quinta-feira, 28 de maio de 2020

A curvatura do espaço-tempo


Por quê?


Claudio Guedes 


1. Os EUA lideram globalmente o número de infectados pela COVID19?

2. O Brasil ocupa o segundo lugar no número de infectados e têm hoje o maior número de óbitos por dia?

3. A China, onde o coronavírus surgiu, conseguiu praticamente debelar a epidemia no país, mantendo um número de infectados que é 1/20 dos EUA e 1/5 do Brasil, com um número de mortos de 1/22 dos EUA e 1/5 do Brasil?

4. A Argentina, onde o vírus chegou à mesma época que no Brasil, possui - considerando a diferença de população - cerca de 1/6 do número de contaminados do Brasil e, em mortes, 1/11 do número do Brasil - na Argentina são até agora 501 mortes e no Brasil 25.697!

Por que essas diferenças?

A resposta é óbvia:

- Na China e na Argentina os governos agiram com determinação e eficiência para preservar vidas e controlar a propagação do vírus.

- Nos EUA e no Brasil, países governados por falastrões desqualificados como lideranças políticas, o vai-e-vem de medidas e a incompetência geral prevaleceram. As populações americanas e brasileiras são vítimas de suas escolhas. Uma tragédia.

Bolsonaro ameaça dar golpe para não responder por seus crimes

Instituições deixam presidente e filho atacar abertamente a democracia

WASHINGTON

A leniência das instituições com os crimes do presidente Jair Bolsonaro está custando cada vez mais caro ao Brasil. E essa conta só aumenta com o passar o tempo. Mais uma vez, Jair Bolsonaro e o filho Eduardo se sentiram confortáveis para ameaçar o Supremo Tribunal Federal e falar abertamente em golpe de Estado.

Hoje pela manhã, Bolsonaro disse: “Não teremos outro dia como ontem, chega”. Afirmou que o STF, que ordenou ontem operação da Polícia Federal contra empresários, blogueiros e deputados, quer “tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news”. E emendou que possui “armas da democracia”.

O filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal, disse numa live ontem que o momento de “ruptura” era questão de “quando” aconteceria e não de “se” ocorreria.

Precisa desenhar ou, de novo, os dois ameaçaram claramente dar um golpe de Estado? Essas afirmações contrariam a Constituição. Um presidente e um deputado federal cometem crime de responsabilidade com declarações desse tipo.

Numa democracia, o STF tem a última palavra, mesmo que seja para errar. É o que estabelece a Constituição. Logo, só cabe espernear em relação ao inquérito no STF sob a batuta de Alexandre de Moraes, mas não há o que fazer.

Uma máquina de difamação e mentiras é o que Bolsonaro entende por imprensa a favor dele. Autoritário, despreparado, paranoico e cruel, promove um genocídio no país com o seu negacionismo sobre a gravidade do coronavírus e a sua intervenção direta contra medidas sanitárias que se mostraram eficientes em outros países para conter a covid-19.

Bolsonaro sobe o tom para tentar impedir que sejam investigados crimes cometidos por ele, filhos e aliados políticos. É disso que se trata, de fugir da Justiça sugerindo ter apoio das Forças Armadas para dar um golpe.

Ora, as instituições não avalizaram um impeachment sem prova? Como toleram tanto um presidente que comete crimes comuns e de responsabilidade em série? As Forças Armadas vão bancar um governo que está derretendo porque não consegue dar uma resposta minimamente razoável à pandemia?

A imprensa vai continuar a pregar a tolerância que não teve com o PT enquanto jornalistas são agredidos fisicamente e verbalmente com fúria cada vez maior? Sergio Moro, Deltan Dallagnol e os procuradores eloquentes da Lava Jato, que ilegalmente fizeram política a ponto de incentivar Bolsonaro a não respeitar a lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República, vão continuar a fingir que não têm nada a ver com o genocida que ajudaram a instalar no poder e com a desmoralização da Procuradoria Geral da República por Augusto Aras?

Vamos desenhar: Bolsonaro implementa um projeto de destruição institucional do país. Já passou dos limites há muito tempo. Está subindo o tom agora porque não tem justificativa para o seu comportamento criminoso na pandemia e porque está vendo a chapa esquentar com a investigação do STF, que vai revelando aos poucos a máquina de fake news que o presidente e os filhos montaram desde a campanha de 2018. Só numa ditadura Bolsonaro se sentirá fora do alcance da lei.

Logo, não reagir dentro dos marcos constitucionais é facilitar o caminho para um golpe de Estado, única forma de Bolsonaro, filhos e aliados não responderem por seus crimes. Se o Supremo e o Congresso fingirem de novo que não viram e não entenderam o que disseram Jair e Eduardo Bolsonaro, podem se preparar para receber o jipe com o cabo e o soldado.


