sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Lula tem que morrer.


Luiz Fernando Emediato

LULA TEM QUE MORRER

Tenho uma chácara na Serra da Cantareira.

Meu irmão usa há anos. Tem um quarto lá.

Ele usa um espaço no depósito para guardar móveis, livros, arquivos, quadros. Um empreiteiro amigo dele desde a infância fez uma reforma lá, grátis, para ampliar e caber as coisas.

Meu irmão é dono de minha chácara?

Lula já não era presidente da República quando reformaram a casa de Fernando Bittar que ele, Lula, sim, usava. E daí?

Construtoras doaram dinheiro para viabilizar o Instituto FHC. Também reformaram, de graça, o Palácio do Planalto.

Qual o problema?

O problema é: Lula tem que morrer.

Generalizando...


Lula tá preso, babaca!

Fernando Horta

Não se trata de "acreditar" na culpa de Lula.
Não se trata de "achar" que ele "tinha que saber".
Não se trata de "estranhar" que um homem inocente estivesse "no meio" de "tanto rolo".

Trata-se de provas. Se há provas, então afirma-se a culpa, mesmo que ela - culpa - não exista.

No caso, não há prova alguma que ligue Lula a qualquer ato de corrupção. A corrupção se dá por DUAS ligações:

1) o ato feito pelo detentor do poder público de conceder ou facilitar em benefício daquele que,
2) paga pelo primeiro ato em forma de dinheiro ou outros benefícios financeiros ou econômicos.

Se não houver OS DOIS amplamente comprovados, NÃO HÁ COMO PROVAR CORRUPÇÃO.

Há centenas de motivos para que Lula receba benefícios (como usar um sítio, almoçar de graça e etc.) e a imensa maioria deles NÃO É CORRUPÇÃO.

Nem no caso do triplex, em que Moro diz claramente que "nunca afirmou que os valores vieram de ilícitos da Petrobrás", nem no caso da poste dele que condenou Lula no caso do sítio de Atibaia, resta comprovado QUALQUER ato de corrupção.

No caso de Atibaia, ainda, é mais estranho. Ele ocorre, segundo a "juíza" (sic), em 2014 QUANDO LULA não era mais presidente e não tinha cargo político algum.

Agora, se você se diz de esquerda e não sabe reconhecer isto, por favor corte relações comigo. Nem comente ... já temos quintas colunas demais a gritar "Lula tá preso, babaca" depois de ter vivido dez anos bem às custas das políticas dele ou ter tentando seu apoio político em eleição para sair dos 12%.

O porta-voz de Satanás

Nelson Nisenbaum

AS FALAS DE PAULO GUEDES.

Paulo Guedes é o ventríloquo do inferno. Um alien da economia, um predador. É o Himmler do governo. Suas receitas ultraneoliberais imaginam que uma economia das dimensões da brasileira pode dar um "cavalo-de-pau" sem consequências desastrosas.

Esta história de "menos direitos, mais empregos" é um embuste, algo sem precedentes na nossa história. Toda a nossa história econômica desde Vargas tem a ver com direitos trabalhistas e progressos sociais. Uma coisa sempre esteve amarrada na outra. A agenda globalizadora e neocolonizadora quer introduzir no Brasil uma versão piorada das práticas chinesas e estadunidenses, como se a nossa economia tivesse algo a ver com a das duas outras potências antagônicas entre si e que tem suas próprias histórias e estrutura.

Ao pretender diminuir direitos e renda arma uma bomba relógio de múltiplas cabeças e tempos de detonação. Trata-se de um conjunto de medidas que apenas acelerará a queda livre da qualidade de vida, renda, qualificação profissional, mobilidade social e estabilidade da sociedade. Uma bola de neve. Uma bomba atômica na nossa economia interna, que assistirá uma queda no consumo interno e o desmantelamento ainda maior de nossas cadeias industriais, além de fortalecer oligopólios estrangeiros extrativistas.

Paulo Guedes é o Moro da economia.

