domingo, 4 de abril de 2021
Alemão para iniciantes
Why is the German language so aggressive? 😱😂🇩🇪
— LADbible (@ladbible) April 4, 2021
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É sobre dinheiro, estúpido!
Brasil pode registrar cem mil mortes de covid-19 em abril, aponta estudo americano
Projeção feita por pesquisadores da Universidade de Washington mostra que o Brasil pode chegar a 562.863 mortos por covid-19 até o dia 1º de julho.
Do UOL, em Santos
O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês), da Universidade de Washington, projeta que o Brasil registrará 95.794 mil mortes por covid-19 no mês de abril.
O instituto prevê que o País chegará a 421.353 mortes no dia 30 de abril. No pior dos cenários, pode chegar a 422.074 mortes. No melhor dos cenários, chegará a 418.950 mortes.
O cálculo dos três diferentes cenários leva em conta a mobilidade de pessoas não vacinadas (levando em conta o padrão apresentado em 2020), a mobilidade de pessoas vacinadas, a propagação de variantes britânica, sul-africana e brasileira e o uso correto de máscaras.
Na última semana, ainda de acordo com o consórcio de veículos de imprensa, 3.119 pessoas morreram em média por dia no Brasil em decorrência do novo coronavírus. É a primeira vez, em toda a pandemia, que o índice supera o marco de 3 mil óbitos.
Teocracia Narcomilitar do Bozoquistão
A oficialização da Teocracia Narcomilitar do Bozoquistão só não ocorreu ainda porque o Grão-Asno genocida não consegue fechar o regime da forma como gostaria e sonha, mas o que aquele pau-mandado gospel fez lá no STF é só um lembrete de que há outras formas e que elas funcionam.
As três bestas do apocalipse bolsonariano e a nova crise institucional
Topa tudo pela toga
Na disputa por uma cadeira no Supremo, vale tudo para agradar Boslonaro. Até ignorar a ciência e defender a reabertura de templos no pior momento da pandemia.
Militares não repudiam o que há de mais criminoso contra o Estado democrático
Brasil ainda não conheceu classe militar apartidária que sirva à nação
O primeiro ato do general Braga Netto como ministro da Defesa foi de obediência a Bolsonaro e de confronto com a inquietação deflagrada nos altos comandos do Exército, da Marinha e da Força Aérea.
Braga Netto frustrou o ato, muito simbólico, dos comandantes das três Forças: antecipou-se, demitindo-os, à entrega dos seus cargos em resposta à exoneração do general Fernando Azevedo e Silva, até então ministro da Defesa.
Mas as exonerações em questão eram outras. A insatisfação de Bolsonaro com a falta de pronunciamentos políticos do general Azevedo, para fortalecê-lo em seu isolamento crescente, concentrou as explicações para a turbulência.
Esses raciocínios, muito defensáveis, embalaram-se até à função das Forças Armadas e sua relação com governos e política. Por isso, soterraram uma causa primordial para a mexida de Bolsonaro na Defesa e a perigosamente importante nomeação do delegado Anderson Torres para ministro da Justiça.
Um dos personagens mais relevantes no problema entre Bolsonaro e o Exército ficou citado apenas como um dos ministros substituídos. Ministro da Saúde ideal para Bolsonaro, pela dócil obediência e, sobretudo, pela tolerância aos efeitos letais de que foi agente, para o Exército o general Pazuello veio a ser um problema.
Em parte, pela projeção do seu desempenho sobre a Força e a capacidade dos colegas. E também por ser da ativa, o que agravava a situação. O general Luís Eduardo Ramos resistiu pouco e passou à reserva, para continuar no Planalto. Pazuello, não.
O comandante do Exército, Edson Pujol, não absorveu os problemas representados pelo general da Saúde e da mortandade. Para Bolsonaro, a saída necessária não era a de Pazuello. Passava a ser de Pujol. Fora de cogitação, no entanto, para o ministro Azevedo.
Nem com um cargo prestigioso nas Forças Armadas, para compensar a obediência de Pazuello, Bolsonaro contava obter do general Pujol, considerando que também as pressões externas contra o Ministério da Saúde chegavam à saturação. Se é assim, vai-se Pazuello, mas com ele vão Azevedo e Pujol.