O militar surtou!

Assombrado por um fantasma apelidado de “marxismo cultural”, o militar se abraçou com terraplanistas, criacionistas, negacionistas tresvariados, inimigos jurados da razão.

Não dá para falar em desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil omitindo o militar. O militar ensinou engenharia, topografia e desenho. Construiu estradas, obras de arte, edifícios públicos monumentais e igrejas antes de o Brasil ter faculdades especializadas. Deu emprego a matemáticos quando não havia função remunerada para tal tipo de cientista. Desenhou mapas com traçados exatos de rios e correntes marítimas quando ninguém sabia nada de geografia, cartografia, oceanografia e correntes aéreas.

Impulsionou a veterinária, o militar. Precisava de eqüinos capazes de transportar tropas e armamentos. Desenvolveu estudos agronômicos para garantir pastos aos animais e tecnologia de alimentos para ter produtos saudáveis para alimentar a tropa.

E mais: estudou e renovou a medicina, as ciências farmacêuticas e a odontologia ciente de que, sem vencer pestes, remendar ossos e curar feridos, não haveria tropa capaz de vencer batalhas. Disseminou hábitos salutares, procedimentos higiênicos e práticas esportivas para dispor de homens fortes.

Introduziu e desenvolveu o estudo da química, física, mineralogia e metalurgia para a produção de armas e munições. Compreendeu que sem dispor de aço da melhor qualidade, explosivos potentes e manipuláveis, barcos resistentes e bons combustíveis não seria credenciado para guerrear.

Foi pioneiro nos estudos estatísticos para saber quantos eram e onde moravam os brasileiros, do contrário não viabilizaria o serviço militar obrigatório universal e continuaria compondo tropas com camponeses infelizes recrutados no laço ou ladrões e assassinos retirados das cadeias e disciplinados na base da chibata. O IBGE foi imprescindível à modernidade militar.

O militar desenvolveu as comunicações e a logística para ter capacidade de operar em grandes espaços territoriais. Indo à guerra, barganhou usina siderúrgica, esteio de múltiplas indústrias.

Dedicou-se aos estudos aeronáuticos, à eletrônica e a computação para contar com aviões e foguetes que ampliassem sua capacidade ofensiva e sua autonomia relativamente ao fornecedor estrangeiro. Foi pioneiro na pesquisa nuclear visando dispor da arma dissuasão capaz de constranger candidatos a donos do mundo.

Estudou e ensinou filosofia a partir da matriz positivista. Enobreceu nosso “opulento léxico” (Euclides). Inaugurou o pensamento geopolítico sistemático (Mário Travassos). Traduziu a sociologia weberiana (Otávio Velho). Popularizou conceitos marxistas e empenhou-se na interpretação do Brasil (Nelson Werneck Sodré).

Gritos no Clube Militar ecoaram pela PETROBRÁS. O militar criou o CNPq e impulsionou a pesquisa científica. Turbinou a CAPES para que o país dispusesse de ensino superior qualificado. Ofereceu bolsas de estudo e criou comitês de avaliação do mérito científico. Garantiu recursos para a criação da Casa Ruy Barbosa e muitas outras instituições relevantes.

Reconheceu as ciências humanas como área do conhecimento científico. Propiciou a disseminação de programas de pós-graduação em sociologia do desenvolvimento, ciências políticas e antropologia. Prendeu, bateu e matou professores, estudantes, artistas e jornalistas que não gostavam da ditadura, mas espalhou universidades país afora. Olival Freire conta que, vendo que a repressão sanguinária afugentar cientistas importantes, o militar promoveu “repatriamento de cérebros”.

O militar inaugurou a FINEP para amparar a inovação. Criou a EMBRAPA para revolucionar a agricultura e a pecuária. Criou a EMBRAER para fabricar aviões e estimulou empresas como a ENGESA e a AVIBRÁS, que inseriram o Brasil no sofisticado comércio internacional de armas e equipamentos bélicos.

O militar amparou o surgimento e a consolidação da engenharia pesada que logo se projetou mundialmente e passou a incomodar os concorrentes estrangeiros.

Meus colegas da Sociedade Brasileira de História da Ciência que não me deixem mentir, mas não dá para descrever o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil esquecendo os que se preparam para guerrear.

Eis que, como numa tempestade tenebrosa, o militar pirou, surtou, ensandeceu! Baixou Procusto no militar!

Assombrado por um fantasma apelidado de “marxismo cultural”, o militar se abraçou com terraplanistas, criacionistas, negacionistas tresvariados, inimigos jurados da razão.