Ou reagimos ou deixaremos aos nossos filhos e netos uma terra arrasada.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Bozos eram felizes e não sabiam


 
Imaginem a fria que o Bolsonaro entrou. Estava lá quietinho, sem fazer porra nenhuma, enriquecendo a si e aos seus. Os três filhos, mulher, ex-mulher, motorista, todos empreendendo seus business na boa, tranquilos na sua ignorância, brincando em clube de tiros, falando merda aos quatro ventos sem se preocupar com as críticas. Tudo na santa paz em casa e no congresso, onde encontrava seus parceiros para trocar suas imbecilidades sem censura ou dormia em plena sessão de votações.
 
Era um vagabundo, corrupto, sem vergonha na cara e quase anônimo. Aí, resolveram usá-lo para consolidar o Golpe de 2016, quando o insano pode até homenagear torturador, mas pega nada isso daí. Conspirava crimes junto às milícias e tudo normal. Seu filho, seu garotinho, empregava parentes de acusados de assassinato e tudo bem. Esse mesmo filhinho Homenageou com a medalha Tiradentes um desses milicianos que estão na mira até da Interpol pelo assassinato de Marielle e tudo ótimo. Tinha funcionários-fantasma e tudo continuava em ordem.
 
Agora, o vagabundo e sua prole estão sob os holofotes do mundo e ele tem que demonstrar saber fazer o que não sabe, ser presidente. A vidinha boa que poderia levar até morrer acabou. Primeiro, ele e os “garotos” terão que ficar espertos nas falcatruas, coisa que não são, espertos. Depois, os vagabundos terão que fingir que trabalham, o que para uns descerebrados que nem eles, dá muito trabalho. Enquanto estavam lá idiotamente postando bosta e fake news no WhatsApp e Twitter a vida estava tão boa! Os Bozos eram felizes e não sabiam.

O avião está caindo, vamos jogar a Fiesp, os especuladores e os agiotas pela janela.

Ayrton Centeno

Um tal Bebianno, ministro do rei Bozo I, falou que manter direitos no Brasil “é fantasia”. Ele disse: “O avião está caindo. Vai morrer todo mundo. Não adianta achar que o avião vai continuar a voar com esse peso". Também acho, Bibi – posso chamá-lo assim? Devemos mesmo aliviar o peso. Podemos começar com o peso da sonegação. São 500 bilhões de reais por ano. Jogamos a Fiesp inteira pela janela e só aí já vamos subir uns 400 metros. Depois, lançamos os especuladores e os agiotas. Por fim, lançamos a tropilha no governo que, em vez de trabalhar, usa o tempo para dizer asneiras. E boa viagem.


Jornalismo ignora a vida real



Ontem caiu o mundo à noite no Rio de Janeiro. E não foi a primeira vez que ocorreu o seguinte: enquanto o toró remexia a cidade inteira, a TV falava pouco, ou quase nada. Você ligava a TV e não havia senso de urgência, nem indicação de proporção do que estava acontecendo.

Em um dos canais, sediado no Rio de Janeiro, corria uma longa entrevista ao vivo com um deputado federal do Rio de Janeiro, enquanto a cidade se remexia em vento e tempestade. O sujeito é do Rio de Janeiro. Poderia ser o Papa, tinha razão para interromper.

Este é um calcanhar de Aquiles do jornalismo televisivo em tempo real: se uma emergência de grande alcance estoura depois de 20h, 21h, a cobertura tropeça, demora a pegar.

Dois fatores (metade da minha carreira foi nisso):

- Nesta altura do dia, grande parte das equipes já foram embora.
- Quem fica, a esta altura, está mais focado no Titanic que vai navegar no prime time.

Daí você junta o fato de que, quando você fica muito enfurnado em redação ou switcher, você tende a perder senso de proporção. Gira a roda, e a entrevista "exclusiva" com um deputado federal fica parecendo mais importante do que o inundar da segunda maior cidade do país.

Falo do Rio de Janeiro, mas poderia estar falando de Brasília, BH ou Fortaleza, tanto faz. São Paulo fica um pouco melhor atendida neste horário, mas, mesmo assim, tropeça, demora a pegar.