Braga Netto promete, desde o primeiro ato. Mas esquentou o clima, e nem no plano interno há alguma clareza sobre o que surgirá depois da fumaça.As atenções deslocaram-se para o general Paulo Sérgio Oliveira, sucessor de Edson Pujol.
Muitos atribuem especial sentido à nomeação, por serem contrárias ao cloroquínico Bolsonaro todas as suas bem sucedidas providências antipandemia no Exército. Vai ver, foi elevado a novo cargo para não dar mais entrevistas sobre a eficácia de máscaras, distanciamentos e ficar em casa.
Ou foi escolha de Braga Netto, pela eficiência sem lado.Deduzir desse entrevero todo, como tantos comentaristas e cientistas políticos (mais isso, menos aquilo), que “os militares têm consciência de que servem ao Estado e não ao governo”, e outras tiradas oníricas, vai toda a distância a que estamos da segurança institucional e democrática.
Enquanto faltar a coragem moral de reconhecer que antecessores seus cometeram crimes bárbaros e estrangularam as liberdades e demais direitos universais, os militares não estarão a serviço legítimo da sua função de Estado. Porque não repudiam o que há de mais criminoso contra os princípios da vida em comum e do Estado democrático.
Em sendo assim, pode-se até concluir que chamados de militares são uma classe de servidores armados e fardados, com privilégios que os distinguem, praticantes de política e intervencionismo por métodos próprios e proporcionados pelas armas.
Militares propriamente ditos, militares autênticos, no entanto, são profissionais apartidários em ideologia e em política, armados pela sociedade para, em seu nome, servir ao Estado e à nação. O Brasil ainda não conheceu essa classe.
Seis pretendentes a candidatos à Presidência — Henrique Mandetta, Ciro Gomes, João Doria, Eduardo Leite, João Amoêdo e ainda Luciano Huck — assinaram uma carta pública apresentando-se como defensores da democracia.
Defendê-la é muito oportuno. Contudo, no caso cabem ressalvas. Qualquer político pode defender a democracia. Nenhum, porém, que tenha apoiado a eleição de Bolsonaro, ainda que de modo indireto, tem condições morais de fazê-lo.
Todos sabiam quem era Bolsonaro, conheciam suas defesas da ditadura, da tortura, sua louvação na Câmara ao criminoso coronel Ustra. Era a democracia que estava em jogo na eleição, e todos os políticos sabiam disso.
Para defendê-la, nem precisavam superar sua ojeriza ao PT, havia outros candidatos democratas. Os que apoiaram Bolsonaro quiseram Bolsonaro. Defendam a democracia, que sabemos não o fazerem por ela.
sábado, 3 de abril de 2021
Decisão do ministro do STF nomeado pelo genocida é ilegal
“O presidente da República, as Mesas do Senado, da Câmara e de Assembleias Legislativas, governadores, o procurador-geral da República, o Conselho Federal da OAB, partido político com representação no Congresso e confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. “
Nomeado pelo genocida, ministro Nunes Marques libera cultos e missas em todo o país no auge do morticínio
Mesmo com agravamento da pandemia, Kassio libera cultos e missas em todo o País
Rafael Moraes Moura/ DF e Rayssa Motta/ SP
Enquanto o país enfrenta o pior momento da pandemia do novo coronavírus, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques decidiu autorizar a realização de celebrações religiosas em todo o País. Indicado ao cargo pelo presimente Jair Bolsonaro, Kassio determinou que sejam aplicados protocolos sanitários nos espaços religiosos, limitando a presença em cultos e missas a 25% da capacidade do público. Tudo isso com a fiscalização da mãe dele.
Pior momento da pandemia no Brasil
O país nunca apresentou números tão graves como agora. O mês de março bateu o recorde de mortes por aqui: foram 66.868 mortes no mês só pela doença, mais do que o dobro de junho de 2020, antigo pico da pandemia, com 32.912 óbitos.
Há superlotação nos hospitais, com leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em falta, e interrupção de enterros e cremações nos cemitérios.
