sábado, 29 de junho de 2019

A mídia tratava como normais as coisas que o próprio MP via como abusos


José Geraldo Couto

Para mim, o mais chocante nas novas revelações do Intercept é constatar que os próprios membros da Lava-jato viam como um escândalo coisas que a nossa mídia tratava como normais.

Se não temos uma consciência democrática e republicana arraigada no país (o que leva muita gente a achar certo um juiz agir como acusador e perseguir um "inimigo", ou a polícia matar um "suspeito" antes de saber o que ele fez), grande parte da responsabilidade cabe à imprensa, que naturalizou e segue naturalizando as maiores barbaridades, deixando de contribuir para que sejamos civilizados.

O mais triste de tudo é ver que ainda há "jornalistas" que dizem que as críticas a Moro são "mimimi de petista" ou que o Lula se deleita no "papel de vítima".

Podem me chamar de vingativo, mas desejo a todos eles que sofram um dia um processo em que o juiz os condene de antemão, em conluio com a promotoria.

VazaJato: Deltan queria acelerar ações contra Jacques Wagner em 2018

Deltan queria acelerar ações contra Jacques Wagner em 2018, mostram mensagens
Mônica Bergamo

O procurador Deltan Dallagnol demonstrou, em diálogos com colegas da Lava Jato, em outubro de 2018, que era preciso acelerar ações contra o petista Jaques Wagner —ele tinha acabado de se eleger senador pela Bahia e tomaria posse em fevereiro. Para Deltan, valeria fazer busca e apreensão sobre o político “por questão simbólica”.

DE SAÍDA 
Os diálogos estão em arquivo obtido pelo site The Intercept Brasil. No dia em que ocorreram, 24 de outubro, o juiz Sergio Moro já era cotado para virar ministro de Jair Bolsonaro —que disputava com Fernando Haddad (PT-SP) o segundo turno das eleições.

É PARA JÁ 
Em uma das conversas, Deltan pergunta: “Caros, Jaques Wagner evoluiu? É agora ou nunca... Temos alguma chance?”.

PEDRAS 
Um procurador identificado como Athayde (provavelmente Athayde Ribeiro Costa) responde: “As primeiras quebras em face dele não foram deferidas”. Mas novos fatos surgiram e eles iriam “pedir reconsideração”.

PROCURA-SE 
“Isso é urgentíssimo. Tipo agora ou nunca kkkkk”, escreve Deltan. Athayde diz que “isso não impactará o foro”. Deltan responde: “Não impactará, mas só podemos fazer BAs [operações de busca e apreensão] nele antes [da posse]”.

BIS 
Uma procuradora pondera que o petista já sofrera uma busca: “Nem sei se vale outra”. Deltan responde: “Acho que se tivermos coisa pra denúncia, vale outra BA até, por questão simbólica”. E completa: “Mas temos que ter um caso forte”.

QUE DEMAIS 
Athayde informa que seria “mais fácil” Wagner aparecer “forte” em outro caso, e Deltan finaliza: “Isso seria bom demais”.

INDIGNO 
A assessoria da Lava Jato diz que “o material não permite constatar o contexto e a veracidade do conteúdo. Os integrantes da força-tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade. A investigação, o pedido, a decisão e a execução de buscas e apreensões demandam semanas ou meses o que torna indigna de credibilidade a suposta mensagem”.

VazaJato: Em diálogos vazados, procuradores criticam Moro: "viola sistema acusatório"



Do UOL, em São Paulo


Em novas conversas divulgadas hoje pelo site "The Intercept Brasil", procuradores do Ministério Público Federal criticavam o então juiz Sergio Moro às vésperas do convite para assumir o Ministério da Justiça.

Preocupados com a entrada de Moro na política, que poderia prejudicar a credibilidade da Lava Jato, os procuradores criticavam violações éticas de Moro.

Em um diálogo de 1º de novembro, momentos antes da confirmação da ida de Moro ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), a procuradora Monique Cheker escreveu em um grupo intitulado BD. "Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados", escreveu.

O temor pela perda de credibilidade da Lava Jato com a ida de Moro para a política tomou conta das conversas do grupo Filhos do Januario 3. Segundo as conversas reveladas, um dia antes do anúncio oficial, a procuradora Jerusa Viercili, da força-tarefa em Curitiba, escreveu: "Acho péssimo. Só dá ênfase às alegações de parcialidade e partidarismo".

Outra procuradora da força-tarefa, Laura Tessler, que foi criticada por Moro em mensagens vazadas anteriormente, concordou com Viercili e disse que Moro não deveria aceitar o cargo no Ministério da Justiça.