Primeiro, o militar bateu palmas para o desmonte da engenharia pesada no Brasil. Depois, endossou a venda de empresas estratégicas que ele mesmo ajudou a criar. Finalmente, paraninfou um governo que retira dinheiro das universidades, desidrata agências de fomento à pesquisa, difama os institutos científicos, deixa sem manutenção equipamentos custosos, atenta contra a casa Ruy Barbosa, sabota eventos científicos, corta bolsas de estudo, inclusive as de baixíssimo custo e grande retorno em termos científicos e sociais como as bolsas de iniciação científica! Interrompe a perspectiva de jovens talentos de famílias humildes ingressarem na carreira científica…

Quem quiser acompanhar o lúgubre espetáculo do desmonte da pesquisa científica no Brasil prepare seu estômago e acompanhe as postagens de Ildeu Moreira, presidente da SBPC, nas redes sociais.

Ou assista ao vídeo em que dois ministros-generais manipularam grotescamente estatísticas para, agradando o chefe, relativizar a devastação da pandemia. Onde se viu militar atrapalhando cientistas e médicos que trabalham intensivamente para proteger o povo?

O militar sumiu quando ouviu calado o Presidente da República, em reunião ministerial, resumir a investigação arqueológica à descoberta de “cocô de índio petrificado”.

Senhor Deus dos desgraçados, dizei-nos, Senhor Deus, o que será de nós quando homens pagos para nos proteger perdem o senso?

* Manuel Domingos Neto foi presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED) e vice-presidente do CNPq.

Somente críticas?


A Elite da Elite


Olavo de Carvalho pede pena de morte para Alexandre de Moraes

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Brasil passa 400 mil casos de covid-19 e registra 1.086 mortes em 24 horas



O Brasil atingiu hoje 411.821 diagnósticos da covid-19 com a confirmação de 20.599 novos casos entre ontem e hoje — em uma semana, foram contabilizados mais de 100 mil casos da doença. Nas últimas 24 horas, o país também teve 1.086 novas mortes pelo novo coronavírus, totalizando 25.598 óbitos desde o início da pandemia.

Os dados, apresentados pelo boletim mais recente do Ministério da Saúde, também apontam que 4.108 óbitos estão em investigação, sob suspeita de covid-19, e 219.576 casos seguem em acompanhamento. A pasta afirmou que 166.647 pessoas já se recuperaram da doença.

Doença mais do que quadruplicou em maio

Em menos de um mês, o Brasil saltou de 91,6 mil casos para mais de 400 mil confirmações da covid. Mais da metade dos diagnósticos ocorreu nas duas últimas semanas.

O país iniciou maio antes de ter atingido 100 mil casos: em 01/05, eram 91.604 infectados pela doença. Em 26 dias, pouco mais de três semanas, houve um aumento de 320.217 diagnósticos em todo o território nacional.

Confira, abaixo, as datas dos marcos negativos ao longo do mês:

01/05 - 91.604 casos e 6.354 mortes (início do mês)
03/05 - 101.227 casos e 7.044 mortes (país ultrapassa 100 mil casos)
14/05 - 202.918 casos e 13.993 mortes (país ultrapassa 200 mil casos)
21/05 - 310.087 casos e 20.047 mortes (país ultrapassa 300 mil casos)
27/05 - 411.821 casos e 25.598 mortes (país ultrapassa 400 mil casos)

Subnotificação pode esconder casos

A quantidade de diagnósticos de covid no país pode ser muito superior à apresentada pelo balanço oficial do governo. Ontem, em entrevista coletiva, o Ministério da Saúde afirmou ter analisado somente 9,6% dos 4,7 milhões de testes moleculares para detecção da doença obtidos pela pasta.

Isso reflete a dificuldade do país em aumentar a capacidade de testagem da população e ter real dimensão do alcance do novo coronavírus. Segundo a Saúde, os laboratórios públicos oficiais realizaram até ontem 460.102 testes moleculares de um total de 24 milhões de testes que haviam sido prometidos pelo governo para o combate à covid-19.

Apesar da baixa testagem, Eduardo Macário, secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, afirmou que o cronograma de exames segue "dentro da programação" da pasta.

"A estratégia de testagem está sendo finalizada com a incorporação de uma nova estratégia, de monitoramento dos contatos. Não basta apenas a gente testar em massa, a gente tem que testar e agir com inteligência", declarou ele ontem.

Saúde não apresenta notificações só das últimas 24h

A confirmação de óbitos e diagnósticos apresentada pelo governo entre um dia e outro não necessariamente ocorreu nas últimas 24 horas.