Apesar dos questionamentos do presimente, é consenso científico internacional que a diminuição da circulação de pessoas resulta diretamente na diminuição da transmissão do vírus, o que faz, consequentemente, com que os índices caiam.
Medidas de isolamento com fechamento de serviços não essenciais, como as criticadas por ele, foram adotadas por todos os países que melhor combateram o vírus.
Universidade de Washington vê Brasil igualar EUA em mortes: até 660 mil
Com a situação como está, o Brasil pode chegar a 563 mil mortes por Covid-19 até o dia 1° de julho.
É a previsão do Instituto de Métricas e Avaliações em Saúde da Universidade de Washington, um dos mais respeitáveis preditores estatísticos epidêmicos.
E esta é uma avaliação moderada, que leva em conta números de morte menores do que aquelas que estamos registrando.
Se a coisa piorar, o IHME admite que se possa chegar a 664 mil mortes naquela data.
O número se iguala ao dos Estados Unidos, onde a previsão vai a 668 mil na hipótese mais sombria e a a 609 mil na hipótese considerando não haver por já a tal “4ª onda”.
O cálculo foi feito com dados disponíveis até 27 de março e, ontem, com 238.206 mortos, já deixamos para trás as previsões dos estatísticos, em quase 2 mil as mortes.
E é conservador, porque prevê que o crescimento das mortes vá continuar no mesmo ritmo até a terceira semana de abril, passando então a cair com força.
Se você quiser examinar mais detalhadamente os gráficos que ilustram os posts, eles podem ser obtidos AQUI (Brasil) e AQUI (EUA).
O colapso
Estamos prestes a viver outra ruptura, essa muito pior do que a primeira. Da ruptura iminente talvez tenhamos convulsões sociais e políticas. Viveremos a tragédia em outro patamar
Drauzio Varella: o que a pandemia me ensinou sobre os irresponsáveis do Brasil
O oncologista reflete sobre o resultado desastroso da crise de saúde no país e diz que Bolsonaro e os médicos que apoiam tratamentos não comprovados contra a doença são coautores da tragédia
Militares e o crime de lesa-pátria
História nos cobrará uma Comissão Nacional da Verdade para este genocídio
A semana começou com tensão de fim do mundo e terminou mais calma em Brasília, depois da troca do ministro da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas. Será preciso, contudo, monitorar os sismógrafos para aferir se o terreno está, de fato, acomodado e qual a extensão das fissuras resultantes do abalo sísmico no planalto.
As versões que vazaram dão conta de que o ex-ministro Fernando Azevedo e o ex-comandante Pujol teriam resistido a arroubos extremistas do genocida, seriam avessos ao uso político das Forças Armadas e, por isso, teriam perdido seus postos. Ora, mas o que fazem os militares senão política desde pelo menos 2015, com Villas Bôas no comando do Exército? O que foi o tuíte ao STF (aprovado pelo Alto Comando) na véspera da votação do habeas corpus de Lula?
Militares deixando o governo com ares de democratas ofendidos? Nada mais falso. A coesão pode até ter levado uma sacudida, mas os generais estão unidos pelo amálgama do projeto antiesquerda, além, claro, de desfrutarem das benesses do poder. Julgam ter papel de tutela sobre os civis. Nunca engoliram a Comissão Nacional da Verdade.
Até hoje celebram (agora com autorização do Judiciário) a ditadura que torturou, matou e escondeu corpos. Os fardados viram no golpe contra Dilma Rousseff a chance de voltar ao poder na carona de um extremista. Ajudaram a elegê-lo sabendo que tudo nele é extremo: autoritarismo, ignorância, maldade, desprezo à vida, culto à morte.
O Brasil está em marcha célere para 400 mil mortos pela pandemia. O colapso funerário se aproxima. O genocídio é obra coletiva de Bolsonaro e de todos os que estão com ele. Nessa guerra, os militares que o apoiam decidiram cerrar fileiras nas legiões do vírus. São avalistas e fiadores, cúmplices e co-autores dessa tragédia. Tratam o povo como inimigo a ser derrotado, deixando-o morrer de doença e fome. Isso é crime de lesa-pátria. A história vai nos cobrar uma Comissão Nacional da Verdade para o genocídio brasileiro.