"Também acho péssimo. Ministério da Justiça nem pensar. Além de ele não ter poder para fazer mudanças positivas, vai queimar a Lava Jato. Já tem gente falando que isso mostraria a parcialidade dele ao julgar o PT. E o discurso vai pegar. Péssimo. E 'Bozo' é muito malvisto? Se juntar a ele vai queimar o Moro", escreveu.

Após a confirmação de Moro como ministro da Justiça, no dia 1º de novembro, a procuradora Monique Cheker questionou a decisão.

"Diferente se fosse ao STF direto. Seria perfeito. Políticos precisam obedecer a prazos de 'desincompatibilidade'. Por que não os juízes e membros do Ministério Público? O distanciamento é importante numa república. Não basta ser honesto, tem que parecer honesto. Enfim", escreveu.

"E a 'escadinha' disso tudo foi terrível: Moro ajudou a derrubar a esquerda, sua esposa fez propaganda para Bolsonaro e ele agora assume um cargo político. Não podemos olhar isso e achar natural", completou Cheker.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Um boçal no G20

Fim da Era Bozo


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Pó com laranja é Tang sabor Bolsonarcos

Kafta é um acepipe.

Weintraub é um assecla.

Pó com laranja é Tang.

Educação é outra coisa.


Conrado Hubner

As ‘testemunhas’ que puseram em xeque a imparcialidade de Sergio Moro

VEJA.com ›

Das muitas mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa da Lava-Jato, a mais comprometedora até o momento é a que mostra Moro passando ao procurador a dica de duas testemunhas que teriam informações relevantes sobre negócios envolvendo a família do ex-presidente Lula. Para a maioria dos especialistas, essa parceria investigativa teria beneficiado uma das partes envolvidas no processo — no caso, os acusadores, o que seria ilegal. Seguindo a orientação do juiz, Dallagnol procurou as pessoas citadas, mas elas teriam se recusado a colaborar. Em resposta a Moro, o procurador chegou a sugerir que se forjasse uma denúncia anônima para justificar a expedição de uma intimação que obrigasse as testemunhas a depor no Ministério Público.

O diálogo entre Moro e Dallagnol foi publicado pelo site The Intercept Brasil há três semanas, mas o nome das testemunhas não havia sido divulgado. VEJA localizou os dois personagens ocultos da história. O primeiro deles é o técnico em contabilidade Nilton Aparecido Alves, de 57 anos. Na mensagem, o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba relata ao procurador ter recebido a informação de que uma pessoa fora instada “a lavrar escrituras de transferências de propriedade de um dos filhos do ex-presidente”. “Seriam dezenas de imóveis”, segundo Moro. Durante o governo do petista, pipocaram na internet inúmeros boatos sobre supostos negócios imobiliários envolvendo o clã presidencial. Pela primeira vez, havia uma testemunha com nome, sobrenome e telefone. Vinte e quatro minutos depois da mensagem, Dallagnol escreve que tentou fazer contato com o técnico em contabilidade, mas a testemunha “arriou”, “disse que não tem nada a falar” e, “quando dei uma pressionada”, relata o procurador, “desligou na minha cara”.
Nilton Aparecido tem um escritório no centro de Campo Grande (MS). Ele é conhecido no estado por fazer negócios, nem sempre lícitos, relacionados a terras. Em agosto do ano passado, agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Mato Grosso do Sul fizeram uma operação de busca e apreensão na casa de Nilton e recolheram escrituras, agendas, extratos bancários e pen drives. Mas essa investigação não tem relação com a da Procuradoria da República no Paraná. O técnico em contabilidade é acusado de corrupção por negociar pagamento de propina com uma organização criminosa especializada em fraudar impostos que desfalcou o Estado em 44 milhões de reais entre 2015 e 2018. Abordado pela reportagem de VEJA na tarde de quarta-feira, Nilton foi evasivo. “Não sei por que meu nome está nessa história. Alguém deve ter falado alguma coisa errada”, disse. Indagado sobre se teria informações referentes aos filhos de Lula e se havia prestado depoimento aos procuradores da Lava-Jato com relação ao tema, ele encerrou a conversa dizendo que não iria declarar mais nada.