O Ministério da Saúde explica que a fila de testes provoca atrasos nos registros feitos pelas secretarias. Com isso, muitas das ocorrências podem ser de outras datas.

O UOL já identificou atrasos de mais de 50 dias para a oficialização de mortes. Do total de óbitos divulgados pelo ministério hoje, 500 ocorreram nos últimos três dias.


É saudade do Lula que chama, né Bonner?



Vinícius Carvalho

As últimas 18 horas explicam o Brasil dos últimos 18 anos.

27/05/2020

00:00
Bonner de madrugada no Bial, quase chorando, emotivo, numa humildade que jamais teve, que só quem está sofrendo internamente consegue expor (pois sempre foi profundamente arrogante) claramente depressivo (Barão Vermelho tem uma música que diz que "todo mundo é parecido quando sente dor"), reclamando os severos ataques que vem sofrendo, que "queria apenas um país mais livre e menos desigual", e que tem saudades de quando tomou um "banho de Brasil" em Juazeiro do Norte, no ano de 2006, que o "povo era mais feliz" e etc.

É SAUDADE DO LULA QUE CHAMA, NÉ MEU FILHO?

2006 foi o ano que o "avião" chamado Brasil atingiu a altitude de cruzeiro para o período de maior prosperidade da nossa história, que perduraria até 2012. Ali Brasil cresceu mais de 4%, desigualdade começou a despencar de forma recorde, e o desemprego baixava ao nível de 8%, melhor índice desde 1997.

Costumo dizer que os anos de ouro sociais, econômicos e de felicidade do Brasil foram entre 2007 e 2012. Quem viveu, viveu, quem não viveu, da nossa geração, dificilmente viverá de novo.

11:00
Polícia Federal deflagra operação para combate às fakenews e disseminação de ódio na internet. OAB chama claramente membros do Gabinete do Ódio de "terroristas".

Bancada da GloboNews CLAMANDO por uma "democratização da mídia".

15:00
Rodrigo Maia faz um duro pronunciamento dizendo o mesmo, a necessidade de criar um novo Marco Regulatório de Internet, de poder punir plataformas como Google e mencionando nominalmente que o Brasil precisa de um modelo de regulamentação midiática nos moldes de dois países: ALEMANHA E INGLATERRA.

O projeto de regulamentação e democratização da mídia escrito pelo então jornalista e ministro do governo Lula, Franklin Martins, foi justamente inspirado no modelo de 3 países: ALEMANHA, INGLATERRA E DINAMARCA.

Toda a mídia e caras como o Rodrigo Maia na época atacaram o projeto como ditatorial e como uma tentativa de cerceamento da liberdade de expressão. Quando na verdade o governo queria apenas neutralizar e CIVILIZAR o jornalismo.

O Jornal Nacional poderia continuar fazendo seu jornalismo em paz.

Mas uma figura abjeta como Sônia Abraão, por exemplo, não poderia mais tomar atitudes como a que tomou na cobertura do caso do sequestro por 4 dias da menina Eloá Pimentel, pelo seu ex-namorado, onde a cobertura da mídia, muito provavelmente, levou o desfecho do caso ao assassinato da menina.

Notícias falsas seriam questionadas.

Na Inglaterra, o tabloide News Of the World, quebrou a intimidade de uma menina de 12 anos que foi assassinada e espetacularizou o caso, atrapalhando a investigação. O dono da empresa foi levado ao banco dos réus para prestar esclarecimentos e o jornal foi encerrado.

O dono do jornal era nada mais, nada menos, que o Rupert Murdoch, dono também da rede FOX.

O nome da comissão jurídica era "Comissão Leveson". Leveson era o juiz do caso. Um homem inglês simples, num terno barato, falando inglês comum, sem nenhum rococó ou afetação colonial que os nossos juízes gostam de demonstrar.

O que acontece, na verdade, é que a grande imprensa e o "centrão", estão sofrendo o MESMO que eles estavam acostumados a praticar: fakenews.

E isso está deixando William Bonner e Vera Magalhães, tadinhos, depressivos...

Imagina se eles passassem pelo mesmo brutal processo de aviltamento e campanha de ódio que eles praticaram com o Lula?

Só restaria uma corda, uma escada e um galho de árvore para eles.

PF esquizofrênica


Brasil acaba de ultrapassar 400.000 casos de Coronavirus

Linha do tempo do Coronavirus no Brasil

- 26/02: 1 caso confirmado
- 21/03: 1.000 casos confirmados
- 04/04: 10.000 casos confirmados
- 03/05: 100.000 casos confirmados
- 14/05: 200.000 casos confirmados
- 21/05: 300.000 casos confirmados
- 27/05: 400.000 casos confirmados

Os dados foram retirados da plataforma do Ministério da Saúde.