Vou colocar em termos que jornalista (eu, inclusive) entende: se um evento de grande escala numa grande cidade faz centenas de milhares de pessoas pensarem "Será que a minha mãe está bem?", você para tudo. Tira o microfone da boca do Frank Sinatra renascido, não importa.

"Ah, mas não tem equipe na rua": Meu irmão, enquanto a equipe não passa da esquina, você bota a câmera pela janela e chama um cabra para ficar lendo a lista de regiões afetadas. O uso desse tipo informação é imediato, influencia diretamente a vida das pessoas.

"Ah, mas é muito local": Porra, até míssil intercontinental mata localmente, ô Sherlock. Metrópole, capital, imagina o contingente de gente parada em bar, presa no trabalho, sem condição de saber da família inteira. Esta é a vida. Não os "bastidores do poder".

Lula é condenado por inimigos, não pela Justiça

Flávio Dino

A nova condenação do presidente Lula obedece ao mesmo padrão da anterior, com “inovações” jurídicas como: mudança do tipo legal de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro; provas são manipuladas, a exemplo de um co-réu que se “transforma” em DUAS testemunhas.

Ou seja, temos mais uma peça oriunda da doutrina do Direito Penal do Inimigo, em que a causa legítima do combate à corrupção é usada para “lavar” (ocultar) projetos políticos, provados pelo engajamento em eleições e ocupação de cargos de confiança no atual Governo Federal.

Professora Maristela Basso expõe sua ignorância histórica patética em programa de rádio

Xadrez Verbal

BOLÍVAR INFLUENCIADO POR LÊNIN

Sobre mais uma dose de sandice sobre História na mídia. No caso, o programa Pânico Jovem Pan de hoje. 

Emílio Surita está claramente falando das guerras de independência contra a Espanha, com a liderança de Bolívar; fala até de lutarem com enxadas contra os espanhóis, tentando ilustrar a assimetria de forças. E, nesse contexto, Maristela Basso, professora livre-docente de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP, emenda que "era o tempo do auge também das leituras de Marx, de Lênin, do comunismo". 

Isso pouco depois de chamar a Bolívia de "ditadura terrível", sendo que absolutamente nenhum país classifica a Bolívia como ditadura. No Democracy Index, da Economist, ela está em 83º, como "regime híbrido", na frente da Ucrânia, de Honduras, da Geórgia, da Bósnia, dentre outros.

Bolívar nasceu em 1783 e as guerras de independência na América espanhola ganham força após Napoleão derrubar Fernando VII de Bourbon, em 1808. Bolívar assume a presidência da recém-criada Venezuela em 1813. 

Marx nasceu apenas em 1818. O Manifesto Comunista é de 1848. Lênin nasce em 1870, quarenta anos depois da morte de Bolívar. Bolívar, como líder das independências americanas, estava influenciado pelas ideias do Iluminismo. Quando estudava na academia militar em Madri, Bolívar tornou-se fluente em francês da leitura de seus autores. Ele lutou contra o absolutismo ibérico.

Nos tempos de hoje, foi jogado na bacia de "É tudo Marx, comunismo" e demais lugares-comuns. É algo que não faz sentido. E em uma bancada com diversas outras pessoas, incluindo outro professor de direito convidado. E ninguém atenta para isso. Parece que tudo virou questão de opinião, desconsiderando até uma mera ordem cronológica.



Novos direitos para os jovens!


Não é ‘nova Previdência’, é nova escravidão

Fernando Brito

É inacreditável, mas começa a tomar forma aquilo que é a tal “carteira verde-amarela’ tão falada por Jair Bolsonaro.

Geralda Doca e Pedro Paulo Pereira, em O Globo, relatam que, como parte da reforma da Previdência, os senhores de escravo que nos governam querem implantar um regime escravocrata contra nossos filhos e nossos netos.

É uma coisa dantesca, monstruosa, que dá vergonha a qualquer pessoa decente.

Trabalho sem férias e sem 13° salário, entre outras “liberalidades”. E aposentadoria só com o que o próprio trabalhador puder poupar – nas caixas gordas dos bancos, é claro – para tirar uma “merreca” quando já estiver às portas da morte.