Na mensagem publicada pelo The Intercept Brasil, logo depois de tentar, sem sucesso, falar com Nilton, Deltan Dallagnol diz a Sergio Moro que estava pensando em intimar o técnico em contabilidade, se necessário, “até com base em notícia apócrifa”. Moro concorda em formalizar a intimação, mas não fica claro se ele avalizou a ideia de forjar a origem da denúncia. O juiz sugere a Dallagnol que procure o homem que ouviu a história do técnico em contabilidade, e, de novo, passa as coordenadas — o segundo personagem oculto da história, também localizado por VEJA. Trata-se do empresário Mário César Neves, dono de um posto de gasolina também em Campo Grande. Ele confirmou que, na época, em dezembro de 2015, um representante do Ministério Público Federal entrara em contato para pedir-lhe informações sobre o técnico em contabilidade Nilton Aparecido. “O pessoal do Ministério Público me ligou, não sei mais o nome da pessoa, mas ela queria saber quem era o Nilton, que serviços ele prestava e como poderia encontrá-lo”, contou o empresário. Questionado sobre se ouvira do técnico em contabilidade algo referente a negócios do filho do ex-presidente, o empresário também arriou. Disse que desconhecia o assunto. Ele, porém, confirma que repassou ao Ministério Público o endereço e o telefone de Nilton. “Eu soube que o Nilton foi chamado para prestar depoimento logo depois dessa ligação para mim”, diz Mário. O empresário acrescenta que soube disso por meio de funcionários do escritório de Nilton, que trabalha para ele há mais de quinze anos. Se for verdade, a situação de Moro complica-se ainda mais do ponto de vista jurídico. A comprovação de que o Ministério Público, de fato, não apenas ouvia, mas seguia suas orientações, reforça a tese de que, quando magistrado, Moro abandonou a posição de imparcialidade para instruir um dos lados da ação, algo considerado ilegal pelo Código de Processo Penal. Embora permaneça com apoio popular — e exista até uma manifestação marcada para este domingo (30) —, o ministro está com a imagem de herói arranhada.

Essa e outras mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, comandado por Glenn Greenwald, levaram a defesa do ex-presidente Lula a reforçar um pedido de suspeição de Moro que havia sido feito à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O princípio está escorado na lei: quando um juiz aconselha qualquer uma das partes, todo o processo pode ser anulado. As mensagens com as orientações de Moro para que o Ministério Público fosse atrás de evidências contra o ex-presidente, mesmo que tenham sido obtidas de maneira ilegal, de acordo com o recurso apresentado pelos advogados de Lula, comprovariam a parcialidade do juiz. Se o recurso fosse aceito, o processo que condenou o ex-presidente a oito anos e dez meses de prisão por ter recebido propina voltaria à estaca zero e o petista seria posto em liberdade. Na terça-feira, a Corte rejeitou discutir o mérito do pedido de suspeição. O ministro Gilmar Mendes disse que não havia tempo hábil para analisar as novas acusações contra o ex-juiz.

Na mesma sessão, no entanto, Mendes propôs uma alternativa: conceder uma liminar para garantir liberdade provisória a Lula até que se julgasse se a atuação de Moro foi comprometida. O ministro Ricardo Lewandowski acolheu a proposta, mas outros três juízes — Cármen Lúcia, Edson Fachin e Celso de Mello — negaram o recurso, impondo ao ex-presidente a 14ª derrota desde que foi preso, em abril de 2018. Lula ainda sofreria outras duas. No mesmo dia, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) retirou de pauta o recurso que discutia se ele já tem direito de cumprir pena em regime semiaberto. O julgamento deve ser retomado em agosto. No Paraná, o juiz Luiz Antônio Bonat mandou congelar até 78 milhões de reais em bens do ex-presidente. No segundo semestre, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) vai decidir se confirma a condenação do ex-presidente no processo que envolve o pagamento de propina por meio de melhorias em um sítio frequentado por ele em Atibaia (SP) e que, na verdade, seria de sua propriedade. Caso seja confirmada a condenação de doze anos e onze meses de prisão, a primeira e a segunda sentenças se somarão e ele não deixará a cadeia antes de 2021. Por isso, todas as esperanças de Lula agora estão depositadas na suspeição de Moro e na anulação dos processos. Será uma briga jurídica e tanto. Afinal, outras instâncias confirmaram a sentença de Moro.

Até aqui, a Lava-Jato tem preferido o silêncio (ou pronunciamentos oficiais, em vídeos e notas) em relação ao episódio. VEJA encaminhou oito perguntas à força-tarefa em Curitiba. Perguntou se os procuradores intimaram e ouviram formalmente o técnico em contabilidade Nilton Aparecido Alves ou o empresário Mário César Neves, que argumentos utilizaram para procurar as duas testemunhas e quem foi o responsável pela tomada dos depoimentos. Até o fechamento desta edição, não houve resposta. O contato não foi por Telegram.