Coronavírus Brasil

Quem é Sara Winter

A militante Sara Winter é uma das lideranças do "300 do Brasil", grupo armado que defende Bolsonaro e antagoniza as instituições democráticas. Hoje, você vai conhecer a improvável história de Sara Winter.


Sara Winter ameaça ministro do STF: "Eu queria trocar soco com esse filho da puta desse arrombado”



“Você me aguarde, @alexandre. Você nunca mais vai ter paz na vida do sr. A gente vai infernizar sua vida. A gente vai descobrir os lugares que o sr frequenta, as empregadas domésticas que trabalham pro senhor"

Por que o PT não indicou nenhum Alexandre de Moraes em 13 anos de governo?


Ricardo Costa de Oliveira

Se o PT tivesse "bons" operadores maquiavélicos como Alexandre de Moraes no STF ou no Ministério da Justiça o golpe de 2016 não teria acontecido. O maior erro do PT em 13 anos foi a escolha de jurisconsultos nefelibatas com mentalidades de rábulas jurídico-políticos verborrágicos e entreguistas para o STF e o STJ, com poucas exceções, o que demonstra que o partido nunca entendeu como funciona e opera a classe dominante tradicional brasileira em seus braços jurídicos e políticos, muita ingenuidade e pseudo-republicanismo míope. 

Alexandre de Moraes se torna o maior nome no atual STF, um homem com grande experiência e carreira política em algumas das principais escolas de malandragem política no Brasil, o PSDB e o PMDB paulistas. Moraes teve relevante carreira no executivo e nas secretarias de justiça e de segurança de São Paulo, um estado maior que a Argentina. Esteve no Conselho Nacional de Justiça. Em Brasília afirmam que o grande pulo do gato dele foi quando ganhou toda a atenção e confiança de Temer, quando Alexandre de Moraes, então secretário de segurança em SP, solucionou o caso do roubo do celular de Marcela Temer, com todas as informações e fotos privadas dela, depois disso Alexandre de Moraes conseguiu tudo que queria de Temer, o ministério da Justiça e a vaga no STF. 

Hoje Alexandre de Moraes é o maior ator na oposição e resistência ao bolsonarismo, um homem que enfrenta de igual para igual a bazófia e as ameaças bolsonaristas, como no caso de Ramagem, na PF e sabe que basta atuar em um dos eixos da longa lista de crimes do bolsonarismo para acuá-los, no caso de hoje uma direto contra-ataque na milionária indústria de fake news da direita, uma das colunas centrais e essenciais da existência do bolsonarismo nos últimos anos. Alexandre de Moraes, o "Lex Luthor", está querendo matar a cobra e mostrar o pau, o que na atual conjuntura é uma exceção e destaque no meio da paralisia de outras forças políticas.

A diplomacia da inépcia



Erro de Weintraub estava em julgar-se superior aos chineses

Com a exposição das falas tétricas da reunião ministerial de Bolsonaro, saem do Planalto sinais de preocupação diante de um eventual estrago que possa ocorrer nas relações do Brasil com a China.

Se um ministro chinês dissesse que o Brasil “é aquele cara que cê sabe que cê tem de aguentar”, porque eles nos vendem proteínas de que precisamos, e outro acrescentasse que a “globalização cega” levou o país a comprar alimentos de quem espalhou o “comunavírus”, a milícia bolsonarista estaria com a faca nos dentes. Bizarrices desse tipo partiram dos ministros Paulo Guedes, na reunião, e Ernesto Araújo, num artigo.

O professor Delfim Netto já ensinou que os governos precisam abrir a quitanda pela manhã, com berinjelas para vender e troco para a freguesia. O governo de Jair Bolsonaro só abre à noite, não tem troco nem legumes, e briga com as freguesas. À primeira vista faz isso movido por estranhas convicções, mas as encrencas que ele cria com a China são produto da inépcia.

Durante a existência do capitão, a diplomacia brasileira cuidou de grandes questões que envolviam o interesse nacional. Assim foi com o estranhamento ocorrido no século passado com a Argentina em torno da construção da hidrelétrica de Itaipu, ou mesmo com os Estados Unidos durante o governo de Jimmy Carter em torno do Acordo Nuclear assinado com a Alemanha. Nesses dois casos, existiam contenciosos. Com a China não há contencioso algum, salvo recônditos sentimentos racistas. No limite, o Império do Meio acaba mal falado porque compra berinjelas brasileiras. O doutor Guedes diz que “tem que aguentar” o chinês e orgulha-se de ter lido obras do economista John Maynard Keynes “três vezes, no original”. Ler o inglês no original é motivo de orgulho, vender soja para o chinês chega a ser um desconforto.