Não é exagero: um trabalhador que tem hoje 18 anos, ganha salário mínimo, na remota hipótese de “investir” os mesmos 8% que desconta hoje para o INSS terá de trabalhar nada menos que 52 anos, sem um mísero mês de desemprego, para se aposentar com um salário mínimo de renda, ao 70 anos de idade, às taxas oferecidas hoje pelos planos de previdência privada.

Isso num cálculo ideal, irrealizável na prática, porque haverá pensões, casos de invalidez e outros eventos que, se quiserem dar o nome de previdência a isto terão de ser minimamente cobertos.

Como não haverá férias e nem o “pingado” do 13° para sequer comprar o modesto frango de Natal, a vida passa a ter como única finalidade trabalhar como um escravo moderno.

Isso é inconstitucional, além de absurdo? Ora, é para isso que se monta uma base de cúmplices parlamentares para rasgar direitos que vêm de 80 anos no passado.

Claro que os canalhas que propõem algo assim não o fazem para seus filhos e seus netos.

Eles são de uma outra espécie: investidores, empreendedores, negocistas. Nada semelhantes à ralé que rala para viver, é claro.

O último que achou que eram gente está preso, sumido, desaparecido.

Apoiar Bolsonaro não é posição política e não merece respeito


Nelson Nisenbaum

ISTO NÃO É POSIÇÃO POLÍTICA!
O Bolsonarismo em menos de 30 dias de governo mostrou a tomada do estado por teocratas, ignorantes, apoiadores de milícias, entre outras fraudes intelectuais.
Há 30 anos o Brasil decidiu se transformar e construir um novo modelo constitucional que em seu processo abraçou o grande cabedal democrático e civilizatório do pós-guerra, além de outros valores civilizatórios e estruturantes, ou seja, uma agenda direcionada a promover uma sociedade tendo como norte permanente o bem-estar social, a paz, a fraternidade, a solidariedade e o distributivismo, para ser bem sintético.

Ora, naquele momento, a sociedade e os participantes desse processo, faziam uma opção política. De lá para cá, inquestionáveis avanços foram conquistados e que se refletem na melhoria geral das condições de vida para grandes parcelas da sociedade. Conquistamos tudo? Claro que não. Resolvemos todos os problemas? Claro que não. Mas tomamos uma direção e andamos parte do caminho.

Estabelecido este marco e consolidadas as conquistas, não se pode admitir que adotar uma agenda de retrocesso seja classificado e compreendido como uma posição política. Pois no contexto mais avançado, apostar no retrocesso cultural e civilizatório passa a ser uma forma de antipolítica. Trata-se de um atentado, trata-se de uma agenda de destruição. É uma arma apontada para a sociedade!

Com o passar do tempo, muitas definições são transformadas. Eu, como médico, não posso indicar aos meus pacientes terapêuticas e práticas que a ciência demonstrou serem ineficazes ou ainda nocivas, mesmo que elas já tenham sido adotadas antes. Assim, não posso mais chamar de “prática médica” algo que é comprovadamente deletério à pessoa.

É claro que tanto nossa Constituição como nossa complexa realidade ainda exibem um amplo leque de insuficiências e possibilidades. Para darmos cabo da tarefa de completar e avançar é que temos que fazer opções políticas, que por definição já não podem contrariar os fundamentos e alicerces que a sociedade JÁ escolheu previamente.

Assim, para a minha lógica e estrutura de valores, não posso ter o compromisso de tratar qualquer agenda que ofereça qualquer risco de solapamento dessa estrutura que construímos com tanta luta de forma complacente e “educada”, mais ainda quando se trata de pessoas com suposto saber, formal ou informal.