Colaborou Laryssa Borges

Publicado em VEJA de 3 de julho de 2019, edição nº 2641

https://outline.com/4nAsjP

Positivo e operante

Fake news do Estadão diz que "pior já passou" para Sérgio Malandro Moro

Glenn Greenwald

O desespero aqui é triste. Vamos esperar até o final do dia - hoje - e depois me dizer se o que o @Estadao publicou aqui hoje é verdade ou não. Eu acho que a resposta será bem clara.

"A versão de integrantes da inteligência do governo dá conta de que já se esgotou o arsenal do The Intercept contra Moro."- rindo muito. De todos os dias para afirmar isso, hoje é o pior dia possível para eles. E obviamente, eles não têm ideia do que temos, então por que fingir?

Quando confundimos nossos desejos e esperanças com a realidade: nunca saudável.

Também é muito importante sobre isso 👆: a única maneira que os "integrantes da inteligência" poderiam pensar que sabem o que temos é se eles têm as conversas originais entre Moro e Deltan. Como pode ser se Moro e Deltan afirmam que destruíram todas as cópias e nenhuma existe?

General Heleno é a encarnação da miséria moral do Exército brasileiro

Luis Felipe Miguel

Augusto Heleno é a encarnação da miséria moral do Exército brasileiro. Um gorila clássico, truculento, limitado, despreparado para as funções profissionais e para a vida pública, sempre envolvido em histórias confusas.

Sobre o tráfico de cocaína em operação sob sua responsabilidade, declarou o general: "Podia não ter acontecido, né? Foi uma falta de sorte acontecer exatamente na hora de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão mundial que poderia não ter tido. Foi um fato muito desagradável para todo mundo".

Em suma: para Heleno o problema não é o crime. É ter sido descoberto.

O pior contra Moro e Dallagnol já passou, só que não...

Polishop

quinta-feira, 27 de junho de 2019

General Augusto Heleno é uma vergonha mesmo pelos padrões de um governo de loucos e bandidos

BBC News 
"Todo mundo tem a sua mala revistada, inclusive nós e o presidente. Agora, esse sargento era da comissaria. Ele chega muito antes. Não tem efetivo para manter durante todo o tempo um esquema de vigilância. Cada um tem seu cada qual. A revista de passageiros e de malas para aviões da FAB fica a cargo da FAB, que não é subordinada a mim. Então não tem nada a ver com o GSI". 
General Augusto Heleno
Chefe do Gabinete de Segurança Institucional do Planalto
Fosse o Governo brasileiro um Governo sério e o General Augusto Heleno não teria tido a oportunidade de, ocupando o cargo que ocupa, depois da falha de segurança monumental que possibilitou o uso de um avião da comitiva presidencial do Brasil para tráfico internacional de cocaína, de divulgar para o mundo que as medidas de segurança do presidente do Brasil são uma vergonha, que ninguém prova sua comida, que ninguém revista os membros da tripulação de seus aviões e suas bagagens porque falta pessoal para este trabalho e que o Gabinete de Segurança não tem nada a ver com isso porque a responsabilidade de segurança do presidente não tem nada a ver com isso. Fosse o Governo brasileiro um Governo sério e não o desgoverno do atraso, da ignorância e do ódio aos mais pobres e Augusto Heleno jamais teria ocupado uma função desta importância com tamanho nível de despreparo e amadorismo. E, se tivesse por algum equívoco chegado ao cargo, depois do desastre de ontem, teria sido demitido no ato.

Um terço do povo brasileiro é imbecil ou criminoso

UM TERÇO

Moisés Mendes

Todo mundo está noticiando que o índice de desaprovação de Bolsonaro na nova pesquisa do Ibope subiu de 40% para 48%. É recorde.

Mas não é o dado que considero relevante ou impactante. O dado que me inquieta é este: Bolsonaro ainda tem a aprovação de 32%.

Um terço da população acha que ele governa bem. Um terço!!! O Brasil tem um terço de ricos, gente bem de vida, sem problemas e que não se preocupam com os problemas dos outros? 

O Brasil tem um terço de reacionários egoístas, armamentistas, odientos, homofóbicos capazes de apoiar a qualquer custo um governo que se encaminha para o desastre?

Esse é o dado assustador, porque ele pega o cara que não está nem aí para as perdas provocadas por Bolsonaro e pega também o que acha que deve ser bolsonarista por se identificar com o bolsonarista que não está nem aí.

A verdade é que nesse um terço estão os que ainda não sabem nada do que está acontecendo. Esse é o dado que deve alarmar. O bolsonarismo se sustenta no egoísmo do reacionário rico e de classe média e na resignação das ignorâncias.

