas é vergonhoso usar isso do ponto de vista técnico. 

Isso não está sujeito a uma avaliação teórica ou ideológica, é simplesmente ERRO.

Pra deixar claro. 

Modelos teóricos estão sujeitos à discussão. Modelos contábeis, não. São identidades que devem ser verdadeiras por definição.  

O PIB privado nega uma identidade contábil (produto=renda=despesa), logo nega a verdade. 

É FAKE. É vergonhoso.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Liberais precisam ser responsabilizados pelo fracasso de suas teorias no mundo real


Economistas liberais precisam ser responsabilizados pelo baixo crescimento

Daniel Pereira Andrade, professor de sociologia da EAESP-FGV

Saiu o PIB de 2019: o resultado foi de 1,1%, frustrando mais uma vez a expectativa dos analistas de mercado, que haviam previsto crescimento de 2,5%. A mesma decepção já havia ocorrido em 2018, com um PIB de 1,3% contrariando a previsão de 2,7%. Em 2017, o resultado ficou em magro 1%. Como alguns analistas já apontaram, trata-se da retomada econômica mais lenta da história do país após um período de recessão. Essa situação coloca uma questão óbvia, mas que tem sido  sistematicamente evitada: o modelo econômico liberal é realmente capaz de entregar os resultados que promete?

No caso brasileiro, é preciso notar que esse modelo vem sendo adotado já desde 2015, quando Dilma deu um “cavalo de pau” na política econômica ao substituir o ministro Guido Mantega por Joaquim Levy. A política econômica foi continuada e aprofundada no governo Temer sob o comando de Henrique Meirelles e finalmente foi radicalizada no governo Bolsonaro com o “superministro” Paulo Guedes. Ao longo desse tempo, a promessa inicial de um ajuste fiscal inconveniente e passageiro converteu-se depois em uma virtude e acabou consagrada como um projeto “liberal-democrata” de país. Após o impeachment, não faltou apoio do Congresso, do mercado e da imprensa às medidas, criando um verdadeiro céu de brigadeiro para o “dream team” de Meirelles e para Guedes. As equipes econômicas foram inclusive blindadas no debate público dos escândalos políticos proporcionados pelo Executivo, tanto nos episódios de corrupção de Temer quanto nos de conflito de Bolsonaro. Mesmo nesse último caso, o Congresso assumiu o protagonismo na condução da agenda de reformas. E elas foram sistematicamente aprovadas, como a mais radical reforma trabalhista desde a promulgação da CLT, a PEC do teto dos gastos, a reforma da previdência, a PEC da liberdade econômica e, ao que tudo indica, muito em breve, as reformas tributária e administrativa e a autonomia do Banco Central.

A promessa, no entanto, de entregar uma economia pujante não se realizou. Além de o crescimento ser pífio, a reforma trabalhista não gerou os empregos nem o aumento da formalidade que prometia. Diante do fracasso, as culpas começaram a ser distribuídas. Mas, ao contrário do que se fazia insistentemente com a “nova matriz econômica” do governo Dilma, nenhuma responsabilidade tem sido atribuída à política econômica liberal. A culpa é sempre atribuída aos outros: aos presidentes controversos, aos deputados e senadores corruptos, aos funcionários públicos “parasitas”, à eterna herança petista e por aí vai.

É curioso notar que os economistas liberais, que sempre louvam a responsabilidade individual no mercado, nunca se responsabilizam pelos resultados das políticas econômicas que defendem. Não se vê, da parte dos economistas ortodoxos, nenhuma autocrítica, salvo raríssimas exceções. Suas teorias sobre o funcionamento dos mercados autorregulados e eficientes nunca são questionadas. Para os neoliberais, se a economia não funciona como o previsto, não é porque seus modelos lógico-dedutivos não são capazes de explicar a realidade, mas, inversamente, é porque a realidade política e social está atrapalhando o funcionando idealmente previsto do mercado. Invertem assim a lógica científica ao atribuir ao mundo, e não às suas teorias, o problema. Mesmo não havendo evidências de que reformas trabalhistas gerem empregos ou mesmo que as evidências disponíveis mostrem que políticas de austeridade geram contração ao invés de expansão econômica, os fatos do mundo real são ignorados em nome de seus modelos matemáticos. Os economistas ortodoxos “confundem as coisas da lógica com a lógica das coisas”, já advertia Pierre Bourdieu.

Ao acusar o mundo pelas falhas no funcionamento desse mercado ideal que só existe em suas cabeças, eles podem propor a radicalização da mesma política econômica como solução para os problemas que ela mesma cria. Sugerem mesmo a consolidação nas leis e na Constituição da política econômica liberal de modo a blindá-la das pressões da sociedade e das interferências políticas dos governantes eleitos, procurando construir na prática algo que só existe em suas teorias: um mundo econômico puro apartado da realidade social e política.