O povo chinês viveu o que ele mesmo chama de “século da humilhação”. O palácio de verão dos imperadores foi saqueado por uma tropa anglo-francesa em 1860 e no início do século passado um parque localizado no enclave internacional de Xangai tinha um cartaz que avisava: “Proibida a entrada de cachorros e de chineses”. Quando o ministro da Educassão Abraham Weintraub fez graça brincando com a fala do Cebolinha para sugerir que a China seria a beneficiária da ruína provocada pela pandemia, sabia que lidava com um preconceito. Seu erro estava em julgar-se superior aos chineses, e muita gente pensa assim.

Em 1979, quando o poderoso Deng Xiaoping visitou Nova York, precisou pedir dinheiro a um amigo para comprar um presente para sua neta, uma boneca que chorava e fazia xixi. Hoje as crianças americanas brincam com bonecas chinesas.

Na transcrição liberada com embargos pelo ministro Celso de Mello, Bolsonaro disse que “não queremos brigar com XXXXXX, zero briga com a XXXXX.” A XXXXX não briga, espera.

Fica aqui o registro de que o ministro zombou da curiosidade alheia nos embargos que impôs ao texto da fatídica reunião de 22 de abril. Alguns cortes são risíveis, pois basta medir o trecho suprimido para se perceber o que está escrito ali.

Na briga entre Witzel e Bolsonaro, os dois podem ter razão


Algo no céu de Laranjeiras

Bernardo Mello Franco
Bolsonaro festejou a operação da PF contra Wilson Witzel. Está claro que houve vazamento, mas é preciso cautela com a hipótese de uma grande conspiração
Há algo no céu de Laranjeiras além dos helicópteros da TV. A Operação Placebo despertou novas suspeitas de interferência na Polícia Federal. O alvo dos homens de preto foi Wilson Witzel, adversário político de Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira, a deputada Carla Zambelli contou à Rádio Gaúcha que a PF estava prestes a revelar desvios em governos estaduais. Aliada do presidente, ela acrescentou que as operações desvendariam fraudes na saúde. Só faltou informar a placa das viaturas que cercariam a residência do governador do Rio.

Ontem o capitão comemorou a ação contra o desafeto. Ao ser questionado sobre o assunto, ele riu e deu parabéns à PF. Mais tarde, voltou a provocar Witzel. “Tem gente preocupada, querendo botar a culpa em mim”, debochou.

O ex-juiz se declarou vítima de perseguição política. Ele recebeu a solidariedade de outros rivais de Bolsonaro. O deputado Marcelo Freixo mencionou o risco de a PF virar uma “polícia política”. O governador de São Paulo, João Doria, disse ver sinais de uma “escalada autoritária”.

Está claro que houve vazamento, mas é preciso cautela com a hipótese de uma grande conspiração. As investigações começaram em abril, antes da troca de comando na PF. As buscas foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ. Ele apontou um vínculo “bastante estreito e suspeito” entre a primeira-dama Helena Witzel e uma empresa ligada a Mário Peixoto, preso na Operação Favorito. O enredo lembra a dobradinha de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.

Irritado com a operação, Witzel disse que o senador Flávio Bolsonaro “já deveria estar preso”. O filho do presidente chamou o governador de corrupto e avisou que ele será atingido por “um tsunami que está vindo”. É possível que ambos estejam certos, mas precisamos esperar o fim das investigações.

Enquanto os dois batem boca, a saúde do Rio continua a agonizar. Ontem o Estado registrou mais 256 mortes pelo coronavírus, um recorde desde o início da pandemia.

Bolsonaro segue a receita de Mussolini


Ruy Castro 
Para o líder fascista deu certo por muitos anos. Mas ele terminou com a cabeça para baixo
Se há um insulto que, de tão abusado, sofreu enorme desvalorização é o de fascista. No começo, designava as milícias do italiano Benito Mussolini, que marcharam sobre Roma em 1919 e o levaram ao poder. Aos poucos, tornou-se sinônimo de regime totalitário e, com o nazismo, chegou ao máximo da brutalidade. Durante o século 20, no entanto, o epíteto se generalizou e passou a designar qualquer pessoa. É um leque que abrange dos hidrófobos de direita assumidos aos vagamente reacionários, conservadores, centristas, liberais, neoliberais e até social-democratas.

Todo mundo já foi um dia chamado de fascista, tanto o PM que abre a pontapés a porta de um barraco na favela quanto o guarda que nos multa no trânsito. Deixou de ser insulto. Com isso, os fascistas de verdade —que professam com fervor e devoção os princípios do fascismo— ficaram num limbo que lhes permite operar com desembaraço. Talvez seja hora de defini-los mais tecnicamente.