Obviamente não vou gastar meu tempo e energia no ataque direto, diuturno e contínuo aos bolsonaristas. Não vou dividir minha família, não vou furar o pneu do vizinho, não vou deixar de cumprimentar e tentar dialogar. Não vou retroceder nos meus valores. Mas não me peçam para que eu entenda o bolsonarismo como posição política, por que não é. O Bolsonarismo, que em menos de 30 dias de governo mostrou a tomada do estado por teocratas, ignorantes, apoiadores de milícias, entre outras fraudes intelectuais, e não por falta de aviso de todo o setor progressista da sociedade, não merece respeito. Não o meu, pelo menos.

Brasil é a nova Somália


Ricardo Costa de Oliveira

Mais um dia "normal" no Rio de Janeiro ontem. A política carioca tem um papel essencial na "somalização" do Brasil. Na hora do almoço violento tiroteio fechou a Avenida Brasil, cenas de pânico em Manguinhos. Cinco feridos, inclusive três policiais, um deles capitão do Choque. Qual o resultado das intervenções militares salvadoras anteriores? De noite as chuvas mais uma vez paralisaram a cidade com três mortos. Depois de décadas de atuação política do "militar" partidário de extrema-direita Bozonauro e no mesmo dia em que o "juiz" partidário de extrema-direita Moro lançava mais uma ideia fracassada de pacote anticrime, lembrando que o estado do RJ é governado por outro "juiz" partidário de extrema-direita, Witzel e o "intitulado bispo" Marcelo Crivella, da igreja Universal, sobrinho de Edir Macedo, é o prefeito do RJ. O presidente da Câmara dos Deputados é Rodriguinho Maia, "político profissional" de oligarquias políticas cariocas e nordestinas. 

O Rio de Janeiro é a essência problemática da política brasileira contemporânea, um péssimo coquetel ideológico e profissional no governo formado por direitistas rasos, distribuídos como militares, juízes, neopentecostais e oligarcas, a síntese dos componentes centrais do atual bloco no poder em Brasília viabilizando o mesmo diagnóstico e prognóstico de fracasso social, econômico, cultural, educacional e político promovido pela extrema-direita no poder.

Judiciário brasileiro é uma seita de demônios de toga

Leandro Fortes

INFÂMIA

Na sentença em que condena, sem provas, o ex-presidente Lula, a juíza Gabriela Hardt cita os depoimentos de dois delatores: Léo Pinheiro e José Aldemário.

Léo e José Aldemário Pinheiro Filho são a mesma pessoa, ela sequer atentou a isso.

Ou seja, é uma sentença abjeta, parcial, montada por gente incompetente.

O ódio a Lula e à sua representação popular fez do Judiciário brasileiro uma seita de demônios de toga.

Gabriela Hardt e Sérgio Moro são igualmente desonestos, analfabetos e incompetentes

Camilo Vannuchi

Entre tantas perplexidades provocadas pela sentença condenatória publicada pela Dra. Gabriela, me chama especial atenção o trecho em que ela cita Leo Pinheiro e José Adelmário como se fossem duas pessoas distintas. Me lembrou um caso recente em que um promotor do Ministério Público escreveu algo sobre uma suposta dupla formada por Marx e Hegel. Não é possível. Fico perplexo. Não tanto pelos equívocos, um histórico e outro de cognição, mas por perceber o tipo de gente que investiga e julga um ex-presidente da República no Brasil. Qual o grau de zelo, de cuidado, de estudo e de atenção? A sentença de Moro, de 2017, é igualmente rasa, mal feita, cheia de furos, com jeito de trabalho de disciplina feito em grupo no primeiro ano da faculdade. Sobretudo, são páginas escritas de forma apressada, com o nítido objetivo de confirmar uma tese boba que não resistiria a uma análise mais profunda e um olhar mais maduro. Estão deixando os processos do Lula nas mãos dos estagiários, é isso? Ou esses juízes têm mesmo esse gap de formação, de senso crítico e de intelecto? Aprenderam a redigir sentença lendo cartas de Magic e manuais de RPG?

Meninos e meninas mimadas não podem reger a nação. Nem o judiciário. Estamos perdidos.


Canastrão


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Contraponto

Gerson Camarotti

Medidas de Moro foram bem recebidas por quem entende do assunto, como investigadores e juízes. No Congresso, entretanto, há uma bancada de investigados, e, por isso, haverá resistência.