Mas é preciso perguntar, como forma de conclusão, se o problema dos economistas liberais se resume à sua teimosia epistemológica ou se há outro estímulo para que sigam persistindo em seus modelos cujas previsões não se realizam. É possível questionar, por exemplo, se a falta de crescimento afeta a todos da mesma maneira, se a política econômica não está favorecendo certos grupos em detrimento da maioria e se, nesse sentido, os próprios economistas de mercado não estão sendo beneficiados pelos erros que insistem em cometer.

Afinal, quando não se paga a conta dos próprios equívocos, mas antes se é recompensado por eles, é fácil seguir errando adiante.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Governo Bolsonaro não atualiza tabela do IR, e VOCÊ vai pagar mais imposto em 2020


Do UOL, em São Paulo

Pelo anúncio de hoje, a faixa de isenção permanece em R$ 1.903,98 por mês, a mesma do ano passado. Durante a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro havia prometido subir a faixa de isenção para cinco salários mínimos, o que equivalia a R$ 4.770 na época. No ano passado, o presidente voltou a falar em subir a faixa de isenção, mas menos, para R$ 3.000.

Mais 10 milhões seriam isentos

Considerando a inflação do ano passado, de 4,31%, a defasagem da tabela do imposto atinge 103,87%, segundo estudo elaborado pelo sindicato dos fiscais da Receita Federal, o Sindifisco Nacional.

Pelas contas do sindicato, a faixa de isenção do imposto, deveria atingir todas as pessoas que ganham até R$ 3.881,85 mensais. Com isso, quase 10 milhões de contribuintes que hoje pagam Imposto de Renda se tornariam isentos.

A conta do Sindifisco, de defasagem de 103,87%, considera a inflação acumulada e não repassada integralmente para a tabela do IR desde 1996.

Para que a tabela seja corrigida, o governo precisa apresentar ao Congresso uma proposta por meio de projeto de lei. Entretanto, segundo o sindicato, do ponto de vista legal, não há nada que obrigue o governo a reajustar anualmente a tabela do IR, ou mesmo a vincular o reajuste ao IPCA.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Levantamento mostra como mercado se iludiu com Paulo Guedes e errou em TODAS as previsões


Diário do Centro do Mundo


PUBLICADO NO MONITOR MERCANTIL

POR MARCOS DE OLIVEIRA

Final de ano, início de ano, é tempo de renovar promessas. No caso da economia, lançar projeções que passarão longe da realidade. O levantamento a seguir mostra as previsões feitas por economistas do mercado ou de entidades empresariais em dezembro de 2018 e janeiro de 2019 para o ano que se iniciava:

1 – Economia (PIB)

O crescimento do Produto Interno Bruto de 2019 ainda não foi divulgado pelo IBGE. O IBC-Br, calculado pelo Banco Central, mostrou crescimento de modesto 0,89%. Os mais otimistas, hoje, não falam nem em repetir a mediocridade do Governo Temer, com elevação de 1,3%.

A Confederação Nacional da Indústria estimava para 2019 alta de 2,7%, podendo alcançar até 3%.

A FecomercioSP apostava em elevação de 3%.

O Boletim Focus (do mercado financeiro) de 28 de dezembro de 2018 jogou a estimativa para 2,55%.

Mas o Oscar vai para José Márcio Camargo, economista da Genial Investimentos, interlocutor frequente de Paulo Guedes, que acreditava em um avanço de 3,5% na atividade econômica em 2019.

2 – Dólar comercial – R$ 4,01

Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria, projetou dólar no fim de 2019 cotado a R$ 3,75.

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, projetou R$ 3,80.

O Boletim Focus estimava em R$ 3,80.

O vencedor do Oscar foi o banco Credit Suisse, que acreditava que, com Bolsonaro eleito, o dólar poderia cair para abaixo de R$ 3,50.

3 – Produção industrial – queda de 1,1%

Para a CNI, a indústria, com expansão de 3%, lideraria o crescimento em 2019

O Boletim Focus, mais radical, estimava que a produção industrial cresceria 3,19%

Os dois dividem o Oscar, pela magnitude do erro.

Não é motivo para ninguém se inibir. Começa o ano, e novas previsões são lançadas, pelos mesmos atores. Sempre se poderá culpar o coronavírus.

Perdidos

Do Twitter do professor Marcio Pochmann: “Ata do Cupom revela que, para o Banco Central, a taxa básica de juros do país (Selic) pode aumentar, diminuir ou se manter estável. Em síntese, a equipe econômica do Governo Bolsonaro não tem certeza nem sobre o curto prazo da economia. Imagina se perguntar sobre o longo prazo.”

Evitar perdas

As medidas extrajudiciais que desafogam o Judiciário, agilizando os processos de pessoas físicas e jurídicas, ganham espaço. Com isso, os cartórios estão cada vez mais movimentados. A lei permite a realização de inventários, partilhas, separação e divórcio consensuais sem a necessidade do processo judicial, por escritura pública. Isso é possível se todos os interessados forem maiores e capazes e concordarem com a forma de dividir os bens.