O fascista é nacionalista. Acredita numa conspiração global contra os valores e riquezas de seu país. Por isso, e por não confiar no mercado, que é internacionalista, apoia uma pesada intervenção do Estado na economia. Combate ferozmente os políticos e juristas, para eles um bando de corruptos, exceto os que servem ao seu líder —este sempre um político e/ou militar carismático, com um discurso "patriota", messiânico, moralizante e escorado em valores imprecisos, como "Deus" e "família". Os que não seguem tais linhas são comunistas.

O fascista pratica o culto da ação e da agressão e prega o armamento do "povo" (suas falanges) contra uma hipotética ditadura. Na verdade, visa à tomada de um poder acima da lei e até do Exército —a própria ditadura.

Se tal descrição lhe parece um déjà vu, essa era a receita de Mussolini. Deu certo por muitos anos. Mas terminou com ele de cabeça para baixo.

Bozo sacaneia Witzel


A lógica da socialização das perdas em tempos de pandemia




Uma das mais conhecidas técnicas de enriquecimento, e que nunca se diz que é imoral ou ilegal, é a chamada política da socialização das perdas. Ela acontece em todo o sistema capitalista e em todos os tempos. No Brasil, ocorre desde a República Velha, quando os grandes cafeicultores de São Paulo conseguiram acordos para que o governo comprasse a produção de café caso o preço internacional caísse abaixo de um determinado valor. Na prática, quando a produção de café desse prejuízo, este prejuízo era absorvido pelo ente público,. Quando desse lucro, o lucro ia para as mãos dos agentes privados. A mesma política existiu nos EUA, Inglaterra e França (e outros) nos processos de industrialização e no colonialismo e neocolonialismo. Qualquer historiador demonstra e denuncia tais relações como a base do sistema de enriquecimento capitalista. Concorrendo lado a lado com a produção "meritória" e o livre comércio.

A História mostra que não há capitalismo sem Estado, e isto também porque o capital privado precisa do público para acomodar suas próprias perdas. A situação é tão comum que é possível delimitar uma série de mecanismos que o capital força o Estado a criar para exatamente dividir os prejuízos. O controle cambial, por exemplo, é um deles. Ao amarrar-se ao Estado, o capital se assegura que as perdas serão socialmente distribuídas e assim o prejuízo será tão grande que recursos públicos virão para socorro. Foi assim EM TODAS as crises do capital desde a segunda metade do século XIX.

O exemplo mais recente foi a grande crise de 2008, quando os Estados mobilizaram um valor que poderia ERRADICAR a fome no mundo para salvar meia dúzia de grandes empresas. "Meia dúzia" eu exagerei, mas o total não chega a 35 empresas que receberam mais de 75% dos valores. No Brasil, a bancada ruralista vive desta política. É possível dizer-se que desde o regime militar que não se passam sete anos sem uma anistia tributária ampla que concede aos latifundiários brasileiros perdão pelas centenas de milhões em impostos atrasados. O sistema é tão comum que latifundiários ja contabilizam ajuda eleitoral de campanha a determinados candidatos como "custo fixo" de seus negócios.

Na indústria acontece o mesmo. Tudo que o capital não aceita é o "risco". O mesmo risco que os jovens apedeutas liberais brasileiros endeusam como distinção da riqueza capitalista. Pela politica da socialização das perdas ele é zero. As grandes empresas exigem doações de áreas para se instalarem. Diminuição ou mesmo concessão plena dos impostos por vários anos. Exigem que o Estado crie locais de moradia, escolas para treinar a mão de obra, infraestrutura de comunicação, estrada e - ainda - no final buscam financiamento público para suas empreitadas. Se você somar tudo o que estes "empreendedores" recebem de graça, no final o risco de perdas é zero ou muito perto disso.

O que ninguém previa era uma pandemia.

Deixado o "mercado" trabalhar e teríamos o imenso aumento do custo da mão de obra e a redução do custo relativo do capital. Seria o momento dos trabalhadores aumentarem seus ganhos, afinal, ninguém está arriscando mais do que o trabalhador indo trabalhar. Os salários deveriam aumentar, as empresas deveriam pagar adicional de risco, insalubridade e tudo mais. Porém, aí entra a política de socialização das perdas. O desmonte da legislação trabalhista, a assistência pública aos trabalhadores e os bilionários repasses que Guedes e sua trupe de liberais fizeram aos sistemas bancários, se somados passam de 2,5 trilhões de reais. E tudo isso para o enriquecimento e acumulação dos milionário e bilionários.