Mentira! Sou advogado militante há 28 anos e não vi ninguém entre juízes, promotores e advogados elogiarem esse pacote fascista do Moro, vi muitas críticas sobre as absurdas inconstitucionalidades. Esse Camarotti é um dos maiores canalhas que já nasceram no Brasil. FDP mentiroso!

Não é preciso mudar a Constituição para matar a Democracia


Ricardo Costa de Oliveira
Como a história ensina, as democracias sempre morrem primeiro pela aplicação instrumental e golpista das leis existentes, retorcidas e desfiguradas para atenderem aos interesses autoritários dos novos regimes de exceção. 
A forma como a lei é aplicada é o mais importante termômetro do autoritarismo e do golpismo. Na transição para qualquer ditadura, seja no fascismo italiano, no nazismo alemão, em ditaduras militares cucarachas, chama a atenção a continuidade dos mesmos juízes, da mesma magistratura, dos mesmos tribunais, das mesmas leis, agora personificadas e aplicadas por novas caras de juristas vingadores e oportunistas associados aos novos regimes golpistas autoritários. Como a história ensina, as democracias sempre morrem primeiro pela aplicação instrumental e golpista das leis existentes, retorcidas e desfiguradas para atenderem aos interesses autoritários dos novos regimes de exceção. Só depois de instalado o regime de exceção e depois a ditadura é que podem pensar em algumas mudanças institucionais, caso precisem posteriormente. No caso da Alemanha Nazista, o arquétipo do jurista autoritário como membro orgânico do partido político de direita, nem precisaram mudar a Constituição porque os magistrados e os tribunais já interpretavam e aplicavam as leis como queriam para perseguir opositores e adversários do regime.

Sobre a mais recente sentença contra Lula

Nilson Lage

Não percam tempo. A juíza tem poder, não legitimidade.
Mais uma sentença ridícula.

A situação atual do Brasil me lembra o Egito sob o governo da Irmandade Muçulmana, no processo da Primavera Árabe. É algo sem saída.

A fake news do PCdoBozo

PCdoBozo e ARENA juntos


A maior notícia falsa da "esquerda" nos últimos tempos: PT e PSOL tentaram colocar o PCdoB na ilegalidade. É triste ver o PCdoB divulgar essa mentira e lamentável ver que tem pessoas que por falta de informações acreditam.

O que aconteceu é bem simples: vários partidos de direita esperam a fusão ser confirmada pelo TSE, mesmo assim, atuaram na Câmara como se a fusão já fosse completa. O PSOL, apenas, cobrou o cumprimento da Lei. Esses partidos só poderiam atuar como fundidos, depois de terminar o processo. Enquanto isso, não. Isso não impediria nada e nem afetaria o processo de fusão que o PCdoB também passa. Apenas impediria que quatro partidos de direita e também o PCdoB, pegassem vagas reservadas a liderança da Oposição.

A escolha do PCdoB e do PDT de se aliar com vários partidos de direita, formando um bloco parlamentar, possibilitou a partidos pró-Bolsonaro ter vagas importantes na liderança da Maioria e da Oposição, ou seja, enfraqueceu a oposição na Câmara.

Para tentar abafar essa MERDA e não prestar contas dessa estratégia burra, espalharam essa notícia falsa.

Desafio

Fernando Horta

Desafio do século XXI!

1) Aponte uma privatização em que a empresa tenha diminuído o preço/tarifa dos serviços, aumentado o respeito e controle de poluição e destruição do meio ambiente e respeitado os níveis de emprego e renda dos empregados.

2) Aponte um pastor evangélico que tenha deixado de ir ao hospital e tomar remédios e tenha se curado pela fé.

3) Aponte uma intervenção norte-americana que tenha melhorado a vida da população local, recuperado a economia do país e aumentado os níveis de democracia representativa local.

4) Aponte um país invadido por Cuba, Irã ou Venezuela.

5) Aponte qual o país que mais cresceu em 2018 na América Latina e qual sua "ideologia". Agora o que menos cresceu.