quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A saúde sem filas nos Estados Unidos

Constantino (à esquerda).

James Cimino

Eu vi que aquele Rodrigo Constantino escreveu que graças à saúde ser privada, não existem filas nos hospitais americanos. De fato, não existem, porque os americanos negligenciam a própria saúde pra não ir à falência. No fim de novembro tive uma infecção bacteriana na traqueia. 

Fui parar no pronto socorro com falta de ar e muita tosse. Fiz três inalações e o médico mandou aplicar duas doses de corticoide. Fiquei em leito individual, mas não era apartamento. Era uma enfermaria, só com uma cortina. Cheguei às 2h da manhã e saí às 7h. Ontem vi o extrato... 

Custou tudo US$ 26 mil! Até agora não sei se o plano cobriu ou se eu terei de pagar. Se tiver de pagar, não sei como vou fazer. Essa é a maravilha da saúde privada. Vocês reclamam do SUS, mas quando não tiverem mais, vão chorar lágrimas de sangue. 

Vou repetir: US$ 26 mil dólares por cinco horas no pronto socorro, quatro inalações e duas aplicações intravenosas de corticoide, mais honorários do médico e do enfermeiro. VINTE E SEIS MIL DÓLARES!

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