Quando Bolsonaro obriga a reabertura e ordena os trabalhadores voltarem ao trabalho é a necropolitica de socialização das perdas. Ele força a baixa do valor da mão de obra e coloca todo o risco nas costas do trabalhador. "Se morrer, paciência". E cada família brasileira joga uma roleta russa, todo dia, com seus entes se submetendo às exigências do governo para que se arrisquem. Enquanto com uma mão empunham o porrete sobre a classe trabalhadora, com outra garantem dinheiro público a bancos e grandes empresas. Não há nenhuma dúvida que pela ação de Guedes e Bolsonaro, após a pandemia os estudos vão mostrar que houve um enriquecimento das elites e o processo de empobrecimento dos trabalhadores.

Se o mercado quer trabalhadores que aumente os salários a ponto de o risco de morte valer o salário pago. Ocorre que o que se vê é o estalo do chicote do Estado nas costas do trabalhador enquanto bancos aumentam seus juros e recebem recursos públicos de "ajuda", e empresários que já sonegam normalmente agora recebem incentivos para não pagar impostos.

Não houvesse na base do capitalismo a política de socialização das perdas e figuras como o "véio da Havan" não existiriam. O que os liberais exaltam como "livre mercado" e "iniciativa privada" é, na realidade, uma política de "risco zero" financiada pelo Estado com uma das mãos, enquanto com a outra mantém a força de trabalho miserável e violentada.

O "tempo de oportunidades" que o dono da AMBEV previu na pandemia só existe para os banqueiros, grandes indústrias e funerárias. Eles ganham, enquanto os bancários os trabalhadores de fábricas e os coveiros só enxergam aumentar a oportunidade de morrer na pandemia.

terça-feira, 26 de maio de 2020

O Programa Deixa Morrer atingiu hoje 80% da meta


Conrado Hubner

24.500 mortes

O Programa Deixa Morrer atingiu hoje 80% da meta de 30 mil mortes, anunciada pelo deputado nos anos 90.

Deve cumprir a meta em 3 dias. E aí triplicar a meta.

Presidente é responsável pelas mortes evitáveis e pela tragédia econômica mitigável.

Um oferecimento de:


Patrocinadores do Programa Deixa Morrer


Bio Ritmo (academia de ginástica) – Edgard Corona

Smart Fit (academia de ginástica) – Edgard Corona

Centauro (artigos esportivos) – Sebastião Bonfim

Havan (comércio de varejo) – Luciano Hang

Polishop (varejo, e-commerce) – João Apolinário

Riachuelo (comércio de varejo) – Flávio Rocha

Madero (restaurante) – Junior Durski

Localiza (locadora de automóveis) - Salim Mattar

Coco Bambu (restaurante) – Afrânio Barreira

Cyrella (Setor imobiliário) - Elie Horn

FKO Empreendimentos (setor imobiliário) – Otávio Fakhoury

Ampla Projetos (finanças) – Dilermando G Ribeiro Júnior

Bemisa (mineração) – Marcelo Pessoa

Beauty’in (beleza) – Cris Arcangeli

Cae Fisio (fisioterapia) – Caê

Galápagos (finanças) – Marcelo Pessoa

Gazeta do Povo (mídia) – Guilherme Cunha Pereira

Gocil (segurança) – Washington Cinel

Madetec (móveis) – Luciano Morassutti

Mauá Investimentos (finanças) – Otávio Fakhoury

Cosan (setor sucroalcooleiro) - Rubens Ometto

CNN Brasil, MRV Engenharia, Banco Inter, AHS Development Group, Urbamais Desenvolvimento Urbano, ABC da Construção, Log Comercial - Rubens Menin Teixeira de Souza

Outros empresários

Roberto Justus - publicitário

Nabhan Garcia - presidente da UDR

Paulo Skaf - presidente da FIESP e do CIESP

Bispo Edir Macedo – Record TV, Igreja Universal

Silvio Santos - SBT

José Ricardo Roriz Coelho, da Abiplast

Fernando Valente Pimentel, da Abit

José Velloso Dias Cardoso, da Abimaq

Paulo Camilo Penna, presidente do Snic

Elizabeth de Carvalhaes, da Interfarma

Synesio Batista da Costa, da Abrinq

Haroldo Ferreira, da Abicalçados

Ciro Marino, da Abiquim

José Jorge do Nascimento Junior, da Eletros

José Rodrigues Martins, da CBIC

Reginaldo Arcuri, da FarmaBrasil,

José Augusto de Castro, da AEB

Marco Polo de Mello Lopes, da Coalizão Indústria

Humberto Barbato, da Abinee