39 Kg de cocaína...


Em espanhol: cocaína
Em inglês: cocaine
Em alemão: Kokain
Em japonês: コカイン
Em tailandês: โคเคน
Em russo: кокаин
Em BOLSONOLÊS: e o petê?

Ministro da Educação que o diga!


Carol Lula Barros

Tóxico


O traficante



You know I've smoked a lot of grass

O'Lord, I've popped a lot of pills

But I mever touched nothin'

That my spirit could kill

You know, I've seen a lot of people walkin' 'round

With tombstones in their eyes

But the pusher don't care

Ah, if you live or if you die



God damn, the pusher

God damn, I say the pusher

I said God damn, God damn the pusher man


You know the dealer, the dealer is a man

With the love grass in his hand

Oh but the pusher is a monster

Good God, he's not a natural man

The dealer for a nickel

Lord, will sell you lots of sweet dreams

Ah, but the pusher ruin your body

Lord, he'll leave your, he'll leave your mind to scream


God damn, the pusher

God damn, I say the pusher

I said God damn, God damn the pusher man

Well, now if I were president of this land

You know, I'd declare total war on the pusher man

I'd cut if he stands,

And I'd shoot him if he'd run

Yes, I'd kill him with my Bible

And my razor and my gun


God damn, the pusher

God damn, the pusher

I said God damn, God damn the pusher man

Bolsonarcos não é a rainha da Inglaterra


Bolsonaro tem mais poder que a rainha
Luis Fernando Verissimo
Ao contrário dela, presidente pode demitir generais
O presidente se queixou de que estão querendo transformá-lo numa rainha da Inglaterra. Nunca entendi bem esse uso da rainha inglesa — ou qualquer rainha — como exemplo de poder ornamental, que reina mas não manda. Todos os privilégios da Coroa (no caso a Elizabeth) seriam provas da sua inutilidade. Ela mora de graça num castelo e, para veranear, pode escolher entre vários outros castelos. Mesmo que alguns gastos com os castelos sejam da sua responsabilidade (imagine os IPTUs!), a rainha vive cercada de segurança e conforto às custas dos seus súditos. Nada lhe agrada mais do que uma noite à beira do fogo, conversando com Philip e fazendo cafuné no cachorro, ou conversando com o cachorro e fazendo cafuné no Philip. Sua única obrigação é participar das cerimônias oficiais do reino, quando ela tem a oportunidade de usar um dos seus magníficos chapéus, que há anos resistem ao escárnio republicano e, segundo alguns, são os verdadeiros símbolos do império. É uma vida invejável. Mas virou exemplo de poder sem potência.

A queixa do Bolsonaro é de que querem que ele seja rei só para espetáculo, um rei inglês simbolizando nada, ou só simbolizando. O verdadeiro poder, no sistema inglês, está no Parlamento. Mas os ingleses deram um jeito de ter um Parlamento poderoso e atuante e ao mesmo tempo, ao seu lado, uma paródia de parlamento, a Câmara dos Lordes. Os lordes, que só se reúnem para trocar dicas de charutos e conhaques, são os verdadeiros ingleses. Mas do que o Bolsonaro não se dá conta é que ele se elegeu com um poder que nenhuma rainha tem, ou teve nos últimos anos. O capitão Bolsonaro pode demitir generais. Pode mudar generais de lugar, inventar cargos e ministérios para brincar de troca-troca de generais. Não sei do que está reclamando. Deve ser divertido.

A diferença entre uma rainha da Inglaterra elizabetana e uma rainha da Inglaterra atual é que uma podia encomendar execuções de rebeldes e descontentes, e a outra tem que lidar com o Maia.

Cocaína



Eric Clapton - Cocaine (Slowhand At 70 Live At The Royal Albert Hall)

If you want to hang out, you've gotta take her out, cocaine

If you want to get down, get down on the ground, cocaine

She don't lie, she don't lie, she don't lie,

Cocaine

If you got that lose, you want to kick them blues, cocaine

When your day is done, and you want to ride on cocaine

She don't lie, she don't lie, she don't lie,

Cocaine

If your day is gone, and you want to ride on, cocaine

Don't forget this fact, you can't get it back, cocaine

She don't lie, she don't lie, she don't lie,

Cocaine

She don't lie, she don't lie, she don't lie,

Cocaine

O traficante preso no Aerococa de Bolsonarcos

Preso pela polícia espanhola com 39 kg de cocaína num avião da comitiva de Jair Bolsonaro, o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues de 38 anos, lotado no GTE (Grupo de Transporte Especial) da FAB (Força Aérea Brasileira).