Felizes os que acreditam em Cristo como as crianças no coelhinho da Páscoa
Mal-aventurados os mansos, porque ficarão sem vacina e comerão o pão que Bolsonaro amassou
Bem-aventurados os que creem em Cristo como as crianças no coelhinho da Páscoa: de brincadeira, de vez em quando, até os sete anos.
Bem-aventurados os que descreem do pecado original, da Santíssima Trindade, da Imaculada Conceição, da infalibilidade papal, da ressurreição dos mortos, da peste acima de todos e do apocalipse acima de tudo.
Desventurados os que condescendem com o misticismo, pois principiam por estudar Agostinho e acabam embolados com Nostradamus, ou depositando ouro nas burras do es tuprador João de Deus –como tantas sumidades do Supremo, faróis das finanças, intelectuais iluministas.
Bem-aventurada a alegre orquestra dos descrentes, que toca a música que faz dançar a vida.
Mal-aventurados os sedentos de superstição, pois morrerão desiludidos no lúgubre reino da realidade.
Exultai e alegrai-vos, vós que não prescindistes nem prescindireis jamais da segunda pessoa do plural.
Bem-aventurados os que sabem que os últimos não serão os primeiros; os últimos serão os últimos.
Bem-aventurados os que se revoltam mesmo tendo ciência que a derrota é provável, e que nem por isso será uma coroa de glória.
Mal-aventurados os mansos, porque ficarão sem vacina e comerão o pão que Bolsonaro amassou.
Desafortunado o pontífice que com coração de pedra recusou sua bênção aos homossexuais.
Se o vosso senso de justiça não exceder o de FHC-Pilatos, de Barrabás-Guedes e de Caifás-Lira, que urdiram um pacto para manter Satanás no seu trono, nunca que ficareis junto aos justos no Juízo Final.
Malsinados os dedos-duros, os que traíram seus irmãos e se venderam por 30 moedas.
Que afundem num poço de peçonha os Judas que se regozijam por não serem malhados no Sábado de Aleluia: Antonius Palocci e Robertus Jeffersonium
Em verdade vos digo que não é preciso matar vosso irmão para se assenhorar dos tesouros de Vera Cruz; basta arrancar-lhe a última camisa.
Amaldiçoados os que garantem execrar Lúcifer, mas não agem para aniquilá-lo, pois que são cúmplices no massacre de inocentes que se repete mês a mês, dia a dia há mais de um ano.
Desditosos os que garantem que escravocratas e torturadores serão castigados no futuro. Desde sempre os que chicotearam e arrancaram unhas com alicate dormiram o sono sem sobressalto dos opressores —no Império, na República Velha, no Estado Novo, na ditadura, na Nova República e no Tucanistão
A justiça tem que ser imposta agora, a ferro e fogo, ou perdurará "per omnia saecula saeculorum".
Não odiai nem temei vossos inimigos porque isso perturba o espírito; a frieza é mais forte que a raiva e o medo.
Bem-aventurado o profeta, pois proclamou que ter fé é acreditar no que se sabe ser mentira.
Bem-aventurados os que sabem que em 2022 haverá muitos chapéus e poucas cabeças, mas até lá o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão.
Que uivem para sempre numa ilha em chamas os que levaram na mandíbula chinelos para o Pata-de-Bode. Azevedo rosnou alto para o Supremo da janela de um helicóptero; Moro ladrou fino para a tropa de dentro de um tanque.
Maldita a prole de potros do Pangaré, não por descender dele, mas por ter se refastelado em milícias e rachadinhas por livre-arbítrio.
Desgraçado o apóstata que abjurou o Senhor e se fez batizar no rio Jordão pelo charlatão Everaldo, o seu cupincha ora preso por assalto às arcas do Estado e lavagem do vil metal em viagens a Israel.
Amaldiçoados os apáticos, os pusilânimes, os que afivelam a armadura da indiferença na alma, os "faria limers" que recitam a ladainha “Privatiza Pro Nobis” –e assim permitem que Satã exale enxofre da Cidade de Deus a Paraisópolis.
Miserável o Vale de Lágrimas, no qual da primeira missa até a Páscoa da peste houve apenas 666 minutos de decência –e nem seis de heroísmo.
