quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Terry Jones, do "Monty Python", morre aos 77 anos



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Terry Jones, ator e diretor do grupo humorístico Monty Python, morreu na manhã desta quarta-feira, 22, em Londres. Ele tinha 77 anos e sofria de demência desde 2015.

Nascido em Colwyn Bay, no País de Gales, Jones mudou-se para a Inglaterra ainda na infância. Conheceu Michael Palin, outro Monty Python, enquanto estudava Literatura na universidade de Oxford. A dupla escrevia roteiros para humorísticos quando, em 1969, se uniram a John Cleese e Graham Chapman (dois estudantes de Cambridge), ao ator Eric Idle e ao ilustrador americano Terry Gilliam para a criação de um novo programa. Em 1969, chegou ao ar Monty Python’s Flying Circus, que durou cinco anos e mudou a maneira de se fazer comédia. Caótico, insano, mas extremamente inteligente, ele influenciou diversos programas de humor na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Jones dirigiu longas-metragens importantes do Monty Python, como O Cálice Sagrado (ao lado de Gilliam) e A Vida de Brian. Este último, uma das maiores comédias de todos os tempos, foi rotulado como “profano” por contar a história de um profeta que nasce no mesmo dia e hora de Jesus Cristo. Cenas como o Sermão da Montanha e a própria crucificação foram impiedosamente ironizados.

Após o Monty Python, Terry Jones dirigiu filmes como Erik, o Viking (1989), baseado num livro infantil de sua autoria, e produziu documentários sobre as Cruzadas, os bárbaros e a vida medieval. Em 2003, lançou um livro sobre o escritor Geoffrey Saucer, autor do clássico literário Os Contos de Canterbury.

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