“A instituição do inventário fora do Judiciário veio para agilizar e baratear esse procedimento, inclusive, no Rio de Janeiro, já é possível fazer inventário extrajudicial nos casos em que há testamento, o que antes não era permitido”, explica a advogada Luciana Gouvêa, diretora da Gouvêa Advogados Associados.

Ela salienta que o inventário na justiça, além de acarretar desgaste nas relações dos envolvidos, contribui para a dilapidação do valor do patrimônio, pois os bens acabam sofrendo com o passar do tempo, deterioram e muitas vezes nem servem mais para uso.

Menor que Temer

O índice calculado pelo BC para tentar adivinhar o PIB marcou alta de 0,89% para a economia em 2019. Em 2018 mostrou 1,15% (o PIB oficial, do IBGE, cresceu 1,3%); em 2017, 1,04% (1,3% IBGE); em 2016, queda de 4,34% (-3,3%). Guedes e cia. estão prestes a marcar mais 1 gol contra.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Crescimento do PIB de 2019 é menor que o pênis do Eduardo Bolsonaro


Prévia do Banco Central para o PIB 2019: crescimento não chegou nem a 1%
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado como uma espécie de prévia do PIB, aponta que o Brasil registrou um crescimento pífio em 2019, de apenas 0,89%, contra 1,34% em 2018. Resultado contradiz o otimismo do governo e coloca dúvidas sobre os rumos da economia para este exercício
Camila Moreira, Reuters - A atividade econômica do Brasil terminou 2019 com expansão abaixo do esperado, mostrando perda de fôlego no final do ano em um sinal da fragilidade da recuperação, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), aumentou 0,89% no ano passado, em números observados, após expansão de 1,34% em 2018.

O resultado fica bem abaixo da expectativa de especialistas consultados na última pesquisa Focus do BC de uma expansão de 1,12% em 2019.

Em dezembro, o índice apresentou recuo de 0,27% em relação ao mês anterior, em dado dessasonalizado, no segundo mês seguido de perdas e um pouco pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de contração de 0,23%.

Os dados do BC mostraram um cenário ainda mais sombrio para a economia no final do ano passado ao revisar a taxa de novembro para uma queda de 0,11% sobre o mês anterior, depois de ter divulgado anteriormente alta de 0,18% em novembro.

Com isso, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com crescimento de 0,46% sobre o terceiro, em número dessasonalizado. A leitura mostra que a atividade chegou a se recuperar das perdas de 0,43% nos três primeiros meses do ano, subindo 0,06% no segundo trimestre e 0,63% entre julho e setembro, mas voltou a perder força nos últimos três meses.

O ano de 2019 começou com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), o que afetou com força o setor extrativo. Foi marcado ainda por inflação e juros baixos e liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas com recuperação ainda gradual do mercado de trabalho.

Entretanto, dados do final do ano levantaram questões sobre o ritmo gradual da recuperação econômica, mostrando que a atividade permanece hesitante.

Os números oficiais do PIB em 2019 serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 4 de março.

No ano passado, a produção industrial fechou com redução de 1,1%, interrompendo dois anos seguidos de ganhos. As vendas no varejo tiveram crescimento pelo terceiro ano seguido, porém no ritmo mais fraco desse triênio.

Já o volume do setor de serviços brasileiro recuou em dezembro pelo segundo mês seguido, mas ainda assim encerrou o ano passado com crescimento pela primeira vez em cinco anos.

No início deste mês, o BC reduziu a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual à nova mínima histórica de 4,25% ao ano, indicando o fim do atual ciclo de cortes, em meio à leitura de que os ajustes já feitos ainda vão surtir efeito na economia.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Ministro parasita afunda economia do governo miliciano


Varejo cai 0,01% em dezembro e contraria estimativas de crescimento de vendas de Natal

Revista Fórum

Nem mesmo o pagamento do 13º salário, a liberação do FGTS e as vendas de Natal foram suficientes para reverter o quadro negativo da economia, que se aprofundou em 2019 com a condução da política neoliberal de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro.

Dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela uma queda de 0,01% nas vendas, em comparação com novembro, contrariando a previsão de leve alta de associações do comércio varejista.

Os dados do IBGE comprovam a fake news divulgada pela Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop), que estimou alta de 9,5% no período, mas foi contestada pela Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), que ameaçou contestar os dados na Justiça.

No total, outras cinco das atividades restantes pesquisadas pelo IBGE no comércio varejista tiveram taxas negativas na passagem de novembro para dezembro.

Tiveram queda artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,0%); Tecidos, vestuário e calçados (1,0%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,9%); Combustíveis e lubrificantes (0,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).