Bem-aventurado o que adota um modo de vida afeito a suas crenças, e amaldiçoado o que quer impor suas crenças a todos, não importam os meios.
Abomináveis os que se dizem apolípticos para disfarçar que são de direita.
Em verdade vos digo, os centuriões que sucederam Moreira César são brancos ferozes, exímios em matar negros de Havaianas –como no Haiti sob as botas de Augusto Heleno, Edson Pujol, Azevedo e Silva e Santos Cruz.
Vinde a mim os valentes, pois aceitam com o mesmo ânimo a derrota e o triunfo.
Bendito o que pensa contra si mesmo.
Bem-aventurados Machado, Borges e Carrère, que já fizeram essa paródia.
Quanto ao Inútil, lançai-o nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes —Mateus, 25:30.
Morreram mais brasileiros por Covid-19 em março do que a soma de 109 países em um ano
Governo e sua corte promovem Baile da Ilha Letal
No dia 9 de novembro de 1889, uma semana antes da Proclamação da República, a monarquia não poderia estar mais alheia à realidade. Ignorando completamente o momento político do país, a realeza promoveu um baile suntuoso, gastando para isso um orçamento equivalente a 10% do orçamento total da Província do Rio de Janeiro, o que seria hoje o equivalente ao Estado do Rio.
Carta escrita por uma jovem da época, publicada na revista Veja História, descreve o baile como um “local encantado e habitado por fadas”. Com o país à beira de uma reviravolta, a Corte vivia em um mundo à parte.
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| O Último Baile do Império (óleo sobre tela, Francisco Figueiredo) |
Hoje, a sensação é a mesma. Não temos governo, temos realeza. Sua Majestade Jair 00 passeia de jet ski enquanto o povo sufoca até a morte. A Corte, agora conhecida como “centrão”, preocupa-se mais em aprovar projetos de lei para empurrar suas próprias vacinas, de preferência passando por cima da Anvisa. Também é urgente para a Corte aumentar o teto de reembolso de saúde dos deputados em 170%. Devem estar preocupados com o custo da UTI em dólar, já que no Brasil até o setor privado entrou em colapso.
No Ministério da Saúde, gastou-se verba pública para pôr o charme de influenciadores a serviço do kit covid. E o Conselho Federal de Medicina, em meio a maior crise sanitária da história, emite nota de repúdio contra a revalidação do diploma de médico emitido fora do país, porque isso coloca em risco a vida dos brasileiros, mas não emite nota contra a prescrição de curas milagrosas que, surpreendentemente, também colocam em risco a vida dos brasileiros. Na Ilha Letal, onde as fadas podem ser substituídas pelos fantasmas dos três senadores ceifados pela pandemia, tudo é possível.
Do lado de cá, no mundo real, pessoas morrem. Mas os defensores da Coroa, que ignoram a realidade mesmo sem convite para o baile, não gostam de ter seus “direitos” tolhidos. Como crianças mimadas, fazem birra. Como assim, não posso ir à praia? Ao shopping?
Mentem para si mesmos. O Brasil não está tão mal assim, se você olhar os números certos. Em mortes por milhão, dizem eles, tem gente muito pior. E excluem os dados que importam: o Brasil tem 3% da população mundial, mas concentra 12% das mortes. No meio desta semana, um de cada três mortos por Covid no mundo era brasileiro.
O Brasil parece uma classe de educação infantil onde o professor saiu, e quem ficou tomando conta da sala foi o líder da turma do fundão, o bully agressivo que tem raiva de todo mundo.
Essa coluna deveria ser sobre ciência. Chama-se, afinal, A Hora da Ciência. Infelizmente, a ciência já não tem hora nem vez no Brasil. Dizem que quando D. Pedro II chegou ao Baile da Ilha Fiscal, teria tropeçado, e ao se recompor, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Uma semana depois, veio a Proclamação da República. O Presidente Jair Bolsonaro disse que não seria uma gripezinha que iria derrubá-lo. Não, presidente. A gripezinha derrubou o país. O senhor segue dançando, no Baile da Ilha Letal. Dança sobre os mortos do Brasil.





















